CONSTRUTORAS TERÃO QUE ARBORIZAR CONJUNTOS HABITACIONAIS



Tramita na Câmara Federal o Projeto de Lei 1379/11, do deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB), que obriga empresas construtoras de conjuntos habitacionais financiados pelo poder público a arborizar os passeios públicos do local.
De acordo com a proposta, o financiamento público somente poderá ser liberado com apresentação do plano de plantio de árvores.
Rodrigues argumenta que as plantas desempenham papel fundamental na qualidade de vida nas cidades. Ele cita como exemplos das funções desempenhadas pelas árvores aspectos como redução da insolação, bombeamento de água para a atmosfera e diminuição de ruídos.
Apesar disso, ele diz que os conjuntos habitacionais mais populares “carecem de arborização minimamente adequada”.
O projeto terá análise conclusiva das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Desenvolvimento Urbano; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Com informações da Agência Câmara.

Seminário na USP debate metodologia que calcula quanto cada pessoa pode ser responsável pela água do planeta


Em toda a cadeia produtiva do chá são necessários 35 litros de água para produzir o equivalente a uma xícara de chá. Estima-se que meio litro de refrigerante necessite de 170 a 310 litros de água para sua fabricação. Os processos agrícolas para produção de biomassa voltada a alimentos e fibras requerem 86% de toda a água usada mundialmente. Num momento em que a busca de fontes mais limpas de energia tornou-se palavra de ordem, pode não ser uma surpresa muito agradável saber que para produzir energia a partir de biomassa são necessários de 70 a 400 vezes mais água do que outras fontes primárias, com exceção, claro, da hidroenergia. Por outro lado, para produzir todos os bens e serviços necessários à manutenção da economia do planeta, o consumo de água per capta é de 1.240 metros cúbicos por ano.”
Esses valores correspondem à “água virtual” presente em todos os produtos que consumimos, ou seja, toda a água usada para produzir alimentos e produtos, e também aquele volume necessário para diluir poluentes do processo produtivo. Os cálculos, realizados pelo site Water Footprinting (www.waterfootprint.org), podem ser utilizados para saber não só o consumo de água virtual dos cidadãos e conscientizá-los sobre seus padrões de consumo, mas também para avaliar o balanço hídrico no comércio de alimentos e produtos. Países agroexportadores como o Brasil certamente exportam uma quantidade maior de água virtual, dado o volume necessário para as atividades agropecuárias.
Os hábitos de consumo variam conforme a região e a cultura, e dependem de uma série de variáveis, entre elas o poder aquisitivo. Avaliar a disponibilidade e o consumo da água por meio dos hábitos das pessoas e de variáveis socioeconômicas tornou-se um método de gerenciamento dos recursos hídricos e há estudos avançados nesse campo, sobretudo na Europa. O balanço hídrico estudado pelo prisma da chamada Water Footprint (WF), ou “pegada hídrica”, reúne uma rede de parceiros mundiais em torno da Water Footprint Network. Um de seus representantes, e também um dos criadores da metodologia WF, o cientista Ashock Chapagain, esteve na USP entre os dias 13 e 14 de junho para participar do seminário internacional “A pegada hídrica e sua aplicabilidade no setor público e privado: experiências nacionais e internacionais”.
O seminário, promovido pelo Programa de Pós-graduação em Ciência Ambiental (Procam) da USP, mostrou que, apesar das poucas iniciativas mundiais que lançam mão dessa ferramenta, há experiências capazes de mostrar aos governos a melhor forma de gerenciar não só suas bacias hidrográficas, mas também suas atividades econômicas, em especial o uso da terra.
Um estudo empreendido na Espanha, encabeçado pelo professor Alberto Garrido, da Universidad Politécnica de Madrid, mostrou que não vale a pena o país investir tanto no cultivo de cereais, por exemplo, dados o alto consumo de água e baixo retorno financeiro dessa atividade.
“Num país de estresse hídrico em todas as suas regiões, como acontece na Espanha, o governo precisa reavaliar o que é mais rentável. Manter o cultivo de cereais significaria uma escassez hídrica induzida. Sabemos que a maneira mais barata de obter água é importá-la através de determinados produtos”, afirmou Garrido. O professor também é membro do Observatorio del Agua da Fundación Marcelino Botín e pesquisador do Centro de Estudios e Investigación para La Gestión de Riesgos Agrarios Y Ambientales (Ceigram), da Espanha.
Fronteira política – O bloco europeu não tem capacidade para aumentar suas áreas dedicadas à agricultura orgânica, afirmou o professor Garrido. “Se isso ocorrer, aumentarão as importações de outros produtos e, por consequência, a demanda de água e de terra em outros países”, afirmou. “Nessa ótica, produtos orgânicos são para poucos privilegiados”, disse.
