Veja quais são as melhores escolas públicas da Bahia segundo o Ideb 2011


O Ideb da rede pública do Estado da Bahia para os anos iniciais, de 1º a 4º, é 3,9. O Ideb do país para o ensino público é 4,7. Nas listagem com os melhores resultados, escolas administradas por prefeituras são maioria e não há um estabelecimento sequer na capital, Salvador.
Para a etapa de 5º a 9º anos, Salvador entra no ranking com dois colégios militares.
As listas foram elaboradas com base nas notas do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2011, divulgadas pelo MEC (Ministério da Educação) nesta terça-feira (14). 

MELHORES ESCOLAS PÚBLICAS DE 1º A 4º ANOS DO ESTADO DA BA

MUNICÍPIONOME DA ESCOLAREDEIDEB 2011
LICINIO DE ALMEIDAESCOLA MUNICIPAL PINGO DE GENTEMunicipal6,7
MURITIBAESCOLA SAO LUISMunicipal6,5
MATA DE SAO JOAOESCOLA MUNICIPAL JOSE SEIXAS DE ALMEIDA FILHOMunicipal6,3
RIBEIRA DO POMBALESCOLA MUNICIPAL PLACIDO PITAMunicipal6,3
SANTO ANTONIO DE JESUSEE - ESCOLA TIRO DE GUERRAEstadual6,3
FEIRA DE SANTANACENTRO DE EDUCACAO BASICA DA UEFSMunicipal6,1
MORTUGABAESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR DECIO CARVALHOMunicipal6,1
POCOESESC MUL PROF ALZIRA NASCIMENTOMunicipal6,1
BRUMADOESCOLA SANTA RITA DE CASSIA - SNDMINEMunicipal6,0
CAMACARIESCOLA MUNICIPAL LUIZ PEREIRA COSTAMunicipal6,0
IGUAICENTRO EDUC DE IGUAI CEIMunicipal6,0
MACARANIEDUCANDARIO CLERIO CORREIA DE MELLOMunicipal6,0
PRESIDENTE TANCREDO NEVESCENTRO EDUCACIONAL MUNDO INFANTILMunicipal6,0
TEIXEIRA DE FREITASESCOLA MUNICIPAL RECREIOMunicipal6,0
  • Fonte: MEC/inep

MELHORES ESCOLAS PÚBLICAS DE 5º A 9º ANOS DO ESTADO DA BA

MUNICÍPIONOME DA ESCOLAREDEIDEB 2011
SALVADORCOLEGIO MILITAR DE SALVADORFederal7,2
AMELIA RODRIGUESEE - EDUCANDARIO IMACULADO CORACAO DE MARIAEstadual5,7
MAIRIGRUPO ESCOLAR GETULIO VARGASMunicipal5,5
FEIRA DE SANTANAEE - COLEGIO DA POLICIA MILITAR CPM DIVA PORTELAEstadual5,4
MATA DE SAO JOAOESCOLA MUNICIPAL ANTONIO PAIVA TOLENTINOMunicipal5,4
LAURO DE FREITASESCOLA MUNICIPAL ANA LUCIA MAGALHAESMunicipal5,3
LICINIO DE ALMEIDAESCOLA MUNICIPAL PINGO DE GENTEMunicipal5,3
SALVADOREE - COLEGIO DA POLICIA MILITAR - UNIDADE I CPM DENDEZEIROSEstadual5,3
CACULECOLEGIO MUNICIPAL PROFESSOR VESPASIANO FILHOMunicipal5,1
SANTA MARIA DA VITORIAEE - CENTRO EDUCACIONAL SANTAMARIENSEEstadual5,1
TEIXEIRA DE FREITASEE - COLEGIO DA POLICIA MILITAR - CPM ANISIO TEIXEIRAEstadual5,1
  • Fonte: MEC/inep

Ditadura ruralista e os rios intermitentes, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

Roberto Malvezzi (Gogó)

