CAMINHADA ECOLÓGICA DA YAMANA GOLD

Grota do Brito (foto Almacks Luiz Silva)

Não é surpresa para as poucas pessoas que pensam “Meio Ambiente” em Jacobina, ver que em quase todos veículos de comunicação da cidade noticiaram a realização da CAMINHADA ECOLÓGICA DA YAMANA GOLD, porém não sei se lhe chamou a atenção a onde foi feita a caminhada.

A Yamana Gold atrai alguns funcionários, parceiros e parte da imprensa para outra região da cidade e não o entorno da Mina, conduz os “adestráveis” à Grota do Brito, local de micro-clima diferenciado em Jacobina, preservado por pequenos sitiantes, berçário de várias cachoeiras e de algumas nascentes do Rio do Ouro que ainda não tem a presença do processo degradatório da mineradora.

Sendo mais claro aos “adestráveis”, por que (?) a mineradora Yamana Gold não fez a “Caminhada Ecológica” as lindas serras do entorno de sua mina? Por que (?) não lhe conduziram ao local onde era o encantando Caldeirão onde tomávamos banhos em nosso tempo de guri. Por que (?) não lhe conduziram às lindas Serras que compõe as nascentes do Rio Itapicuru Mirim? Por que (?) não lhe conduziram a divisa das terras da mineradora com o Parque de Sete Passagens? Por que (?) não lhe conduziram para apresentar o seu Parque batizado por mim de “Recicológico”, apresentando aranhas feitas com mangueiras, tartarugas feitas de orelhões de telefone público, cobras de tubulações e Etc?

Lhe levaram a Grota do Brito, local ainda semi-preservado sem a presença da mineradora, e com certeza pelo o que li e assistir em alguns vídeos institucionais da empresa o pessoal ficou maravilhado com a nossa Grande Mãe, Pacha Mama, a Terra que estamos em uma encruzilhada  e temos dois caminhos a seguir:
a)     Eco – logia, de preservação, de sustentabilidade;
b)     Eco – nomia de capital de ganância de destruição.

Que os responsáveis pelo Meio Ambiente da empresa levassem agora os “adestráveis” após se deliciarem da Pacha Mama mais ou menos preservada como a Grota do Brito e lhes levassem ao entorno da mina e fizessem uma comparação com o que viram na grota do Brito.


Conheça alguns passivos ambientais da Yamana Gold nas comunidades de Canavieiras, Itapicuru e Jabuticaba.

O SERTÃO VAI VIRAR MAR, E O OESTE VAI VIRAR O QUE?


Secretaria do Meio Ambiente

RESOLUÇÃO Nº 4191 DE 27 DE MAIO DE 2011. 


O CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE - CEPRAM, no uso de suas atribuições e, tendo em vista o que consta do Processo nº 2009-031006/TEC/LO-0124, RESOLVE: Art. 1.º - Conceder LICENÇA DE OPERAÇÃO, válida pelo prazo de 4 (quatro) anos, à JOÃO TOLEDO DE ALBUQUERQUE, inscrito no CPF 208.945.704-04, com sede na Praça Palmares, 36 Sala 505 Ed. Delmiro Gouveia, Centro, no município de Maceió - AL, para produção de grão em sequeiro EM UMA ÁREA de 8.533,25 ha, na Fazenda Agropecuária Albuquerque, nas coordenadas geográficas em décimo de grau Lat./Long.: -10,64782 / -45,83606, Zona Rural, no município de Formosa do Rio Preto, mediante o cumprimento da legislação vigente e dos condicionantes constantes da íntegra da Resolução que se encontra no referido Processo. Art. 2.º - Esta licença ficará automaticamente prorrogada até manifestação do INEMA, se requerida a sua renovação com antecedência mínima de 120 (cento e vinte) dias da expiração de seu prazo de validade, conforme Art. 181, §2º do Regulamento da Lei 10.431/06 aprovado pelo Decreto 11.235/08. Art. 3.º - Esta Licença refere-se a análise de viabilidade ambiental de competência do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - INEMA, cabendo ao interessado obter a Anuência e/ou Autorização das outras instâncias no Âmbito Federal, Estadual ou Municipal, quando couber, para que a mesma alcance seus efeitos legais. Art. 4.º - Estabelecer que esta Licença, bem como cópias dos documentos relativos ao cumprimento dos condicionantes, sejam mantidos disponíveis à fiscalização do INEMA e aos demais órgãos do Sistema Estadual de Meio Ambiente – SISEMA. Art. 5.º - Esta Resolução entrará em vigor na data de 
sua publicação.  EUGÊNIO SPENGLER – Presidente