Se governos, cientistas e empresas de diversos países compartilham pesquisas e projetos para a aplicação da metodologia da pegada hídrica, no Brasil existem algumas iniciativas começando nesse sentido.
O engenheiro Marco Neves mostrou projeto da Agência Nacional de Águas (ANA) para construir indicadores capazes de auxiliar na produção de estudos baseados na metodologia da WF. Trata-se de uma base de dados intitulada Matriz de Coeficientes Técnicos para Recursos Hídricos no Brasil, que, entre outros objetivos, deverá analisar a demanda de água no País sob a ótica de usos múltiplos. Os indicadores deverão produzir informações aprofundadas e atualizadas sobre os volumes de retirada das bacias hidrográficas, dos efluentes gerados e do consumo.
O biólogo Sérgio Camargo mostrou um dos poucos projetos de empresa brasileira voltados a analisar a pegada hídrica de seus produtos. “A Natura tem grande interesse nesse tipo de análise, pois a água permeia a produção e consumo de todos os seus produtos”, disse.
Segundo Camargo, a grande dificuldade da equipe voltada à análise da pegada hídrica dos produtos da Natura foi a falta de dados para compor a base de cálculo. “Muito do que fizemos foram estimativas e em muitos momentos tivemos de usar dados comparativos de outros países. Faltam informações numa série de etapas das cadeias produtivas”, disse.
“É fundamental entendermos que a pegada hídrica não é uma metodologia substitutiva para qualquer outra. Ela é complementar, uma ferramenta adicional para uma série de comparações, especialmente útil para políticas públicas”, ressaltou o professor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) Wilson Cabral de Sousa Júnior, participante da mesa-redonda “A pegada hídrica e seu potencial de utilização na gestão de recursos hídricos”.
Para o professor do ITA, lançar mão dessa ferramenta é uma decisão política, que também deve se basear nas finalidades de investigação dos padrões de consumo da água. Sousa Júnior lembrou outros conceitos inovadores sobre sustentabilidade hoje amplamente utilizados na gestão dos recursos naturais.
“Quando Mathis Wachernagel e William Rees criaram o conceito da pegada ecológica, naquele momento era difícil comparar o potencial impacto das atividades antrópicas em escala global. Mas o estudo relacionou quanto os países são diferentes e mostrou em especial a relação de consumo e de poder no mundo, ainda que em números macro e dados algumas vezes pouco precisos.”
Sousa Júnior lembrou também o clássico estudo de Robert Costanza e colegas, intitulado The Value of the World’s Ecosystem Services and Natural Capital, de 1987, apontando o valor do ambiente global. “Não vou fazer nada com esse número, mas o estudo lançou luz sobre o valor da diversidade global. Estou citando esses estudos porque impulsionaram outros campos do conhecimento e proporcionaram depurar e aprimorar uma série de estudos e dados. Da mesma forma, a pegada hídrica também é uma metodologia nova e que vem sendo aprimorada”, disse.
Ministraram palestra por videoconferência Maite Aldaya, consultora da United Nations Environment Programme (UNEP Paris), e Eduardo Lanna, consultor de recursos hídricos da AlfaSigma Consultoria. Os debates contaram com a participação do professor Mario Mendiondo, da Escola de Engenharia da USP de São Carlos, e da pesquisadora do GovÁgua Vanessa Empinotti. As mesas foram coordenadas por Paulo de Almeida Sinisgalli, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e do Procam, além do coordenador do Procam e professor da Faculdade de Educação da USP, Pedro Jacobi. “A ideia do seminário foi discutir sustentabilidade e gerenciamento da água e dar visibilidade aos estudos de pegada hídrica empreendidos pelo grupo de Governança da Água do Procam”, disse o professor Jacobi.

Reportagem de Sylvia Miguel, no Jornal da USP, publicada pelo EcoDebate, 29/06/2011
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Milton Santos será homenageado pelo Congresso Nacional no dia 28/06


Nesta terça-feira 28/06, a partir das 10h, a TVE Bahia, em parceria com a TV Câmara dos Deputados, transmite flashes ao vivo da sessão solene na qual o Congresso Nacional, em Brasília, presta homenagens à memória do geógrafo Milton Santos, no registro de 10 anos de sua morte.

O intelectual, pesquisador, político, jornalista e geógrafo Milton Santos, que completará 10 anos de morte no próximo dia 24 de junho, será homenageado pelo Congresso Nacional brasileiro. A sessão em homenagem a um dos mais importantes intelectuais da história do Brasil será realizada no dia 28 de junho, às 10h, no plenário da Câmara dos Deputados em Brasília.