Estamos atravessando uma cíclica e grande seca no Nordeste. Quem vive por aqui sabe que, ao andar pela caatinga, se avistar um conjunto de árvores verdes, é porque elas devem estar à beira de um riacho intermitente. No cerrado essa vegetação também é chamada de mata de galeria. Costuma ser mais frondosa que a vegetação ao redor.
O próprio povo do sertão aprendeu a fazer cacimbas – pontos de coleta de água de minação – no leito dos riachos temporários. Eles só “botam água”, como diz o povo, quando chove. Mas, mesmo intermitentes, é em seus subsolos que muitas vezes se busca água em tempos de seca.
Além do mais, quando não existe mata ciliar ao redor desses rios com características tão próprias, as suas enchentes costumam ser mais abruptas e violentas, como aconteceu no sertão pernambucano, região de Palmares e outras cidades, quando uma chuva torrencial arrasou cidades que ainda hoje estão sendo reconstruídas.
O Conselho Nacional de Recursos Hídricos fez uma oficina para debater a questão da outorga da água nos rios intermitentes. Fui representar a sociedade civil na oficina. Decidimos o óbvio: “outorga só para coleta de águas, jamais para lançamento de dejetos”. É que nesses rios estão importantes mananciais de abastecimento das populações do semiárido.
Pois bem, a ditadura ruralista imposta ao povo brasileiro pela Câmara dos Deputados, quer eliminar qualquer proteção aos rios intermitentes nas novas regras do Código Florestal. A proposta é defendida pela senadora Kátia Abreu que afirmou, em toda sua ignorância, que “se precisasse dessa matas, na Europa não haveria mais rios”. Alguém precisa esclarecer à senadora o que é um rio, o que é um bioma, o que é um continente e a diferença entre eles.
O senador do Acre, Jorge Viana, reagiu dizendo que isso é prejudicar 50% dos rios brasileiros. O senador deveria saber que no Nordeste 99,99% dos nossos rios são intermites, à exceção do São Francisco, Parnaíba e alguns outros rios menores.
Assim, sem interferência do mundo científico, desprezando as seguidas advertências dos técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA), contra a vontade de 80% do povo brasileiro, a bancada ruralista, numa ditadura via Congresso, fulmina nossas florestas, nossos rios e o promove o solapo das bases naturais que sustentam nossas riquezas.
Roberto Malvezzi é membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT) - Bahia

DENÚNCIA: Transposição do São Francisco está paralisada na Paraíba


DENÚNCIA: Transposição do São Francisco está paralisada na Paraíba
Orçada em R$ 8,2 bilhões, a obra de transposição das águas do rio São Francisco pretende em até 2025 beneficiar cerca de 2,5 milhões de paraibanos distribuídos em 127 municípios. Contudo, praticamente a metade dos lotes de execução de obras estão paralisados, inclusive os localizados no Estado, o que tem provocado o atraso na conclusão dos trechos.    

Das 16 áreas em todo o Nordeste, sete estão em inatividade, inclusive os pertencentes ao eixo Norte, como a cidade de São José de Piranhas, que concentra os sistemas adutores de Coremas / Sabugi e Canal Coremas / Sousa. As obras em São José de Piranhas foram visitadas em dezembro de 2010 pelo então presidente Lula.    

Quem denunciou a pausa nos trabalhos foi o deputado estadual Assis Quintans. Segundo ele, desde o último mês de junho, data de sua última visita aos canteiros de obras, não havia nenhum sinal de trabalho, o que apontaria um prejuízo para os moradores da região que contam com a conclusão do projeto para serem assistidos na região. “Aquela área tem 560 metros cúbicos de água por habitante/ ano, onde a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o mínimo seja 1.500 metros cúbicos. É uma região deficitária que sofre cada vez mais com o atraso dos trabalhos”, disse.    

Quintans é um dos parlamentares indicados pela Assembleia Legislativa para acompanhar as obras e mostrou-se pessimista com os resultados dos investimentos que já foram feitos, uma vez que o andamento da obra em vários locais não tem sido positivo. “A obra começou com R$ 4,6 bilhões de previsão orçamentária. Hoje esse número subiu para R$ 8,2 bilhões, sendo gasto mais de R$ 3,2 bilhões até agora, mas com vários pontos que não avançaram, tanto no Eixo Norte como no Leste”, acrescentou.  