Esse cerradão ainda vai virar quintal dos Pampas, TCHÊ

Aquífero Guarani sofre efeitos da exploração excessiva. Aquífero dura só mais 50 anos, dizem especialistas


Caso a formação fique mesmo inutilizada, Ribeirão Preto será uma das cidades mais prejudicadas do Estado
A falta de ações efetivas para evitar a atual superexploração do aquífero Guarani pode tornar o uso da água do manancial inviável dentro de meio século.
Pelo menos cem cidades brasileiras são abastecidas pelo Guarani, segundo a Agência Nacional de Águas. Reportagem de Gabriela Yamada, na Folha de S.Paulo.
Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), é apontada como a cidade que mais pode sofrer as consequências no futuro.
A conclusão é dos especialistas Ricardo Hirata, da USP, e Paulo Finotti, presidente da Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente.
“Existe uma voracidade pelo consumo que, sem controle, pode acarretar em problemas sérios nos próximos 50 anos em cidades que são abastecidas pelo manancial”, afirma Hirata, diretor do Centro de Pesquisas de Água Subterrânea do Instituto de Geociências da USP.
As cidades em zonas de risco ficam nos Estados de São Paulo, Minas, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além do Uruguai e Paraguai.
O aquífero é um dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo e única fonte de abastecimento público de Ribeirão Preto.
Ele aponta ainda que, diferentemente de anos atrás, hoje os grandes usuários particulares são indústrias ligadas ao agronegócio, que têm capacidade de perfuração de grandes poços artesianos.
Finotti afirma que achava-se que o aquífero fosse infinito. “Hoje se sabe que em Ribeirão o consumo é 13 vezes maior que a recarga.”
De acordo com o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), as maiores cidades do Estado de São Paulo abastecidas em sua totalidade pelo aquífero são Ribeirão, Sertãozinho e Matão.
Já São Carlos, Araraquara, Bauru e São José do Rio Preto têm o abastecimento parcial. Outras cidades têm abastecimento menor -como Avaré (30%), Tupã (20%) e Marília (15%), segundo o Daee.
FALTA DE GESTÃO
Didier Gastmans, pesquisador do Laboratório de Estudos de Bacias da Unesp de Rio Claro, afirma que o problema é a falta de gestão adequada pelas cidades que exploram o aquífero.
Para ele, não existe nenhum modelo adequado de gestão no país. “O poder público é o maior usuário de água subterrânea. A discussão é sobre quem vai pagar a conta no final”, diz.
Luiz Amore, coordenador do Projeto Aquífero Guarani, afirma que Ribeirão é a única cidade onde a água consumida é maior que a recarregada. “Isso é resultado de uma falta de controle sobre o quanto entra e o quanto sai.”
EcoDebate, 21/06/2011
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Sustentabilidade e cuidado: um caminho a seguir


