Juventude atingida se organiza no Vale do São Francisco


Publicado em qui, 06/12/2012 - 13:17
Cerca de 50 jovens atingidos por barragens na região do Vale do São Francisco PE/BA estiveram reunidos entre os dias 01 e 02 de dezembro em três municípios da região (Curaçá-BA, Orocó-PE  e Santa Maria da Boa Vista-PE)  discutindo o papel da juventude frente aos desafios dos atingidos por barragens no Brasil.
Nos encontros foram realizadas discursões sobre a questão energética no Brasil, as tentativas de privatização da água na região e no país, a organização dos grupos de base para o fortalecimento da organização dos atingidos, e a preparação para o Encontro Nacional do MAB, que acontecerá em 2013 em Brasília.
Para Ismanoella Alves, de 16 ano,s a juventude tem uma disposição e uma força de vontade que precisa ser somada ao conhecimento. "O processo de formação política que o MAB faz com a juventude nos possibilita ver a realidade com outros olhos, e assim vemos que existem muitas injustiças em nosso país e no mundo, e que a juventude é importante para a transformação social desta realidade"
Estes jovens participam da turma regional de militantes com formação política do MAB - Turma Antônio Conselheiro, que vem cumprindo um papel importante na organização dos atingidos na região, desde a organização e formação nos grupos de base, trabalho com as mulheres atingidas, na luta contra as barragens e pelos direitos dos atingidos.
“O processo de organização e formação com a juventude é importantíssimo, pois a juventude tem um papel fundamental na organização dos atingidos e em qual quer outra organização social. A juventude com disponibilidade e consciência política, qualifica politicamente a organização e direciona para o avanço na organização e formação de novos sujeitos, com uma nova consciência e com uma prática social diferente, sendo esta nova geração os responsáveis pela continuidade desta organização jovem e bonita que é o MAB. Por isso temos que investir na formação com a juventude, na realização de encontros locais, regionais e nacional de jovens, pois são espaços de muita energia, de explosão de culturas e de conhecimentos que propiciam a troca de experiências, a ampliação e qualificação das pautas da juventude e assim o fortalecimento da organização”, ressaltou Marta Rodrigues, da coordenação regional do MAB.

Água do Rio São Francisco chega à cidade de Andorinha

Pilar - Jaguarari-BA
ano de 2013 será bem melhor do que o de 2012 para os mais de 16 mil habitantes de Andorinha, município a 430 km de Salvador, da região de Senhor do Bonfim. Isso é o que prevê a aposentada Dona Dolores (foto), 65 anos, moradora da Rua João Enfermeiro, dois meses após a conclusão do Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA) Pilar – Andorinha. Desde o colapso da Barragem Andorinha II, em janeiro de 2012, os moradores estavam sendo abastecidos por carros-pipa. "A água só chegava na torneira de 15 em 15 dias em minha casa, mas hoje, graças a Deus, a gente recebe água diariamente", conta a aposentada.
A obra realizada de forma emergencial, por meio de um convênio firmado entre a Embasa e a empresa Mineração Caraíba, representou um investimento da ordem de R$ 5,6 milhões. A empresa de águas assentou uma adutora com extensão total de 68 km de forma a interligá-la a uma adutora mantida pela mineradora no distrito de Pilar, no município de Jaguarari. Graças a esta ação, a água do Rio São Francisco chegou à população de Andorinha. Dois conjuntos motor-bomba instalados na Estação Elevatória de Santa Rosa (Jaguarari) estão garantindo uma oferta de água de aproximadamente 20 litros por segundo.
De acordo com o gerente da Unidade Regional da Embasa de Senhor do Bonfim, Vinícius Araújo, a conclusão da obra ameniza a falta de água no município, trazendo mais alívio aos moradores. "Mesmo realizada de forma emergencial, esta obra permitiu maior satisfação e conforto para a população andorinhense. Em breve, o município terá o reforço da obra do SIAA Ponto Novo - Senhor do Bonfim, garantindo ainda mais a continuidade no fornecimento de água", diz o gestor.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Embasa/ Portal Tratamento de Água

