Como era esperado, a Rio+20 foi mais um espaço de debates, de elevação das questões cruciais da humanidade, que um ponto de soluções. A Cúpula dos povos, mesmo dentro de suas contradições, não deixou de expor a contradição maior de um modo de civilização vampiresco que, para sobreviver, tem que chupar o sangue dos pobres e a seiva da natureza.

O mundo não começou e nem termina na Rio+20. Precisamos ter a noção de processo histórico. Não há um ponto de chegada para humanidade, definitivo, um paraíso sobre a Terra. A humanidade terá que reinventar-se constantemente para responder aos desafios de cada momento de sua trajetória, enquanto existir, enquanto for a espécie dominante. Os predadores não têm a última palavra sobre a história, se é que podemos dividir o mundo entre predadores e vítimas. Talvez essa equação seja possível nos extremos da sociedade, mas não na faixa média.

Os resultados são limitados, os da Cúpula Oficial praticamente inexistentes. Mas, teremos que caminhar, porque novas contradições vão aparecer, inclusive novos impasses. O petróleo continua existindo, mas não é eterno. Mais dois bilhões de seres humanos ocuparão a face da Terra até 2050. Vão precisar de água, comida, ar limpo para respirar. Mas também vão necessitar de moradia, energia, transportes. As cidades vão engarrafar o trânsito. Os fenômenos climáticos extremos vão se agudizar, mesmo que alguns céticos não queiram. Provavelmente teremos novas tragédias, guerras por bens naturais, novo mapa mundial, eliminação de muitas pessoas e boa parte das formas de vida.

A busca da nova síntese civilizacional persiste, sobretudo porque agora as populações originárias – o que resta delas – querem ser sujeitos da história, não apenas um apêndice, ou um atraso, ou uma barreira para o desenvolvimento. O etnocentrismo do mundo iluminista não vai subsistir por muito tempo, se é que já não sucumbiu às contribuições inestimáveis desses povos para a sobrevivência da humanidade. A governança mundial não está à altura dos desafios da época, mas eles também terão que mudar, senão serão varridos pelas contradições da história.

Momento maravilhoso esse que atravessamos. Viver nessa época é um privilégio que deveríamos agradecer a Deus, aos deuses, à gratuidade da vida, todos os dias.


Roberto Malvezzi, Gogó
Equipe CPP/CPT do São Francisco. Músico. Filósofo e Teólogo
Adital

DESCOBERTO NO SALITRE, EM JUAZEIRO, UM MANANCIAL DE ÁGUA



Atendendo o pedido de um representante da comunidade da região do Salitre, o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Emanoel Lima da Silva, determinou que uma equipe formada por engenheiros, técnicos e geólogos da instituição se deslocasse até a localidade de Manga I. O objetivo da comitiva foi o de avaliar a viabilidade e o potencialidade da água de um poço descoberto por vaqueiros da comunidade há cinco anos. A expectativa é de que a água disponível no poço possa amenizar os efeitos causados pela seca na região.
O poço foi descoberto por acaso, quando um caminhão que passava pelo local atolou bem em cima do reservatório subterrâneo de água, até então desconhecido da comunidade. Os próprios vaqueiros fizeram a escavação e, em seguida, encaminharam amostra da água para um teste de laboratório, para saber se era potável ou não. Desde aquele dia, a água do poço é utilizada no plantio, na criação de animais e no consumo humano, matando a sede dos trabalhadores e de alguns moradores mais próximos.
O Presidente da Comissão para Estruturação e Emancipação do Salitre, Geronilson Mota Pereira da Silva (Zeca do Salitre), solicitou a Codevasf a criação de um projeto que disponibilize essa água para a comunidade. “A Codevasf está fazendo o estudo e a gente quer que ela jogue essa água para os salitreiros, pelo menos para o consumo humano. É muita água, só falta trabalhar em cima dessa questão. Eu tenho fé em Deus que esse estudo vai ser aprovado e que nós vamos vencer essa luta”, acredita o líder comunitário.
Segundo Zeca, há muita água passando por debaixo da terra e a grande quantidade de algarobas naquela região comprova isso, uma vez que esta espécie de árvore só cresce em locais com grande capacidade de armazenamento de água. Após a primeira análise, o geólogo da Codevasf, Antonio Luna de Alencar, confirmou o que a comunidade já sabia. “Aqui nós teremos talvez a condição de ter uma vazão próxima de 30 mil litros por hora, o que seria bastante alta, considerando a vazão de todos os poços que já foram perfurados historicamente na região. A água é um pouco carbonatada, mas de boa qualidade para o consumo humano e devido à vazão que temos aqui, com certeza dará para abastecer a comunidade local”, garantiu o geólogo.
De forma mais técnica, Antonio Luna fez uma análise teórica da presença da água e como ela poderia ser utilizada, “O que temos aqui, em particular, é um tipo de bacia sedimentária de calcário marginal, situada onde há uma mini fossa tectônica preenchida de calcário. É uma concentração localizada de água que faz com que o lençol freático fique bastante superficial, isso se traduz em uma condição de água determinada, que dá uma vazão bastante apreciável, considerando as condições da região como um todo”, esclareceu.
Os integrantes da comitiva vão registrar e levar as impressões que tiveram até o superintendente para que sejam tomadas medidas cabíveis. Mas a expectativa é que em breve a Codevasf comece os estudos para calcular a vazão e somente então poderá ser construído um poço tubular para posteriormente promover a distribuição dessa água para as comunidades mais próximas. A depender do potencial do reservatório, um pequeno projeto de irrigação comunitária também poderá ser criado.