Há muitos anos, venho trabalhando sobre a crise de civilização que se abateu perigosamente sobre a humanidade. Não me contentei com a análise estrutural de suas causas, mas, através de inúmeros escritos, tratei de trabalhar positivamente as saídas possíveis em termos de valores e princípios que confiram real sustentatibilidade ao mundo que deverá vir. Ajudou-me muito, minha participação na elaboração da Carta da Terra, a meu ver, um dos documentos mais inspiradores para a presente crise. Esta afirma: "O destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal”.
Dois valores, entre outros, considero axiais, para esse novo começo: a sustentabilidade e o cuidado.
A sustentabilidade, já abordada no artigo anterior, significa o uso racional dos recursos escassos da Terra, sem prejudicar o capital natural, mantido em condições de sua reprodução, em vista ainda ao atendimento das necessidades das gerações futuras que também têm direito a um planeta habitável.
Trata-se de uma diligência que envolve um tipo de economia respeitadora dos limites de cada ecossistema e da própria Terra, de uma sociedade que busca a equidade e a justiça social mundial e de um meio ambiente suficientemente preservado para atender as demandas humanas.
Como se pode inferir, a sustentabilidade alcança a sociedade, a política, a cultura, a arte, a natureza, o planeta e a vida de cada pessoa. Fundamentalmente importa garantir as condições físico-químicas e ecológicas que sustentam a produção e a reprodução da vida e da civilização. O que, na verdade, estamos constatando, com clareza crescente, é que o nosso estilo de vida, hoje mundializado, não possui suficiente sustentabilidade. É demasiado hostil à vida e deixa de fora grande parte da humanidade. Reina uma perversa injustiça social mundial com suas terríveis sequelas, fato geralmente esquecido quando se aborda o tema do aquecimento global.
A outra categoria, tão importante quanto a da sustentabilidade, é o cuidado, sobre o qual temos escrito vários estudos. O cuidado representa uma relação amorosa, respeitosa e não agressiva para com a realidade e por isso não destrutiva. Ela pressupõe que os seres humanos são parte da natureza e membros da comunidade biótica e cósmica com a responsabilidade de protegê-la, regenerá-la e cuidá-la. Mais que uma técnica, o cuidado é uma arte, um paradigma novo de relacionamento para com a natureza, para com a Terra e para com os humanos.
Se a sustentabilidade representa o lado mais objetivo, ambiental, econômico e social da gestão dos bens naturais e de sua distribuição, o cuidado denota mais seu lado subjetivo: as atitudes, os valores éticos e espirituais que acompanham todo esse processo sem os quais a própria sustentabilidade não acontece ou não se garante a médio e longo prazo.
Sustentabilidade e cuidado devem ser assumidos conjuntamente para impedir que a crise se transforme em tragédia e para conferir eficácia às praticas que visam a fundar um novo paradigma de convivência ser-humano-vida-Terra. A crise atual, com as severas ameaças que globalmente pesam sobre todos, coloca uma impostergável indagação filosófica: que tipo de seres somos, ora capazes de depredar a natureza e de por em risco a própria sobrevivência como espécie e ora de cuidar e de responsabilizar-nos pelo futuro comum? Qual, enfim, é nosso lugar na Terra e qual é a nossa missão? Não seria a de sermos os guardiães e os cuidadores dessa herança sagrada que o Universo e Deus nos entregaram que é esse Planeta, vivo, que se autorregula, de cujo útero todos nós nascemos?
É aqui que, novamente, se recorre ao cuidado como uma possível definição operativa e essencial do ser humano. Ele inclui um certo modo de estar-no-mundo-com-os-outros e uma determinada práxis, preservadora da natureza. Não sem razão, uma tradição filosófica que nos vem da antiguidade e que culmina em Heidegger e em Winnicott defina a natureza do ser humano como um ser de cuidado. Sem o cuidado essencial ele não estaria aqui nem o mundo que o rodeia. Sustentabilidade e cuidado, juntos, nos mostram um caminho a seguir.


Leonardo Boff (ADITAL)

IGREJA CATÓLICA ANUNCIA CRUZADA CONTRA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL

A Igreja Católica pretende mobilizar suas 12 mil paróquias para fazer circular um abaixo-assinado contra o projeto do novo Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (17) em Brasília pela cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que pretende criar um fórum com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente contrários às mudanças propostas na lei. O Conselho Permanente da CNBB divulgou nota contra a flexibilização do uso de Áreas de Preservação Permanente (APP) e contra a anistia das multas e penalidades a quem desmatou, estabelecidas no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O documento convoca a comunidade católica “a participar do processo de aperfeiçoamento do Código Florestal, mobilizando as forças sociais e promovendo abaixo-assinados contra a devastação”. Conforme a entidade, as decisões referentes ao código não podem ser motivadas por uma lógica produtivista que não leva em consideração a proteção da natureza, da vida humana e das fontes da vida. O projeto tramita entre as comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Sapatos biodegradáveis, artigo de Roberto Naime