A sessão requerida pelo deputado federal baiano, Luiz Alberto (PT/BA), tem como objetivo realçar  a importância de Milton Santos para a sociedade brasileira. Será uma forma de repercutir no parlamento as contribuições do geógrafo para o país.

A mesa da sessão será composta pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros, o ministro da Educação (MEC), Fernando Haddad, o presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araújo, do ministro das Relações Exteriores, Antônio de Aguiar Patriota, os reitores das Universidades de Brasília (UNB), do Recôncavo (UFRB) e da Bahia (UFBA), José Geraldo de Sousa Junior, Paulo Gabriel Nacif e Dora Leal Rosa; e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Representações diplomáticas dos países onde Milton Santos atuou como professor, pesquisador e consultor, no período de 1964 a 1978, também marcarão presença na sessão solene. A saber: França, Portugal, Espanha, Tanzânia, Guiné Bissau, Senegal, Costa do Marfim, Mali, Nigéria, África do Sul, Japão, Venezuela, Costa Rica, México, Canadá e Estados Unidos.

Na ocasião, outras entidades também prestarão homenagem a Milton Santos: o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, o prefeito de Brotas de Macaúba, na Bahia, Litercílio de Oliveira Jr, cidade onde o geógrafo nasceu; a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal, os movimentos pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas do Distrito Federal, os Institutos de Geografia, História, Sociologia e Ciências Sociais da UnB, os professores Fernando Conceição (grupo de pesquisa Permanecer Milton Santos, UFBA), Manoel Lemes (PUC/Campinas) e também de sua neta, Nina Santos, que representará a família durante a sessão.

Biografia

A história e trajetória política e intelectual de Milton Santos reafirmam a importância da sua luta por justiça e igualdade, e da participação de homens e mulheres negras na construção do país.

Nascido em 3 de maio de 1926, ao longo da sua vida, escreveu 40 livros, foi coautor de dezenas de outros e publicou artigos em jornais brasileiros importantes, como Folha de São Paulo, Correio Braziliense e jornal A Tarde, da Bahia. Na década de 90, ganhou prêmios como o “Estação Cultural” e o Vautrin Lud (considerado o Nobel da Geografia).
 Milton Santos dedicou toda a sua obra ao entendimento das supra e sobre-estruturas formativas das desigualdades entre os homens e as sociedades humanas ao redor do mundo.

Suas colocações transbordaram o âmbito da Geografia para se espraiar por outros domínios e usos quando, no início dos anos 90, a partir da Europa (França), se organizou um movimento para se contrapor à irracionalidade do financismo global – que marcou a nova fase do capitalismo a partir dos anos 1970, travestido de “globalização”.

O trabalho de Milton Santos serviu de inspiração para o que, hoje, veio a se constituir como Fórum Social Mundial, o qual foi convidado a se associar como fundador.



Fonte: mandato do deputado federal Luiz Alberto (PT/BA) e professor Fernando Conceição (UFBA), coordenador do Grupo de Pesquisa Permanecer Milton Santoshttp://permanecermiltonsantos.blogspot.com/, responsável pela pesquisa que resultará na biografia autorizada desse baiano.

IPEA alerta: Código Florestal deve manter Reserva Legal


RL - reserva legal

Os cientistas ligados à SBPC já haviam alertado a sociedade, para os efeitos nefastos que a mudança do Código Florestal, aprovada pela grande maioria dos deputados federais, teriam para o país, agora foi a vez do mais conceituado órgão público federal de assessoria à Presidência da República dar seu veredito: o prejuízo econômico da redução de Reserva Legal será enorme. São economistas renomados do Ipea que afirmam melhor os senadores ouvirem.


* Ecio Rodrigues 



Depois de os cientistas (por meio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e Academia Brasileira de Ciência) alertarem a sociedade brasileira para os riscos advindos da redução significativa das áreas de florestas no país – nos termos preceituados pela proposta de novo Código Florestal, já aprovada na Câmara e em discussão no Senado - os economistas vinculados ao Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas jogam agora por terra o principal argumento dos defensores do agronegócio para reduzir-se a área de Reserva Legal das propriedades rurais - a geração de renda.