Projetos de irrigação fracassados perpetuaram a seca no Maranhão


DINHEIRO PÚBLICO PELO RALO
Salangô e Tabuleiro de São Bernardo torraram, juntos, R$ 300 milhões, mas sofrimento do sertanejo maranhense com a seca prossegue
POR OSWALDO VIVIANI
Dois projetos de irrigação fracassados – o Salangô e o Tabuleiro de São Bernardo –, que entre meados da década de 1980 e início dos anos 2000 torraram, juntos, quase R$ 300 milhões de recursos públicos federais, têm grande responsabilidade pela seca que hoje castiga o homem do campo no Maranhão. O estado vive a pior estiagem das últimas três décadas. Sem água, o gado definha e morre, o mesmo ocorrendo com as plantações. E os seres humanos só resistem na terra árida se pagarem por água potável.
Tudo seria diferente se os projetos Salangô e Tabuleiro de São Bernardo dessem certo. Duas das regiões maranhenses mais atingidas pela seca atualmente – Médio Mearim e Baixo Parnaíba – seriam beneficiadas diretamente pelos projetos de irrigação, o que alcançaria ao menos 14 municípios: São Mateus (onde o Salangô foi implantado), Bacabal, Alto Alegre do Maranhão, Coroatá, Matões do Norte, Arari, Pirapemas, Magalhães de Almeida (Tabuleiro de São Bernardo), Santana do Maranhão, Araioses, São Bernardo, Tutóia, Santa Quitéria e Paulino Neves.
Mas os projetos de irrigação, que há cerca de 30 anos chegaram a levar o sertanejo maranhense a vislumbrar a esperança de dias melhores – com a produção e a comercialização de alimentos garantidas –, tomaram rumos enviesados. Hoje, apesar de ainda ativos, os projetos exibem uma situação muito aquém dos objetivos iniciais, após dezenas de milhões de dinheiro público afundarem, em meio a rios de irregularidades e desvios, tudo devidamente constatado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e outros órgãos controladores.
Sonho virou pesadelo – Em maio de 2005, o Jornal Pequeno publicou que 'o Ministério Público Federal (MPF) recebeu um relatório da Corregedoria Geral do Estado (CGE), que constatou: o Projeto Salangô, de agricultura irrigada, implantado no município de São Mateus (a 180 quilômetros de São Luís), não passou de um grande ardil para o desvio de recursos federais (...) drenando dos cofres públicos mais de R$ 70 milhões'.
Iniciado em 1992, o Salangô foi apresentado como uma espécie de salvação para centenas de pequenos agricultores maranhenses. 'Anos depois, o sonho transformou-se em pesadelo. O que deveria ser a redenção da população de uma extensa área do Rio Mearim, calculada em 10 mil hectares, revelou-se uma farsa monstruosa, arquitetada no âmago do governo do estado [gestão Roseana Sarney]', relatou o JP, que informou, ainda:
'O exame da Corregedoria tomou por base sucessivas auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sobre a contabilidade do Projeto Salangô, no período de 1997 a 2002, cujos resultados apontaram uma espiral de corrupção, abrangendo irregularidades que vão desde superfaturamento, obras inexistentes, fraude na execução do processo licitatório, enriquecimento ilícito e danos ao meio ambiente'.
A Corregedoria estadual enquadrou como responsáveis diretos pelos malfeitos os ex-secretários de Infraestrutura Astrogildo Quental (investigado, em 2008, na operação 'Boi Barrica', da Polícia Federal) e Ricardo Perez, além de membros da Comissão de Licitação do governo Roseana Sarney e diretores da Coesa Engenharia, beneficiária direta das ilicitudes denunciadas.
A empresa baiana Coesa seria responsabilizada, também, pela não execução do saneamento e urbanização da Lagoa da Jansen, em São Luís. Perto de R$ 80 milhões foram liberados pelo governo do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2001, por meio do Ministério do Meio Ambiente (quase toda a verba da pasta do então ministro Zequinha Sarney, irmão de Roseana) para a Coesa executar a obra na Lagoa, que, igualmente envolta em irregularidades, nunca foi terminada.
Dinheiro jogado no mato – O malsucedido projeto de irrigação Tabuleiro de São Bernardo começou a receber dinheiro da União, por meio do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca), em 1985 (governo Luiz Rocha), mas só teve início em 1987 (governo Epitácio Cafeteira).
A obra prosseguiu nos governos João Alberto, Edison Lobão, Ribamar Fiquene, Roseana Sarney, José Reinaldo Tavares, Jackson Lago e Roseana de novo, mas o projeto foi murchando após setembro de 2000, quando entrou no 'listão negro' das obras com irregularidades graves e indícios de desvios, apontados pelo TCU.