O Brasil tem muitos polos de fabricação de calçados espalhados pelo país, que atendem tanto ao mercado interno como às exportações quando a situação cambial se apresenta favorável.
A fabricação de calçados durante décadas se destacou em diversos pólos industriais no mundo todo. Os processos de manufatura de calçados receberam melhorias em sua mecanização, porém continuaram a serem desenvolvidos e fabricados com uma ampla mistura dos mais variados tipos de materiais, provindos de fontes das mais diversas e apresentado uma grande geração de resíduos de classe I, que são resíduos inflamáveis, corrosíveis, reativos, tóxicos ou patogênicos.
Os restos de couro curtido ao cromo agregam metais pesados (principalmente cromo) em sua composição que podem ser cancerígenos ou teratogênicos. Materiais cancerígenos, como a própria palavra diz, são elementos capazes de induzir ou facilitar a implantação de processos tumorosos com reprodução descontrolada de células.
Já os processos conhecidos como teratogenia, são responsáveis pela má formação de fetos em mulheres grávidas. Quase toda contaminação por metais pesados, de alguma forma e com variáveis intensidades pode ser enquadrada nesta categoria.
A reciclagem de materiais, tanto no processo fabril dos calçados e componentes, como a utilização de resíduos gerados em outras fontes, ainda servem de base para a fabricação de muitos tipos de calçados. Mas as possibilidades de separação dos materiais após o encerramento da vida útil deste produto tem se tornado cada vez mais difícil, inviabilizadas pelo baixo retorno econômico da atividade.
A utilização de materiais de fonte renovável e de menor impacto ambiental, além da utilização e desenvolvimento destes materiais com novos conceitos, ou seja, com materiais que tem o seu ciclo de vida diminuído consideravelmente, tem merecido destaque nos dias atuais e tem despertado diversos fabricantes/desenvolvedores de produtos para estas novas possibilidades.
Por materiais de reduzido ciclo de vida se entendem materiais também denominados biodegradáveis ou seja que se decompõe ao final do tempo de vida útil projetado pela análise de ciclo de vida do produto, no caso calçados.
A fabricação destes calçados é feita através de processos que são similares aos tradicionais. Mas o que muda radicalmente são os materiais utilizados.
No lugar do cabedal, aquela parte de cima do sapato que protege o pé, são utilizados cada vez mais materiais alternativos, denominados materiais com baixo impacto ambiental, ciclo de durabilidade reduzido ou biodegradáveis.
São cascas de cereais aglutinadas com resinas biodegradáveis ou outros materiais deste tipo. Enquanto isto são substituídos os forros internos dos calçados, não se usando mais materiais derivados de petroquímica, sendo estimulado o uso de algodão natural ou similares.
Nos solados também são substituídos materiais derivados de processos petroquímicos, por borrachas naturais ou similares. As colas utilizadas nos processos de fabricação são cada vez mais naturais, com solventes a base de água e não derivados de petroquímica como tolueno e xileno. E as linhas de costura são cada vez mais de linhas naturais de algodão, juta ou outro material natural, facilmente degradáveis após o final do ciclo de vida útil do calçado.
Desta forma, ao terminar o tempo de vida útil do produto, não é necessário que existam estruturas, como cooperativas de reciclagem, para separar restos de cabedais com metais pesados e restos de forro ou solas para dar a cada material uma destinação adequada e não impactante sobre o meio ambiente.
Até mesmo porque estas estruturas nunca existiram de forma sistêmica ou organizada. Existem iniciativas isoladas em função de maiores ou menores carências econômicas. Então vai poder se colocar os restos dos calçados juntamente com restos de matéria orgânica, para decomposição ou compostagem, sem que estes materiais produzam o menor efeito poluente sobre solos, águas superficiais ou águas subterrâneas.
Isto partindo da premissa que mais cedo ou mais tarde, o país passe a administrar seus resíduos sólidos não mais priorizando o descarte e o aterramento dos resíduos a qualquer preço, mas se preocupando em viabilizar coleta seletiva que materialize condições de geração de renda para catadores e economizando matérias primas, água e energia para todo o conjunto da sociedade humana.
Dr. Roberto Naime, colunista do Ecodebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.
EcoDebate, 17/06/2011
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Locomotiva “TRANSBAIÃO” chega a Estação de Camaçari com animação e cultura