Considerado um dos órgãos mais importantes de assessoria dos ministérios e do gabinete da presidência da república, o Ipea, no número 96 dos seus “Cadernos do Ipea”, dedicado à discussão do “Código Florestal: Implicações do PL 1876/99 nas áreas de Reserva Legal’, publicou estudo que não deixa duvidas: não existe razão econômica para a redução da área de Reserva Legal. Pelo contrário, a diminuição das áreas de florestas trará um prejuízo econômico perigoso para a economia brasileira.
Para além dos argumentos relacionados à importância ecológica das florestas - que os ambientalistas, com razão, não se cansam de empregar - os pesquisadores do Ipea atêm-se a evidências de cunho estritamente econômico, chamando a atenção para o balanço negativo da redução de florestas; ou seja, pra o risco de, no curto prazo, o país vir a ficar no vermelho.
O estudo do Ipea demonstra que, longe de ser um empecilho à produção, as florestas presentes nas áreas de Reserva Legal podem e devem ser exploradas, mediante a tecnologia do Manejo Florestal de Uso Múltiplo - o que pode significar ganhos econômicos superiores àqueles obtidos nas áreas desmatadas para pecuária.
Com a palavra, suas Excelências, os Economistas:
Ao prever a possibilidade de uso econômico das reservas legais, o Código Florestal, atual, reconhece a potencialidade dessas áreas para o desenvolvimento econômico sustentável. Em primeiro lugar, são atividades ambientalmente adequadas, uma vez que necessitam que a vegetação seja preservada, o que permite seu uso permanente. Em segundo, sistemas sustentáveis de exploração da floresta são intensivos em mão-de-obra, consistindo, portanto, num potencial gerador de empregos e de desenvolvimento da agricultura familiar. Em terceiro, fornecem mais segurança econômica ao produtor, em virtude da diversificação e da menor incidência de pragas, comuns na monocultura. Em quarto, podem ser altamente rentáveis, podendo apresentar rendimentos por área mais elevados do que a agropecuária convencional para o pequeno produtor.
Os estabelecimentos agropecuários, sobretudo a pequena propriedade familiar, deveriam ser estimulados a conservar e recuperar suas reservas legais de forma a auferir rendimentos mediante o uso sustentável da floresta. Esse incentivo poderia vir por meio de políticas de estímulo ao uso sustentável da reserva legal.

Aos que teimavam em não dar ouvidos aos “chatos” ambientalistas, fica o alerta efetuado por pesquisadores de carreira, cuja excelência técnica é irrefutável, que estão a serviço do Estado brasileiro, e que não defendem propostas de governos, mas tão-somente tópicos de grande importância para o país.
Espera-se que os senadores - que não se manifestaram ante as advertências dos cientistas da SBPC e ABC, aos apelos dos ambientalistas, e aos clamores dos representantes do setor florestal – estejam mais atentos ao pronunciamento dos economistas do Ipea.
Reserva Legal, ao contrário do que se prega, pode e deve dar lucro, é produtiva. O Ipea é quem diz.

* Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).

CAMINHADA ECOLÓGICA DA YAMANA GOLD

Grota do Brito (foto Almacks Luiz Silva)

Não é surpresa para as poucas pessoas que pensam “Meio Ambiente” em Jacobina, ver que em quase todos veículos de comunicação da cidade noticiaram a realização da CAMINHADA ECOLÓGICA DA YAMANA GOLD, porém não sei se lhe chamou a atenção a onde foi feita a caminhada.

A Yamana Gold atrai alguns funcionários, parceiros e parte da imprensa para outra região da cidade e não o entorno da Mina, conduz os “adestráveis” à Grota do Brito, local de micro-clima diferenciado em Jacobina, preservado por pequenos sitiantes, berçário de várias cachoeiras e de algumas nascentes do Rio do Ouro que ainda não tem a presença do processo degradatório da mineradora.

Sendo mais claro aos “adestráveis”, por que (?) a mineradora Yamana Gold não fez a “Caminhada Ecológica” as lindas serras do entorno de sua mina? Por que (?) não lhe conduziram ao local onde era o encantando Caldeirão onde tomávamos banhos em nosso tempo de guri. Por que (?) não lhe conduziram às lindas Serras que compõe as nascentes do Rio Itapicuru Mirim? Por que (?) não lhe conduziram a divisa das terras da mineradora com o Parque de Sete Passagens? Por que (?) não lhe conduziram para apresentar o seu Parque batizado por mim de “Recicológico”, apresentando aranhas feitas com mangueiras, tartarugas feitas de orelhões de telefone público, cobras de tubulações e Etc?

Lhe levaram a Grota do Brito, local ainda semi-preservado sem a presença da mineradora, e com certeza pelo o que li e assistir em alguns vídeos institucionais da empresa o pessoal ficou maravilhado com a nossa Grande Mãe, Pacha Mama, a Terra que estamos em uma encruzilhada  e temos dois caminhos a seguir:
a)     Eco – logia, de preservação, de sustentabilidade;
b)     Eco – nomia de capital de ganância de destruição.