No estado da Paraíba, o Eixo Leste do projeto permitirá o aumento da garantia da oferta de água para os municípios atendidos pelas adutoras do Congo, Cariri, Boqueirão e Acauã.    

De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional, 40% das obras estão concluídas, e os trechos que estão parados não apresentam preocupação, uma vez que até 2015 serão finalizados 81 quilômetros entre os municípios de Brejo Santo (CE), até o reservatório Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras.  

Nova vistoria 

Para o lote entre as cidades de São José de Piranhas (PB) e Cabrobó (PE), o Ministério apontou que está em fase de conclusão, uma vez que os contratos com as construtoras está em fase de encerramento. Contudo, o Quintans confirmou que até o mês de setembro será formada uma comissão contando, além da classe política, com técnicos do Ministério da Integração e o Tribunal de Contas da União para averiguar os motivos da morosidade nas áreas citadas pelo parlamentar.    

“O que nós vimos foi um verdadeiro abandono nesses locais. O que precisamos fazer é a classe política assumir a responsabilidade e fazer pressão para o prosseguimento da obra.    

Vamos reunir os representantes da Paraíba no Senado e fazer um relatório, porque o que eu fiz da última vez que visitei os locais mostra que a obra está andando a passos de tartaruga”, destacou Assis.  


JORNAL DA PARAÍBA

Os minérios e o interesse nacional


13/8/2012 14:51,  Por Mauro Santayana - do Rio de Janeiro
As empresas mineradoras, quase todas estrangeiras ou com forte participação de capital externo, ameaçam ir à Justiça contra o governo brasileiro. Alegam “direitos minerários”. Razão alegada: o Ministério de Minas e Energia e o Departamento Nacional de Produção Mineral, a ele subordinado, não têm emitido novas licenças para pesquisas de lavras, nem outorgas de concessão do direito de minerar. Segundo informações oficiosas, e não oficiais, a ordem é do Planalto.
Vale
Terras exploradas pela Vale, uma das maiores mineradores do mundo
A matéria sobre o assunto, publicada sexta-feira pelo jornalValor, não esclarece de que “direitos minerários” se trata. Pelo que sabemos, e conforme a legislação a respeito, o subsolo continua pertencendo à União, como guardiã dos bens comuns nacionais. A União pode, ou não, conceder, a empresas brasileiras, o direito de pesquisa no território brasileiro e o de explorar esses recursos naturais, dentro da lei. Nada obriga o Estado a atender aos pedidos dos interessados.
A Constituição de 1988, e sob proposta da Comissão Arinos, apresentada pelo inexcedível patriota que foi Barbosa Lima Sobrinho, havia determinado que tais concessões só se fizessem a empresas realmente nacionais: aquelas que, com o controle acionário de brasileiros, fossem constituídas no Brasil, nele tivessem sua sede e seus centros de decisão.
O então presidente Fernando Henrique Cardoso, com seus métodos peculiares de convencimento, conseguiu uma reforma constitucional que tornou nacionais quaisquer empresas que assim se identificassem, ao revogar o artigo 171 da Constituição, em 15 de agosto de 1995, com a Emenda nº 6. Ao mesmo tempo, impôs a privatização de uma das maiores e mais bem sucedidas mineradoras do mundo, a nossa Vale do Rio Doce.
É bom pensar pelo menos uns dois minutos sobre a América Latina, seus recursos minerais e a impiedosa tirania ibérica sobre os nossos povos. A prata de Potosi – e de outras regiões mineiras do Altiplano da Bolívia – fez a grandeza da Espanha no século 17. O ouro e os diamantes de Minas, confiscados de nosso povo pela Coroa Portuguesa, financiou a vida da nobreza parasita da Metrópole, que preferiu usar o dinheiro para importar produtos estrangeiros a criar manufaturas no país. As astutas cláusulas do Tratado de Methuen, firmado entre Portugal e a Inglaterra, em 1703, pelo embaixador John Methuen e o Conde de Alegrete, foram o instrumento dessa estultice. Assim, o ouro de Minas financiou a expansão imperialista britânica nos dois séculos que se seguiram.
A luta em busca do pleno senhorio de nosso subsolo pelos brasileiros é antiga, mas se tornou mais aguda no século 20, com a intensa utilização do ferro e do aço na indústria moderna. Essa luta se revela no confronto entre os interesses estrangeiros (anglo-americanos, bem se entenda) pelas imensas jazidas do Quadrilátero Ferrífero de Minas, tendo, de um lado, o aventureiro Percival Farquhar e, do outro, os nacionalistas, principalmente mineiros, como os governadores Júlio Bueno Brandão e Artur Bernardes.
Bernardes manteve a sua postura quando presidente da República, ao cunhar a frase célebre: minério não dá duas safras. Essa frase foi repetida quarta-feira passada, pelo governador Antonio Anastasia, ao reivindicar, junto ao presidente do Senado, José Sarney, a aprovação imediata do novo marco regulatório, que aumenta a participação dos estados produtores nos lucros das empresas mineradoras, com a elevação dos royalties devidos e que, em tese, indenizam os danos causados ao ambiente.
Temos que agir imediatamente, a fim de derrogar toda a legislação entreguista do governo chefiado por Fernando Henrique, devolver a Valedo Rio Doce ao pleno controle do Estado Nacional e não conceder novos direitos de exploração às empresas estrangeiras, dissimuladas ou não. E isso só será obtido com a mobilização da cidadania.
Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