A exemplo da Paraíba e Pernambuco que há anos colocou nos "trilhos" o TREM DO FORRÓ, composição com alguns vagões que faz o percurso Campina Grande-PB/Caruaru-PE com muito forró, baião, xaxado e demais ritmos nordestinos, a Bahia que perdeu tanto tempo sem resgatar as linhas férreas de passageiros, resolveu colocar nos trilhos o TRANSBAIÃO.

A composição resgata muita coisa de nosso Nordeste, inclusive o nome que Luiz Gonzaga deu ao ritmo criado por ele e conhecido atualmente por todo o mundo. 

Segundo alguns historiadores o Luiz Gonzaga deu o nome de Baião ao ritmo criado porque estando na Bahia para fazer algumas apresentações ao ver tanta energia do baiano dançando forró e xaxado disse: gente eu não estou na Bahia, estou no Baião.

Resgatar o transporte ferroviário de passageiros, através de um trem que agrega cultura, diversão e lazer. Esse é o objetivo do projeto Transbaião – “A Cultura Viaja Aqui”, que nesta terça-feira, fez sua viagem inaugural, contemplando primeiro as cidades de Simões Filho (1ª saída, às 9h30) e Camaçari (1º destino, por volta das 13 horas).
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A chegada da locomotiva cultural à Estação do Trem de Camaçari encheu muitas pessoas de expectativa. O local estava lotado, tanto por integrantes da sociedade civil quanto por secretários municipais, políticos governistas, artistas e empresários. Além do apito ensurdecedor, o trem anunciava a própria chegada com muito forró. As bandas enchiam os vagões de música tradicional nordestina.
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Era notável, também, que o clima de animação estava misturado ao interesse na disseminação do conhecimento histórico regional. No roteiro, os passageiros aprendiam sobre o passado das cidades visitadas e das ferrovias baianas, que, há três décadas, deixou de servir de transporte de passageiro para apenas conduzir cargas de materiais variados.  
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O projeto, de autoria do deputado federal Luiz Argolo (PP), conta com o apoio do Governo da Bahia, através das secretarias do Turismo e da Cultura, e com o patrocínio de empresas privadas como a Vale, Ferrovia Centro Atlântico, BMG, Copener Florestal, SAM, Votorantim e Bahia Mineração. É importante ressaltar a elaboração do projeto teve forte inspiração na figura memorável do cantor e compositor nordestino, Luiz Gonzaga, o “Rei do Baião”.


Além do roteiro entre Camaçari e Simões Filho, estão agendados também as viagens de Catu à Alagoinhas, no dia 17/06, de Conceição da Feira à Cachoeira, no dia 25/06 e de Alagoinhas à Entre Rios, no dia 26/06. O projeto irá percorrer, inicialmente, 13 municípios baianos.
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Entenda o Projeto – Diversas cidades brasileiras já aproveitam suas linhas férreas para fazerem passeios turístico- culturais. Em 2008 o país já tinha 33 trens turísticos, que serviam milhões de passageiros. A Bahia ainda não faz uso de suas linhas de trem para a promoção da cultura e do turismo, perdendo uma grande oportunidade de divulgar as suas riquezas naturais, culturais e turísticas.


Pensando nessa falta de aproveitamento das linhas férreas baianas, observando o sucesso que esse trabalho vem fazendo em outros estados do Brasil e conhecedor do potencial turístico, ecológico e cultural do nosso estado, o TRANSBAIÃO apresenta um roteiro pelo interior da Bahia.

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