Termos aditivos sem-fim da Empresa Sul-Americana de Montagens, uma das que tocaram os serviços, elevaram à estratosfera os custos do projeto, jamais realizado integralmente, nos moldes e com os objetivos iniciais. O fracasso do empreendimento, que literalmente jogou no mato mais de R$ 200 milhões, foi mostrado numa reportagem de Sidney Pereira (TV Mirante), exibida na quinta-feira (6):
'Nessa região de tabuleiros, na divisa com o Piauí [município de Magalhães de Almeida], o sofrimento do sertanejo com a seca já deveria ter chegado ao fim há 30 anos. O projeto Tabuleiro de São Bernardo deveria irrigar uma área com 11 mil hectares, mas a água não chega a 600 hectares. O investimento de milhões de reais virou desperdício. Um conjunto de bombas gigantes deveria retirar água do Rio Parnaíba para irrigar os tabuleiros. Uma estrutura gigantesca ficou perdida no meio do matagal. Milhares de canos estão sendo corroídos pela ferrugem. Foram trazidos para a região no fim da década de 1980. (...) O projeto de irrigação foi iniciado com 78 famílias. A maioria desistiu'.
Nos projetos fracassados contra a seca, no Maranhão, hoje há apenas plantações irrisórias de arroz (Salangô) e melancia (Tabuleiro de São Bernardo). Nem o programa Água para Todos, do governo federal, ameniza o problema da seca. A maioria das cisternas entregues à população já apresenta defeitos, com menos de um ano de uso.
CNBB alertou para aplicação de recursos na seca no Nordeste
No fim de novembro, os bispos da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - lançaram uma nota sobre a seca no Nordeste, no qual afirmaram que 'há meios mais baratos e de maior alcance social para combater a seca do que com megaprojetos, como a transposição do Rio São Francisco'.
Veja a íntegra do documento:
Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 27 e 28 de novembro de 2012, vimos manifestar nossa solidariedade aos irmãos e irmãs que sofrem com a seca no Nordeste. Esta situação, que se prolonga de forma desalentadora, exige a soma de esforços e de iniciativas de todos: governo, Igrejas, empresários, sociedade civil organizada – para garantir às famílias a superação de tamanha adversidade.
Os recursos liberados pelo governo e o auxílio das Cáritas Diocesanas e de outras entidades são, sem dúvida, imprescindíveis para o socorro imediato dos afetados por tão longa estiagem, considerada a pior nos últimos 30 anos. Estas iniciativas têm contribuído para diminuir a fome, a mortalidade infantil e o êxodo. Sendo, porém, a seca uma realidade do semiárido brasileiro, é urgente tomar medidas eficazes que possibilitem a convivência com este fenômeno. Considerem-se, para esse fim, o desenvolvimento de políticas públicas específicas para a região e o aproveitamento das potencialidades das populações locais.
Preocupa-nos o risco de colapso hídrico urbano devido à falta de planejamento para um adequado fornecimento de água. Especialistas na área vêm nos mostrando que há meios mais baratos e de maior alcance social do que os megaprojetos, como a transposição dos recursos hídricos do Rio São Francisco, construção de grandes açudes, entre outros.
No meio rural, as cisternas para a captação de água de chuva, iniciativa da Igreja Católica, mostraram-se eficientes para enfrentar períodos de estiagem prolongada. É importante ampliar essa iniciativa e também investir na construção de cisternas 'calçadão' para a produção de hortaliças. Já a aplicação dos recursos financeiros e técnicos necessita ser ampliada e universalizada, levando-se em conta o protagonismo das populações locais e de suas organizações, no campo e na cidade. Torna-se necessário o controle para que os recursos sejam otimizados e cheguem realmente aos mais necessitados. Um planejamento adequado pode garantir soluções permanentes e duradouras que assegurem as condições de vida digna para todos.
A fé e a esperança, distintivos de nossos irmãos nordestinos, animem seus corações nesta hora de sofrimento e de dor. 'Esperando contra toda esperança' (Romanos 4,18), confiem-se ao Deus da vida e por seu Filho clamem: 'Fica conosco, Senhor, porque ao redor de nós as sombras vão se tornando mais densas, e tu és a Luz; em nossos corações se insinua a desesperança, e tu os fazes arder com a certeza da Páscoa' (Documento de Aparecida 554).
Que o Divino Espírito Santo e Maria iluminem e inspirem a todos na esperança e na construção do bem.
Brasília, 28 de novembro de 2012.