Zilton César Ascom Codevasf 6 SR
SÁBADO - 09/06/2012 ÀS 11:00
Fonte: http://www.geraldojose.com.br/index.php?sessao=noticia&cod_noticia=27344

COM AUSÊNCIA DO INEMA, CBH SALITRE APROVA ATAS E DELIBERAÇÕES

XI Plenária Extraordinária do CBH Salitre em Campo Formoso-BA (Foto Almacks Luiz)

Hoje, dia 21/06/2012, o CBH Salitre realizou a XI Reunião Plenária Extraordinária na cidade de Campo Formoso com grande sucesso. Apesar de que a SEMA/INEMA que é a Secretaria Executiva do Comitê que tem dois membros, sendo um titular e um suplente e uma Unidade Regional a menos de 30 km na cidade de Senhor do Bonfim, sequer um funcionário compareceu à Plenária para cumprir o que ela própria preconiza, através da Resolução CONERH 55/09 na Seção II da Secretaria-Executiva:

Art. 13. A Secretaria-Executiva será exercida pela Agência de Águas da Bacia até que ela seja criada, pelo Instituto de Gestão das Águas e Clima - INGÁ.

Art. 14. Compete à Secretaria-Executiva:
I - prestar apoio administrativo, técnico e financeiro ao CBH;
II - prestar apoio operacional ao funcionamento do Plenário, das Câmaras Técnicas;
III - gerir a infra-estrutura operacional necessária às funções da Secretaria;
IV - elaborar o seu programa de trabalho e respectiva proposta orçamentária anual e submetê-los à aprovação do Plenário.

Assim, em esforço hercúleo de 14 (catorze) membros aonde a maioria não vem sendo custeada e com apoio logístico total da Prefeitura de Campo Formoso, foram aprovadas por unanimidade 04 (quatro) atas pendentes desde 2010 e 04 (quatro) deliberações importantíssimas para o Comitê e para o Sistema Hídrico baiano.


MORADORES DA CANAVIEIRAS FAZEM PIQUETE NA ESTRADA DA MINERAÇÃO.



Os moradores da comunidade de Canavieiras, em protesto pela demora na retomada das negociações para desapropriação das residência do local que estava sendo realizada pela YAMANA GOLD, bloquearam a estrada de acesso a empresa de Mineração logo ao amanhecer desta quarta-feira, 20. Uma grande fila de veículos e ônibus que realizam o transporte dos funcionários da mineração se formou ao longo da estrada. Os moradores elaboraram uma pauta em que reivindicavam, além da desapropriação das residências que ainda ainda não foram adquiridas pela empresa, indenização por danos morais, materiais e imaterias, e soluções para problemas causados pela nova barragem de rejeito da mineradora, que, segundo moradores afirmam, está fora das normas de segurança, e tem sido um grande incômodo para todos moraores, pois fica muito próxima do povoado, há cerca de 1 KM de distância da localidade. As polícias Rodoviária Estadual e Militar estiveram  presentes e garantiram a segurança do protesto, que transcorreu de forma pacífica. Por volta das 8 horas a pista foi liberada depois de uma reunião entre representantes da empresa e da comunidade. Foram marcadas duas outras reuniões para a tarde desta quarta com o objetivo de continuar as negociações tanto com os moradores que ainda não deixaram as casas, quanto com os que já sairam da comunidade. A empresa informou que todos os esforços estão sendo somados para que o impasse seja superado, e que já contratou uma empresa de assessoria em comunicação  social e outra do ramo imobiliário para acompanhar as negociações .


EMERSON ROCHA / BAHIA ACONTECE

Bahia: Governo quer transpor São Francisco até a Grande Salvador

Canal da Transposição (Foto de Almacks Luiz feita em 07/06/2012)

Mais um absurdo proposto!

Após percorrermos os Eixos Leste e Norte dos Canais da Transposição das águas do Rio São Francisco nos dias 07, 08 e 09 de junho de 2012 percebemos que a situação da obra é bem pior do que em 2009 quando fizemos o mesmo roteiro, obra que era prevista para Lula inaugurar, com certeza Dilma não inaugurará e aparece uma proposta absurda como esta.

