Brasil tem só 4% de recursos hídricos com qualidade ótima, segundo relatório da ANA


Com 12% da oferta de água do planeta, o Brasil tem apenas 4% de seus recursos hídricos com qualidade considerada ótima, percentual que caiu seis pontos de 2008 para 2009. Segundo avaliação do “Informe 2011 da Conjuntura dos Recursos Hídricos do Brasil“, divulgado ontem pela Agência Nacional de Águas (ANA), cem rios estão em situação ruim ou péssima.
Para avaliar o índice de qualidade da água, a agência usa nove parâmetros, que levam em conta principalmente a contaminação dos rios pelo lançamento de esgoto. Essa centena de rios em situação precária não consegue depurar naturalmente a quantidade de resíduos que vêm recebendo. Embora o governo argumente que está fazendo investimentos em políticas públicas de saneamento, mais da metade das cidades do país – 2.926 municípios – não tem tratamento de esgoto. O relatório aponta que em 2009 foram investidos R$21,4 bilhões em saneamento e gestão da água, sendo R$13,2 bilhões em obras de tratamento de esgoto.
A água de pior qualidade se concentra perto das regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador e das cidades de médio porte, como Campinas (SP) e Juiz de Fora (MG). Entre os rios cuja água é de péssima ou má qualidade, estão o Tietê, que corta a capital paulista, o Iguaçu, que forma as famosas Cataratas do Iguaçu, e o Guandu-Mirim, no Rio – os dois últimos ficam dentro de unidades de conservação, o Parque Nacional do Iguaçu e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Guandu, respectivamente.
Entre 2008 e 2009, a água de qualidade péssima no país se manteve em 2%; a ruim aumentou de 6% para 7%; a regular passou de 12% para 16% e a boa subiu de 70% para 71%. Nesse período, o número de pontos monitorados caiu de 1.812 para 1.747. O superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da agência, Ney Maranhão, mostrou-se satisfeito com os resultados do estudo.
- Temos 90,6% dos rios num estado satisfatório de qualidade e de disponibilidade (quantidade de água). Apenas 2% não apresentam resultado satisfatório – avaliou Maranhão, que coordenou o trabalho.
Estresse hídrico e agricultura – Maranhão ressaltou que as políticas públicas têm sido direcionadas para as bacias que estão em situação crítica, seja por apresentarem baixa disponibilidade ou qualidade de água. A maior parte dos rios e bacias com problema de oferta de água se encontra no Nordeste.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que, no futuro, o estresse hídrico (falta de água em algumas regiões do país) vai impactar na agricultura. Ao todo, 69% dos recursos consumidos pela população são usados em irrigação. Izabella aproveitou a ocasião para mandar um recado ao Congresso, onde tramita a reforma do Código Florestal.
- Quando estamos discutindo Código Florestal, não falamos apenas do uso do solo. Estamos falando de recursos hídricos e qualidade de vida. O relatório traz com muita propriedade o estresse hídrico com perda de mata ciliar (vegetação nativa às margens dos rios). Onde se desmata mata ciliar, há comprometimento dos recursos hídricos – afirmou a ministra.
O levantamento da ANA também levou em conta o problema das mudanças climáticas, responsáveis por eventos naturais extremos em datas diferentes no ano passado: a estiagem na Amazônia; as enchentes em Alagoas, Pernambuco e em Minas Gerais; as cheias no Rio, em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Um exemplo do agravamento dessa situação: em 2006, foram registradas 135 situações de emergência ou de calamidade pública por conta de fortes chuvas. Em 2010, esse número de ocorrências subiu para 601. No total, quase 10% das cidades brasileiras – 563 municípios – decretaram situação de emergência devido a enchentes, inundações, enxurradas e alagamentos.
No caso das secas, houve uma inversão: 2010 registrou menos casos de emergência (583) do que 2006 (914). Entre 2009 e 2010 houve diminuição de 20,8% no nível dos reservatórios de água construídos no Nordeste para combater estiagens.
Reportagem de O Globo, socializada pelo Jornal da Ciência, SBPC, JC e-mail 4304.
EcoDebate, 21/07/2011
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‘Não existem fontes renováveis de energia’, diz professor da Unicamp