RECUPERAÇÃO DAS NASCENTES DO SALITRE


Empresa assina contrato para execução de obras no Médio e Submédio São Francisco

sexta-feira, 10 de agosto de 2012
A empresa Localmaq Ltda, sediada na cidade de Montes Claros, Minas Gerais, assinou contrato hoje (10.8) pela manhã, na sede da AGB Peixe Vivo, em Belo Horizonte, para executar obras de recuperação hidroambiental nas bacias dos rios Itaguari e Salitre, nos municípios de Cocos e Morro de Chapéu, estado da Bahia, no Médio e Submédio São Francisco, respectivamente.
As intervenções são uma iniciativa do Comitê da Bacia do Rio São Francisco – CBHSF para aumentar a quantidade e qualidade da água em localidades da bacia.
A Localmaq foi a segunda empresa vencedora de licitação a assinar contratos para a execução dos projetos de recuperação hidroambiental. Em julho, a empresa Verga Engenharia assinou o contrato para as obras nas bacias do rio Jatobá (Buritizeiro); Córrego da Onça (Pirapora) e Rio das Pedras e Córrego Buritis (Guaraciama), todos localizados no Alto São Francisco, em Minas Gerais.
No total, 22 projetos hidroambientais foram aprovados em plenária pelos membros do CBHSF, contemplando todas as regiões da bacia. Todos serão financiados com os recursos da cobrança pelo uso da água. O objetivo é o controle dos processos erosivos, adoção de práticas de conservação do solo, proteção das nascentes e adequação de estradas, com vistas a diminuir o assoreamento dos rios.
O início das obras está previsto para o mês de setembro. A fiscalização e acompanhamento serão de responsabilidade da Gama Engenharia de Recursos Hídricos, também contratada via licitação pública.

Queda da Ponte do Rio Paraguassu em Andarai no ano de 1991 (Gravação Exclusiva e Original)

TCU ameaça suspender obra da Transposição do Rio São Francisco, inclusive na PB



TCU - Obras Transposição do Rio São Francisco

O Tribunal de Contas da União (TCU) verificou várias irregularidades nas obras de Integração do Rio São Francisco e ameaça suspender mais uma vez a o projeto de transposição na Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
As obras fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento. O relator da análise, o ministro Raimundo Carreiro constatou algumas falhas como fiscalização deficiente, alteração injustificada de quantitativos dos contratos, e providências inadequadas para evitar atrasos no andamento das obras.
O relator verificou que esses atrasos decorrem de paralisações indevidas das obras. E determinou ao Ministério da IntegraçãoNacional  que assegure que as empresas refaçam os serviços danificados.
Fonte: TCU
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