Lideranças e Movimentos Sociais do Vale do São Francisco juntam-se ao Coletivo de luta pela Ilha do Fogo


Falas a favor da saída do Exército da Ilha do Fogo, intercaladas com apresentações culturais, marcaram o Ato Público em defesa da Ilha (E do Rio São Francisco para o Povo!) realizado no final da tarde do último dia 06 na orla de Juazeiro (BA). Diversas lideranças se posicionaram a favor do acesso livre da população à Ilha do Fogo, que desde o dia 03 de setembro encontra-se sob a patrulha do Exército Brasileiro.
Manifestação em Juazeiro
Situada entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), o local sempre foi espaço de lazer de muitas pessoas das duas cidades e visitantes que, muitas vezes, não possuíam outras alternativas tão acessíveis. “A Ilha foi feita por Deus nosso criador para o povo, não é para o Exército tá lá. Estou decepcionada com esse governo”, desabafa Alice Pescadora, que afirmou que a luta do Coletivo Amigos da Ilha conta com o apoio do Movimento Nacional de Pescadores e Pescadoras artesanais.

Representantes de organizações como a Articulação Popular São Francisco Vivo, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Conselho de Juventude de Juazeiro, Associação de Professores Licenciados da Bahia (APLB), Associações urbanas de Juazeiro, Movimento Estudantil da Univasf, dentre outros, também sinalizaram apoio à luta durante o Ato. Manifestaram ainda apoios, através de representações, os deputados petistas Marcelino Galo, Yulo Oiticica e Zezéu Ribeiro. Os vereadores de Juazeiro Crisostomo Lima, José Carlos Medeiros e o recém eleito Tiano Félix compareceram ao evento e também se pronunciaram, dispondo-se para a causa.

Em meio a músicas, recital de cordel e o repente de artistas populares como o poeta e cantador Valdir Lemos, as falas tiveram tons de denúncia e indignação. “O Rio São Francisco e o povo do São Francisco em sua diversidade vem sofrendo diversas agressões”, disse Cícero Félix, da Articulação Popular São Francisco Vivo, ao mencionar os diversos desrespeitos que os governos e seus organismos vem legitimando, os quais afetam diretamente a vida do povo ribeirinho. Para o Coletivo Amigos da Ilha, a impossibilidade da permanência das 40 famílias de pescadores/as que há mais de 30 anos tem o sustento na pesca no Rio São Francisco e estão ameaçadas de expulsão da Ilha, é uma dessas agressões.

O presidente da APLB, Antônio Carlos, lembrou o sentimento de apatia de parte da sociedade e principalmente da juventude, que pouco tem reagido a esses tipos de tortura. Ele rememora o período da Ditadura Militar no Brasil e cita o comportamento de muitos jovens daquela época que se engajavam nas lutas e desafiavam aquela ordem opressora estabelecida, uma reação que, na sua opinião, está faltando hoje.

Um documento foi enviado à Presidenta Dilma Roussef, reuniões, formação de comitê, coleta de assinaturas estão acontecendo sob a coordenação do Coletivo Amigos da Ilha que também planeja outras mobilizações, acreditando na força de representantes políticos comprometidos com o povo, bem como na força da organização popular.


Por Érica Daiane - Jornalista

Rede de Educomunicadores da Bacia do São Francisco

RANKING DOS MELHORES E PIORES MUNICÍPIOS DA BACIA DO RIO SALITRE


O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é um estudo anual do Sistema FIRJAN que acompanha o desenvolvimento de todos os 5.564 municípios brasileiros em três áreas: Emprego, Renda, Educação e Saúde. Ele é feito, exclusivamente, com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde.