O professor de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Arsênio Oswaldo Sevá Filho, especialista em energias e combustíveis, disse nesta quarta-feira (13), em palestra na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia, que não existe fonte de energia renovável.
“A ideia de que a hidroeletricidade se renova, sem dissipação ou desperdício, é uma aberração. Mesmo que uma forma se converta em outra, sempre há perda. Nenhum processo garante eficiência de 100%”, afirmou. Segundo o especialista, deveria haver um esforço geral da população para economizar energia, obras de menor porte e uma mistura maior de tecnologias.
Na visão de Sevá Filho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) “não representa a interface entre o governo e a sociedade, apenas os negócios das empresas”. Mais que um projeto ambiental e de engenharia, as usinas são vistas como unidades de negócios, que precisam ser gerenciadas para ser cada vez mais lucrativas, argumentou o professor.
De acordo com o pesquisador da Unicamp, um rio barrado não é mais um rio. “O Tietê, por exemplo, é hoje um conjunto de ecossistemas parcialmente gerenciado”, definiu.
O engenheiro mecânico ressaltou que não é contra a energia elétrica, mas a abordagem das empresas. “Se não trabalharmos com os problemas, não haverá solução. Esse tipo de energia é barato porque expulsa os moradores e não paga essas pessoas”, criticou. “E os absurdos não acontecem porque a administradora é a Eletrobras ou a Tractebel. É porque as usinas são construídas da forma que são”, acrescentou Sevá Filho.
Entre os prejuízos causados por hidrelétricas e barragens, o professor da Unicamp citou o desalojamento da população, a mudança da alimentação pelo desaparecimento de peixes e outros animais, a alteração da agricultura e pecuária em decorrência de nascentes que secam ou brotam. Gases como metano e ácidos orgânicos também poderiam apodrecer a vegetação. “A mecanização, o desmatamento, os esgotos, agroquímicos, infiltrações e o desgaste da estrutura repercutem nos reservatórios e na população”, disse.
O especialista destacou, ainda, que a erosão sobre as barrancas tende a entupir progressivamente as represas, e o volume de água armazenada decresce, até estacionar. “A longo prazo, o custo da energia depende da velocidade desse assoreamento”, explicou.
‘Cirurgia na natureza’ – Savá Filho também disse que, estatisticamente, várias construções se rompem ou colapsam por ano, além de causarem tremores de terra, como em Paraibuna, interior de São Paulo. “Cada vez mais, rios maiores e mais caudalosos são barrados. “Essa ‘cirurgia’ na natureza pode muitas vezes até ser vista do espaço”, disse.
Além do dogma de que as energias podem ser renováveis, outra crença é de que sempre serão feitas mais e maiores barragens, pois em algum momento as possibilidades vão se esgotar. “Um dia, todos os rios barráveis estarão barrados. E aí vão querer colocar Itaipu e as Cataratas do Iguaçu por água abaixo para construir algo maior? Só se a humanidade entrar em um processo de enlouquecimento progressivo”, afirmou.
Atualmente, a Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (fronteira do Brasil com o Paraguai), tem capacidade de geração de 14 gigawatts. Quando foi inaugurada, em 1982, quase 30 mil brasileiros foram expulsos de suas casas, sem contar o lado paraguaio, segundo o professor. “Em breve, a China vai inaugurar a usina das Três Gargantas, com capacidade para mais de 20 gigawatts. Dois milhões de chineses já foram desalojados”, afirmou.
Belo Monte – Sobre o projeto de construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, o pesquisador disse ao G1 que acredita que serão construídas pelo menos quatro barragens só no trecho principal. “Sempre são mais barragens do que alardeiam”, disse.
“O que se tem feito é alardear que o Brasil tem energia barata, aí os investidores vêm aqui gastar, e quem paga é o povo brasileiro”, concluiu Sevá Filho. (Fonte: Luna D’Alama/ G1)