Que os responsáveis pelo Meio Ambiente da empresa levassem agora os “adestráveis” após se deliciarem da Pacha Mama mais ou menos preservada como a Grota do Brito e lhes levassem ao entorno da mina e fizessem uma comparação com o que viram na grota do Brito.


Conheça alguns passivos ambientais da Yamana Gold nas comunidades de Canavieiras, Itapicuru e Jabuticaba.

O SERTÃO VAI VIRAR MAR, E O OESTE VAI VIRAR O QUE?


Secretaria do Meio Ambiente

RESOLUÇÃO Nº 4191 DE 27 DE MAIO DE 2011. 


O CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE - CEPRAM, no uso de suas atribuições e, tendo em vista o que consta do Processo nº 2009-031006/TEC/LO-0124, RESOLVE: Art. 1.º - Conceder LICENÇA DE OPERAÇÃO, válida pelo prazo de 4 (quatro) anos, à JOÃO TOLEDO DE ALBUQUERQUE, inscrito no CPF 208.945.704-04, com sede na Praça Palmares, 36 Sala 505 Ed. Delmiro Gouveia, Centro, no município de Maceió - AL, para produção de grão em sequeiro EM UMA ÁREA de 8.533,25 ha, na Fazenda Agropecuária Albuquerque, nas coordenadas geográficas em décimo de grau Lat./Long.: -10,64782 / -45,83606, Zona Rural, no município de Formosa do Rio Preto, mediante o cumprimento da legislação vigente e dos condicionantes constantes da íntegra da Resolução que se encontra no referido Processo. Art. 2.º - Esta licença ficará automaticamente prorrogada até manifestação do INEMA, se requerida a sua renovação com antecedência mínima de 120 (cento e vinte) dias da expiração de seu prazo de validade, conforme Art. 181, §2º do Regulamento da Lei 10.431/06 aprovado pelo Decreto 11.235/08. Art. 3.º - Esta Licença refere-se a análise de viabilidade ambiental de competência do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - INEMA, cabendo ao interessado obter a Anuência e/ou Autorização das outras instâncias no Âmbito Federal, Estadual ou Municipal, quando couber, para que a mesma alcance seus efeitos legais. Art. 4.º - Estabelecer que esta Licença, bem como cópias dos documentos relativos ao cumprimento dos condicionantes, sejam mantidos disponíveis à fiscalização do INEMA e aos demais órgãos do Sistema Estadual de Meio Ambiente – SISEMA. Art. 5.º - Esta Resolução entrará em vigor na data de 
sua publicação.  EUGÊNIO SPENGLER – Presidente



Esse cerradão ainda vai virar quintal dos Pampas, TCHÊ

Aquífero Guarani sofre efeitos da exploração excessiva. Aquífero dura só mais 50 anos, dizem especialistas


Caso a formação fique mesmo inutilizada, Ribeirão Preto será uma das cidades mais prejudicadas do Estado
A falta de ações efetivas para evitar a atual superexploração do aquífero Guarani pode tornar o uso da água do manancial inviável dentro de meio século.
Pelo menos cem cidades brasileiras são abastecidas pelo Guarani, segundo a Agência Nacional de Águas. Reportagem de Gabriela Yamada, na Folha de S.Paulo.
Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), é apontada como a cidade que mais pode sofrer as consequências no futuro.
A conclusão é dos especialistas Ricardo Hirata, da USP, e Paulo Finotti, presidente da Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente.
“Existe uma voracidade pelo consumo que, sem controle, pode acarretar em problemas sérios nos próximos 50 anos em cidades que são abastecidas pelo manancial”, afirma Hirata, diretor do Centro de Pesquisas de Água Subterrânea do Instituto de Geociências da USP.
As cidades em zonas de risco ficam nos Estados de São Paulo, Minas, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além do Uruguai e Paraguai.
O aquífero é um dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo e única fonte de abastecimento público de Ribeirão Preto.
Ele aponta ainda que, diferentemente de anos atrás, hoje os grandes usuários particulares são indústrias ligadas ao agronegócio, que têm capacidade de perfuração de grandes poços artesianos.
Finotti afirma que achava-se que o aquífero fosse infinito. “Hoje se sabe que em Ribeirão o consumo é 13 vezes maior que a recarga.”
De acordo com o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), as maiores cidades do Estado de São Paulo abastecidas em sua totalidade pelo aquífero são Ribeirão, Sertãozinho e Matão.
Já São Carlos, Araraquara, Bauru e São José do Rio Preto têm o abastecimento parcial. Outras cidades têm abastecimento menor -como Avaré (30%), Tupã (20%) e Marília (15%), segundo o Daee.
FALTA DE GESTÃO
Didier Gastmans, pesquisador do Laboratório de Estudos de Bacias da Unesp de Rio Claro, afirma que o problema é a falta de gestão adequada pelas cidades que exploram o aquífero.
Para ele, não existe nenhum modelo adequado de gestão no país. “O poder público é o maior usuário de água subterrânea. A discussão é sobre quem vai pagar a conta no final”, diz.
Luiz Amore, coordenador do Projeto Aquífero Guarani, afirma que Ribeirão é a única cidade onde a água consumida é maior que a recarregada. “Isso é resultado de uma falta de controle sobre o quanto entra e o quanto sai.”
EcoDebate, 21/06/2011
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Sustentabilidade e cuidado: um caminho a seguir