Analisando o resultado do ÍNDICE FIRJAN DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL (IFDM), do Ano 2012, referente ao Ano de 2010, no Estado da Bahia, especificamente na região da Bacia do Rio Salitre, onde este importante Rio percorre por 09 (nove) Municípios da Bahia, estado composto por 417 Municípios, encontramos os valores nas tabelas abaixo, levando em conta 03 (três) setores fundamentais para o Desenvolvimento de cada município: Emprego, Renda, Educação e Saúde.

 

Município

Índice

Nacional

Estadual

Juazeiro

0.6253

3.226º

48º

Campo Formoso

0.6006

3.714º

67º

Jacobina

0.5883

3.940º

78º

Miguel Calmon

0.5614

4.421º

133º

Umburanas

0.5293

4.906º

227º

Morro do Chapéu

0.5284

4.910º

228º

Ourolândia

0.5143

5.075º

270º

Várzea Nova

0.5044

5.176º

306º

Mirangaba

0.4899

5.294º

347º

 

Fonte: http://www.firjan.org.br/ifdm/consulta-ao-indice/consulta-ao-indice-grafico.htm?UF=BA&IdCidade=291750&Indicador=1&Ano=2010

Comitê do Rio São Francisco será incorporado à Gestão do Programa de Revitalização


por ASCOM-CBHSF
Como resultado das articulações que vêm ocorrendo desde o início deste semestre, o Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco - CBHSF será incorporado ao comitê gestor do Programa de Revitalização do Rio São Francisco – PRSF. Executado pelo governo federal, o programa envolve recursos superiores a R$7 bilhões, para aplicação em ações destinadas a reverter o processo de degradação do rio e da bacia.

A incorporação do CBHSF foi objeto de recomendação do Tribunal de Contas da União - TCU, constante do Acórdão n0 145/2012, de 13 de junho último. O TCU aprovou o relatório apresentado pelo ministro Aroldo Cedraz, recomendando ao Ministério do Meio Ambiente – MMA, que coordena o programa federal, a ativação do comitê gestor do PRSF, instituído em 2001, e a participação do CBHSF.

Em agosto, com o início de uma nova gestão do Comitê do São Francisco, começaram as discussões para a inclusão do comitê. As conversas se deram no âmbito da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano - SRHU do Ministério do Meio Ambiente - MMA, a partir do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas - DRB, estendendo-se à Secretaria Executiva do ministério.

Durante o dia de hoje (27.11), na cidade histórica de Penedo (AL), concretizou-se informalmente a incorporação do CBHSF à gestão do programa, durante a V Oficina de Acompanhamento do PRSF, promovida pelo MMA, com a participação de 10 ministérios, além de outros órgãos públicos. O evento teve o Comitê como anfitrião, realizando-se durante o dia de abertura da XX reunião plenária do colegiado, que prossegue até quinta-feira (29.11).

O Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Pedro Wilson Guimarães, informou que está em fase final de elaboração o decreto presidencial que amplia a composição do comitê gestor do PRSF, mediante a inclusão do Comitê do São Francisco e de representações das universidades federais e de municípios da bacia. A expectativa, afirmou, é de que a mudança imprima um novo dinamismo às ações de revitalização:

“Isso vai dar uma dinâmica nova à gestão do programa, porque as pessoas e entidades da bacia irão acompanhar, fiscalizar e cobrar a execução das ações junto aos órgãos públicos. Ao mesmo tempo, abre uma nova dimensão para os comitês de bacia, como é o caso do São Francisco, que além de funcionarem como parlamento das águas, poderão ter uma atuação em nível de governo”.

O presidente do Comitê do São Francisco, Anivaldo Miranda, ao destacar a importância desse novo momento para o programa e para a bacia, assinalou a dificuldade de articular ações numa bacia grande, como é a do São Francisco, diante da necessidade imperativa de superar problemas como regionalismos, corporativismos e sobreposição de ações:

“Articular ações é um trabalho difícil, mas é um esforço necessário, inclusive para fazer com que os órgãos públicos e níveis de governo estabeleçam um diálogo e uma interação efetivos, e para que, dessa forma, o conjunto de ações de revitalização possa se desenvolver da forma mais harmônica e eficaz possível”.

Uma belíssima aula de português! Foi elaborado para acabar de vez com toda e qualquer dúvida se tem presidente ou presidenta.



A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?


Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
        Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar écantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que presideé PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria: "A candidata a presidenta se comporta como umaadolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeadarepresentanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigentapolítica, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".  

Arquivo do blog