PL que retira poder fiscalizador do Ibama tramita no Senado


Está em trâmite no Senado, após a aprovação na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 01/2010 que regulamenta o artigo 23 da Constituição e modifica alguns dispositivos da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei no 6.938/1891), cujo objetivo é proteger as paisagens naturais, preservar as florestas, fauna e flora brasileiras, combater a poluição e conservar o meio ambiente. O texto original do projeto de lei divide entre União, estados e municípios a competência para agir na proteção do ambiente, porém uma emenda acrescentada diz que a fiscalização ambiental só poderá ser feita pela esfera licenciadora. Dessa forma, somente o Estado poderá multar quem desmatar ilegalmente, tirando assim o poder de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Aguardada desde a promulgação da Constituição de 1988, a proposta foi originalmente apresentada em 2003, sob a forma de Projeto de Lei Complementar nº 12. Em dezembro de 2009, o projeto de autoria do deputado Sarney Filho (PV-MA) foi aprovado na forma de substitutivo elaborado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Emendas feitas por outros parlamentares incluíram no texto pontos que atenderam a setores como a indústria e o agronegócio, o que desagradou ambientalistas e servidores do Ibama.
 “O projeto inibe a atuação dos órgãos de fiscalização quando este não é o órgão licenciador, vetando o poder de polícia, uma das principais pilastras do sistema federativo brasileiro”, diz Jonas Corrêa, presidente da Asibama Nacional (Associação Nacional dos Servidores do Ibama). Com a proposta, os estados e municípios terão o dever de fiscalizar as irregularidades ambientais, que não poderá mais ser exercida pelo órgão federal. “O Ibama, por exemplo, não poderá mais fiscalizar o transporte interestadual de produtos da flora ou da fauna”, afirma Jonas. Para ele, é muito difícil que os estados tenham condições “deslocar fiscais para verificar se há ou não alguma irregularidade no caminho”.
Para André Lima, consultor de Políticas Públicas e Direito Socioambiental do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o projeto de lei causaria um impacto negativo para o meio ambiente. “Isso seria a morte do Plano Nacional de Prevenção e Controle dos Desmatamentos, pois hoje o Ibama tem uma estratégia de atuar em regiões críticas de desmatamento, investindo milhões de reais e centenas de agentes ambientais nessas operações”, diz o consultor. “A ideia de que o Ibama não tem a capacidade de fiscalizar as áreas de proteção ambiental é errônea, principalmente após a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”, avalia.
Tanto o Corrêa como Lima acreditam que essa proposta vai prejudicar a fiscalização ambiental. “As grandes operações são comandadas de Brasília, não se submetendo ao poder político regional ou local”, relata André Lima. O trabalho de fiscalização deve ser fortalecido com mecanismos institucionais de articulação que permitam a participação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, focando no meio ambiente ao invés das relações políticas de poderes locais. “Em suma, as consequências da retirada da fiscalização ambiental seria a mesma de retirar das escolas a competência de lecionar e dos institutos de pesquisas a condição de pesquisar, ou seja, o ato seria, no mínimo, um contrassenso”, conclui Corrêa.

JACOBINA TERA UM ESCRITÓRIO DO INEMA

Com a aprovação da Lei Nº 12.212/2011 onde a Secretaria do Meio Ambiente - SEMA, fez a fusão dos Institutos do Meio Ambiente – IMA e de Gestão das Águas – INGÁ pela nova autarquia INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS – INEMA, que nesta Lei era prevista apenas nove Casas do Meio Ambiente em todo interior do Estado, de maio para cá tem sofrido demandas políticas pelo fechamento das que deveriam ser fechadas conforme a LEI aprovada.
Nesta mudança passa o fechamento da Casa do Meio Ambiente de Senhor do Bonfim e a de Irecê e em criação de “ESCRITÓRIOS” da Casa do Meio Ambiente em várias cidades inclusive uma em Jacobina.
Politicamente a cidade de Senhor do Bonfim esta sendo defendida pelo deputado e Secretário Carlos Brasileiro, Irecê tem seu defensor o deputado Joacy Dourado e quem está defendendo o desejo de Jacobina ter um “ ESCRITÓRIO” da Casa do meio Ambiente?
Jacobina sendo pólo como diz o deputado federal do (PT) Amaury Teixeira precisa entrar nesta discussão e garantir este serviço ambiental para nossa região.
Se você é partidário e ainda lembra em que deputado votou, se ele se elegeu e lhe deu o seu telefone ou e-mail, está em suas mãos o momento de fortalecermos Jacobina e região para que tenhamos esta política descentralizada em nossa cidade.