Há muitos anos, venho trabalhando sobre a crise de civilização que se abateu perigosamente sobre a humanidade. Não me contentei com a análise estrutural de suas causas, mas, através de inúmeros escritos, tratei de trabalhar positivamente as saídas possíveis em termos de valores e princípios que confiram real sustentatibilidade ao mundo que deverá vir. Ajudou-me muito, minha participação na elaboração da Carta da Terra, a meu ver, um dos documentos mais inspiradores para a presente crise. Esta afirma: "O destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal”.
Dois valores, entre outros, considero axiais, para esse novo começo: a sustentabilidade e o cuidado.
A sustentabilidade, já abordada no artigo anterior, significa o uso racional dos recursos escassos da Terra, sem prejudicar o capital natural, mantido em condições de sua reprodução, em vista ainda ao atendimento das necessidades das gerações futuras que também têm direito a um planeta habitável.
Trata-se de uma diligência que envolve um tipo de economia respeitadora dos limites de cada ecossistema e da própria Terra, de uma sociedade que busca a equidade e a justiça social mundial e de um meio ambiente suficientemente preservado para atender as demandas humanas.
Como se pode inferir, a sustentabilidade alcança a sociedade, a política, a cultura, a arte, a natureza, o planeta e a vida de cada pessoa. Fundamentalmente importa garantir as condições físico-químicas e ecológicas que sustentam a produção e a reprodução da vida e da civilização. O que, na verdade, estamos constatando, com clareza crescente, é que o nosso estilo de vida, hoje mundializado, não possui suficiente sustentabilidade. É demasiado hostil à vida e deixa de fora grande parte da humanidade. Reina uma perversa injustiça social mundial com suas terríveis sequelas, fato geralmente esquecido quando se aborda o tema do aquecimento global.
A outra categoria, tão importante quanto a da sustentabilidade, é o cuidado, sobre o qual temos escrito vários estudos. O cuidado representa uma relação amorosa, respeitosa e não agressiva para com a realidade e por isso não destrutiva. Ela pressupõe que os seres humanos são parte da natureza e membros da comunidade biótica e cósmica com a responsabilidade de protegê-la, regenerá-la e cuidá-la. Mais que uma técnica, o cuidado é uma arte, um paradigma novo de relacionamento para com a natureza, para com a Terra e para com os humanos.
Se a sustentabilidade representa o lado mais objetivo, ambiental, econômico e social da gestão dos bens naturais e de sua distribuição, o cuidado denota mais seu lado subjetivo: as atitudes, os valores éticos e espirituais que acompanham todo esse processo sem os quais a própria sustentabilidade não acontece ou não se garante a médio e longo prazo.
Sustentabilidade e cuidado devem ser assumidos conjuntamente para impedir que a crise se transforme em tragédia e para conferir eficácia às praticas que visam a fundar um novo paradigma de convivência ser-humano-vida-Terra. A crise atual, com as severas ameaças que globalmente pesam sobre todos, coloca uma impostergável indagação filosófica: que tipo de seres somos, ora capazes de depredar a natureza e de por em risco a própria sobrevivência como espécie e ora de cuidar e de responsabilizar-nos pelo futuro comum? Qual, enfim, é nosso lugar na Terra e qual é a nossa missão? Não seria a de sermos os guardiães e os cuidadores dessa herança sagrada que o Universo e Deus nos entregaram que é esse Planeta, vivo, que se autorregula, de cujo útero todos nós nascemos?
É aqui que, novamente, se recorre ao cuidado como uma possível definição operativa e essencial do ser humano. Ele inclui um certo modo de estar-no-mundo-com-os-outros e uma determinada práxis, preservadora da natureza. Não sem razão, uma tradição filosófica que nos vem da antiguidade e que culmina em Heidegger e em Winnicott defina a natureza do ser humano como um ser de cuidado. Sem o cuidado essencial ele não estaria aqui nem o mundo que o rodeia. Sustentabilidade e cuidado, juntos, nos mostram um caminho a seguir.