Dez anos do Comitê de Bacia do São Francisco

Foto de Almacks Luiz Silva

VÍDEO DO EVENTO

Ainda continua válida a citação feita por Jesus quando queriam dilapidar a mulher adúltera. Ele fala pra multidão: "aquele que estiver sem pecado, que atire a primeira pedra". Conta os narradores que de imediato  as pessoas que tinham mais posses, que tinham o poder na mão, os que tinham uma idade mais elevada e consequentemente tiveram condições de "pecar mais" foram as que primeiro saíram.

Bem, assim aconteceu na abertura da PLENÁRIA dos 10 anos do CBH São Francisco. A Plenária teve a sua abertura no dia 07 e teve continuidade até o dia 10 com uma VISITA TÉCNICA à Barragem de Sobradinho. Más, voltando às palavras de Jesus, quem correu primeiro com o susto da QUEBRA DOS POTES com a lama do rio Salitre, foi o nosso Secretário de Meio Ambiente Dr. Eugênio Spengller, que só retornou ao auditório após todos os participantes da mesa ocuparem os seus lugares (foto). Será que o Dr. Eugênio achava que os Salitreiros iam jogar a lama do rio Salitre nos seus pés? Fique calmo Dr. Eugênio, tem um provérbio aqui no Salitre que nós somos passarinhos e você e seu governo são passarão, e com certeza já temos 05 anos sem nenhuma ação efetiva de revitalização em nossa Bacia, e faltam apenas 03 anos e alguns meses para vocês passarem e continuarmos a nossa luta pelo Salitre.

Na PLENÁRIA o Ministério da Integração, juntamente com o Estado da Bahia, assinaram um convênio no valor de 32 milhões de reais pela rubrica da Revitalização, para ser aplicado na Bacia do São Francisco. Você conhece algum plano da SEMA para o Salitre?

Várias notas em blogs e jornais de Petrolina-PE e Juazeiro-BA ocuparam seus espaços para falar da Plenária e das Reivindicações dos Salitreiros.

O negócio foi tão sério que no dia 08, dia seguinte a manifestação dos Salitreiros, povos da selva dos estados de Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Bahia e Minas tiveram que dançar o TORÉ para fazer uma limpeza no ambiente. Você vai ver no vídeo.










Escravos da comunicação

Uma pesquisa realizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com 2770 brasileiros em todos os estados do país aponta que 78% deles têm como atividade cultural assistir televisão todos os dias. Esse fato em si é uma das causas de o brasileiro ainda não ter uma vida digna.
O termo “cultura” tem origem latina e significa cultivar o solo, cuidar. É um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e se transmite aos contemporâneos e aos vindouros. Sua conquista está intimamente relacionada com a qualidade da informação a que o ser se predispõe. Como disse Charles Colton, “a má informação é mais desesperadora que a não-informação.” Levando-se em conta o tipo de programação das emissoras de televisão brasileiras, deve-se questionar sobre a qualidade dessa atividade cultural preferida por nosso povo.
As emissoras de televisão no Brasil operam em caráter de concessão governamental. Portanto, passou da hora de o governo revisar as grades de programação obrigando as emissoras a um upgrade e exigindo conteúdos de caráter fundamentalmente educativo ou informativo. Chega de histórias que não enriquecem a vida e de adaptações de acordo com o índice de audiência. Não é cultura transformar a casa de cada brasileiro numa sala de delegacia de polícia ou apresentar temas que demonstram realidades de seres ou personagens que têm vida cômoda e que representam menos que 1% da população.
A preocupação das emissoras está voltada ao lucro oriundo de seus anunciantes. Simplesmente aceitar programas de baixo nível que nada acrescentam culturalmente é esquecer os objetivos maiores dessa forte ferramenta cultural. Eu me pergunto: o que a televisão brasileira acrescenta de útil e construtivo ao povo? Diversão? Ilusão? Ou será um culto à violência?
Há uma velada intenção de que nosso povo não adquira mesmo alguma cultura. Sou obrigado a interpretar a pesquisa do IPEA de outra forma: 78% das pessoas que deveriam receber alguma informação cultural estão magnetizadas à frente da TV recebendo lixo em vez de conhecimento ou de algo que acrescentasse alguma riqueza útil a suas vidas.
Vivemos outro momento de escravidão: somos escravos da comunicação. A arte de oprimir os povos modificou-se. O violador das multidões não é a força bélica, mas o conteúdo cultural. Violação que nem mesmo é percebida pelos violados, como dizia Fernando Pessoa, “cultura não é ler muito, nem saber muito; é conhecer muito.” Como nossa TV pouco traz de importante e lucra com isso, será que não está na hora de uma nova abolição? Ou no mínimo de pensar no assunto?
Inclusão social ou erradicação de pobreza passam invariavelmente por aumento de cultura, como disse o famoso palestrante motivacional Jim Rohn. Você pode julgar a conta bancária de uma pessoa pelo tamanho de sua biblioteca. O guru do marketing Dan Kennedy toca no mesmo assunto e afirma ter observado que pessoas com pequenas contas bancárias não costumam ter bibliotecas, mas geralmente têm aparelhos de televisão bem grandes.
Para que os brasileiros tenham uma vida digna são necessárias empresas fortes e competitivas que gerem empregos e renda. Isso é impossível se dirigentes empresariais e seus colaboradores não tiverem cultura.
*Carlos Alberto Pompeu de Toledo Soares é diretor da Gcapts Consultoria especializada em reestruturação empresarial -acumula mais de 20 anos de experiência nas áreas de desenvolvimento de Organizações,recursos humanos, finanças e marketing gcapts@terra.com.br www.gcapts.com
Colaboração de Simone Bertelli, para o EcoDebate, 04/07/2011
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Agroecologia, soberana e popular – Por uma terra livre de transgênicos e agrotóxicos


Excelentíssima Chefe da Casa Civil Senhora Gleize Hoffman,
Excelentíssimo Ministro da Saúde Senhor José Padilha e,
Excelentíssimo Presidente da ANVISA Senhor Dirceu Barbano,

Nós, participantes da 10ª Jornada de Agroecologia, abaixo assinados,requeremos a proibição nacional imediata da fabricação, comercialização e uso do veneno Metamidofós, conforme determinação da ANVISA pela RDC 10/2008.
Esta determinação se baseou em estudos técnicos científicos da Fiocruz, que em nota técnica detectou que o referido veneno traz graves consequências para a saúde pública, em especial se tratando de um neurotóxico (com características imunotóxicas, além de ser tóxico para o sistema endócrino, reprodutor e também para o desenvolvimento embriofetal) e influindo negativamente e com graves impactos no desenvolvimento reprodutivo dos seres humanos (desregulador endócrino). Esta medida, além de ser uma imposição legal de acordo com o que dispõe o art. 3., § 6, alíneas c e dda lei 7.802/89 e art. 31 do Decreto 4074/02, é mais do que necessária e urgente, haja vista que a maioria dos países do mundo já proibiu sua utilização há vários anos, inclusive EUA, Europa e a China, e justificativas meramente econômicas não podem servir para a manutenção dos graves danos que este ingrediente ativo vem causando à saúde humana.
Sabe-se que, de última hora, há pressões empresariais para adiar a finalização definitiva de sua fabricação, por mais seis meses. Isto é inaceitável e injustificável, levando-se em consideração que até os quatro principais fabricantes já cessaram sua utilização. Diante disto, nós agricultores, movimentos sociais, igrejas e pesquisadores, viemos exigir a manutenção da RDC 10/2008 da ANVISA que estabelece a necessidade de reavaliação deste veneno, e a RDC 01/2011 no que tange à definição de limite máximo para finalização de sua formulaçãoaté 30 de junho de 2011, mas que, para além dela, tanto a fabricação, como a venda e uso deste veneno sejam finalizados também até o prazo máximo de 30 de junho de 2011, ou seja, imediatamente!
Agroecologia, soberana e popular – Por uma terra livre de transgênicos e agrotóxicos.
Londrina, 24 de Junho de 2011.
Seguem- se no documento original mais de tres mil assinaturas.
NOTA: SE VOCE QUISER ADERIR mande sua adesão para
Dirceu Barbano, presidente da ANVISA - dirceu.barbano@anvisa.gov.br
Ministro da saude, Dr.José Padilha, a/c gabinete - eliane.cruz@saude.gov.br

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