Leonardo Boff (ADITAL)

IGREJA CATÓLICA ANUNCIA CRUZADA CONTRA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL

A Igreja Católica pretende mobilizar suas 12 mil paróquias para fazer circular um abaixo-assinado contra o projeto do novo Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (17) em Brasília pela cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que pretende criar um fórum com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente contrários às mudanças propostas na lei. O Conselho Permanente da CNBB divulgou nota contra a flexibilização do uso de Áreas de Preservação Permanente (APP) e contra a anistia das multas e penalidades a quem desmatou, estabelecidas no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O documento convoca a comunidade católica “a participar do processo de aperfeiçoamento do Código Florestal, mobilizando as forças sociais e promovendo abaixo-assinados contra a devastação”. Conforme a entidade, as decisões referentes ao código não podem ser motivadas por uma lógica produtivista que não leva em consideração a proteção da natureza, da vida humana e das fontes da vida. O projeto tramita entre as comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Sapatos biodegradáveis, artigo de Roberto Naime


O Brasil tem muitos polos de fabricação de calçados espalhados pelo país, que atendem tanto ao mercado interno como às exportações quando a situação cambial se apresenta favorável.
A fabricação de calçados durante décadas se destacou em diversos pólos industriais no mundo todo. Os processos de manufatura de calçados receberam melhorias em sua mecanização, porém continuaram a serem desenvolvidos e fabricados com uma ampla mistura dos mais variados tipos de materiais, provindos de fontes das mais diversas e apresentado uma grande geração de resíduos de classe I, que são resíduos inflamáveis, corrosíveis, reativos, tóxicos ou patogênicos.
Os restos de couro curtido ao cromo agregam metais pesados (principalmente cromo) em sua composição que podem ser cancerígenos ou teratogênicos. Materiais cancerígenos, como a própria palavra diz, são elementos capazes de induzir ou facilitar a implantação de processos tumorosos com reprodução descontrolada de células.
Já os processos conhecidos como teratogenia, são responsáveis pela má formação de fetos em mulheres grávidas. Quase toda contaminação por metais pesados, de alguma forma e com variáveis intensidades pode ser enquadrada nesta categoria.
A reciclagem de materiais, tanto no processo fabril dos calçados e componentes, como a utilização de resíduos gerados em outras fontes, ainda servem de base para a fabricação de muitos tipos de calçados. Mas as possibilidades de separação dos materiais após o encerramento da vida útil deste produto tem se tornado cada vez mais difícil, inviabilizadas pelo baixo retorno econômico da atividade.
A utilização de materiais de fonte renovável e de menor impacto ambiental, além da utilização e desenvolvimento destes materiais com novos conceitos, ou seja, com materiais que tem o seu ciclo de vida diminuído consideravelmente, tem merecido destaque nos dias atuais e tem despertado diversos fabricantes/desenvolvedores de produtos para estas novas possibilidades.
Por materiais de reduzido ciclo de vida se entendem materiais também denominados biodegradáveis ou seja que se decompõe ao final do tempo de vida útil projetado pela análise de ciclo de vida do produto, no caso calçados.
A fabricação destes calçados é feita através de processos que são similares aos tradicionais. Mas o que muda radicalmente são os materiais utilizados.
No lugar do cabedal, aquela parte de cima do sapato que protege o pé, são utilizados cada vez mais materiais alternativos, denominados materiais com baixo impacto ambiental, ciclo de durabilidade reduzido ou biodegradáveis.
São cascas de cereais aglutinadas com resinas biodegradáveis ou outros materiais deste tipo. Enquanto isto são substituídos os forros internos dos calçados, não se usando mais materiais derivados de petroquímica, sendo estimulado o uso de algodão natural ou similares.
Nos solados também são substituídos materiais derivados de processos petroquímicos, por borrachas naturais ou similares. As colas utilizadas nos processos de fabricação são cada vez mais naturais, com solventes a base de água e não derivados de petroquímica como tolueno e xileno. E as linhas de costura são cada vez mais de linhas naturais de algodão, juta ou outro material natural, facilmente degradáveis após o final do ciclo de vida útil do calçado.
Desta forma, ao terminar o tempo de vida útil do produto, não é necessário que existam estruturas, como cooperativas de reciclagem, para separar restos de cabedais com metais pesados e restos de forro ou solas para dar a cada material uma destinação adequada e não impactante sobre o meio ambiente.
Até mesmo porque estas estruturas nunca existiram de forma sistêmica ou organizada. Existem iniciativas isoladas em função de maiores ou menores carências econômicas. Então vai poder se colocar os restos dos calçados juntamente com restos de matéria orgânica, para decomposição ou compostagem, sem que estes materiais produzam o menor efeito poluente sobre solos, águas superficiais ou águas subterrâneas.
Isto partindo da premissa que mais cedo ou mais tarde, o país passe a administrar seus resíduos sólidos não mais priorizando o descarte e o aterramento dos resíduos a qualquer preço, mas se preocupando em viabilizar coleta seletiva que materialize condições de geração de renda para catadores e economizando matérias primas, água e energia para todo o conjunto da sociedade humana.
Dr. Roberto Naime, colunista do Ecodebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.
EcoDebate, 17/06/2011
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Locomotiva “TRANSBAIÃO” chega a Estação de Camaçari com animação e cultura

A exemplo da Paraíba e Pernambuco que há anos colocou nos "trilhos" o TREM DO FORRÓ, composição com alguns vagões que faz o percurso Campina Grande-PB/Caruaru-PE com muito forró, baião, xaxado e demais ritmos nordestinos, a Bahia que perdeu tanto tempo sem resgatar as linhas férreas de passageiros, resolveu colocar nos trilhos o TRANSBAIÃO.

A composição resgata muita coisa de nosso Nordeste, inclusive o nome que Luiz Gonzaga deu ao ritmo criado por ele e conhecido atualmente por todo o mundo. 

Segundo alguns historiadores o Luiz Gonzaga deu o nome de Baião ao ritmo criado porque estando na Bahia para fazer algumas apresentações ao ver tanta energia do baiano dançando forró e xaxado disse: gente eu não estou na Bahia, estou no Baião.

Resgatar o transporte ferroviário de passageiros, através de um trem que agrega cultura, diversão e lazer. Esse é o objetivo do projeto Transbaião – “A Cultura Viaja Aqui”, que nesta terça-feira, fez sua viagem inaugural, contemplando primeiro as cidades de Simões Filho (1ª saída, às 9h30) e Camaçari (1º destino, por volta das 13 horas).
alt

A chegada da locomotiva cultural à Estação do Trem de Camaçari encheu muitas pessoas de expectativa. O local estava lotado, tanto por integrantes da sociedade civil quanto por secretários municipais, políticos governistas, artistas e empresários. Além do apito ensurdecedor, o trem anunciava a própria chegada com muito forró. As bandas enchiam os vagões de música tradicional nordestina.
alt

Era notável, também, que o clima de animação estava misturado ao interesse na disseminação do conhecimento histórico regional. No roteiro, os passageiros aprendiam sobre o passado das cidades visitadas e das ferrovias baianas, que, há três décadas, deixou de servir de transporte de passageiro para apenas conduzir cargas de materiais variados.  
alt

O projeto, de autoria do deputado federal Luiz Argolo (PP), conta com o apoio do Governo da Bahia, através das secretarias do Turismo e da Cultura, e com o patrocínio de empresas privadas como a Vale, Ferrovia Centro Atlântico, BMG, Copener Florestal, SAM, Votorantim e Bahia Mineração. É importante ressaltar a elaboração do projeto teve forte inspiração na figura memorável do cantor e compositor nordestino, Luiz Gonzaga, o “Rei do Baião”.


Além do roteiro entre Camaçari e Simões Filho, estão agendados também as viagens de Catu à Alagoinhas, no dia 17/06, de Conceição da Feira à Cachoeira, no dia 25/06 e de Alagoinhas à Entre Rios, no dia 26/06. O projeto irá percorrer, inicialmente, 13 municípios baianos.
alt

Entenda o Projeto – Diversas cidades brasileiras já aproveitam suas linhas férreas para fazerem passeios turístico- culturais. Em 2008 o país já tinha 33 trens turísticos, que serviam milhões de passageiros. A Bahia ainda não faz uso de suas linhas de trem para a promoção da cultura e do turismo, perdendo uma grande oportunidade de divulgar as suas riquezas naturais, culturais e turísticas.


Pensando nessa falta de aproveitamento das linhas férreas baianas, observando o sucesso que esse trabalho vem fazendo em outros estados do Brasil e conhecedor do potencial turístico, ecológico e cultural do nosso estado, o TRANSBAIÃO apresenta um roteiro pelo interior da Bahia.

Arquivo do blog