O governo da Bahia acaba com o rio Paraguaçu com o Polo de Irrigação de Mucugê, com o abacaxi em Itaberaba e com o resto da água que sobra libera para Votorantim gerar energia em Pedra do Cavalo e vender a própria energia a COELBA. Água que deveria ser destinada a dessedentação do povo da capital, Feira de Santana e região metropolitana.

Na outra ponta acaba com o Rio Itapicuru permitindo a Yamana Gold instalar três unidades às margens do Rio, Jacobina, Fazenda Brasileiro em Barrocas e Projeto C1 em Santa Luz para produzir ouro que segundo o PNM 2030 - Plano Nacional da Mineração no Itapicuru não teremos água para dessedentação humana e animal, apenas para produção de Ouro. Para confirmar façam o balanço hídrico e vejam quantas onças de ouros são projetadas para 2030 e veja a disponibilidade hídrica do Itapicuru. Mais um conflito a vista.

Bahia: Governo quer transpor São Francisco até a Grande Salvador

Detalhes
Publicado em Terça, 19 Junho 2012 19:23
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, afirmou, nesta terça-feira, no programa Bom Dia, Ministro que o governo federal irá contratar, até o final do ano, uma empresa para realizar estudo sobre uma nova transposição das águas do Rio São Francisco. O canal do Eixo Sul, que pode ter entre 500 e 600 km de extensão, partiria do Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, e chegaria até "os contornos da região metropolitana de Salvador", passando por todo o semiárido baiano. Com o novo eixo, as águas do São Francisco seriam levadas para a Bacia do Rio Paraguaçu, que corta o Estado e abastece a Grande Salvador.
Após o programa, o ministro disse à Agência Brasil e à TV Brasil que já recebeu orientação da presidente Dilma Rousseff de contratar os estudos. Bezerra acredita que entre quatro e seis meses deverá estar selecionada e contratada a empresa que elaborará o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA-Rima). Esses estudos levarão de 18 a 24 meses para a conclusão. Ele avalia que a obra contribuirá para a segurança hídrica na Bahia, que tem a maior parte do território no semiárido. "Nós queremos, essa é a nossa animação, que a decisão para a construção do Eixo Sul possa ser tomada ainda neste primeiro mandato da presidente Dilma, tendo todos os elementos para a tomada de decisão", afirmou o ministro. A elaboração dos projetos e do EIA-Rima ajudará a definir o percurso do canal e o custo da obra. Como comparação, os eixos Leste e Norte, em execução, tem orçamento de R$ 6,85 bilhões (o valor inicial era R$ 5 bilhões).

Loucuras hídricas


Semiárido

Irrigação em todo o semiárido é ilusão. Só 5% do solo é apto para irrigação. Só há água para 2%. Sempre haverá semiárido, é preciso conviver com isso.
A severa diminuição no regime das chuvas que assola o semiárido brasileiro estava prevista pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Grandes secas no Nordeste são cíclicas: a última foi há 26 anos, em 1982, e daqui um período semelhante teremos outra diminuição drástica e progressiva no volume da pluviosidade.
Esses momentos são férteis para o cometimento de loucuras e demagogias hídricas. Por isso, são necessárias algumas reflexões.

O regime das chuvas, em média, começou a diminuir desde 2006, tendo seu pico em 2012, mas a seca pode adentrar 2013. A região mais atingida é o semiárido baiano. Na verdade, 40% do semiárido brasileiro está na Bahia. Cerca de 250 municípios decretaram situação de emergência. Mas a diminuição das chuvas já se estende ao chamado polígono das secas, atingindo os nove estados do Nordeste.

Encontros para debater o problema, incluindo os moradores da região, mostram que hoje é mais fácil enfrentar a situação que há 30 anos.
Agora, há pelo menos uma cisternas para depositar a água dos pipas, há o salário dos aposentados para fazer uma feira, há mais facilidade nos transportes, a energia elétrica ajuda e há o próprio Bolsa Família. Entretanto, essa infraestrutura ainda é insuficiente para que o período seja atravessado sem maiores sofrimentos.

Não se pode comparar o semiárido de hoje com o de dom Pedro 2º. No século passado, o Denocs (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) construiu cerca de 70 mil açudes para armazenar a água da chuva, com uma capacidade de 36 bilhões de metros cúbicos. Grande parte desses açudes, assim como rio São Francisco, está com água. Onde reside o problema?

Hoje, a maioria dos técnicos insiste que a questão chave está na capilaridade da distribuição dessa água. Não foi realizada a distribuição horizontal, por adutoras.
Pior, alguns açudes, como o de Mirorós, na Bahia, tiveram suas águas intensamente utilizadas para irrigação, quando de forma planejada deveriam ter sido poupadas para o uso humano e para a dessedentação dos animais, já que a seca estava prevista. Nesse caso, o fato novo pode ser o colapso hídrico do meio urbano, não apenas das famílias dispersas no meio rural.

Por isso, o diagnóstico da Agência Nacional de Águas (ANA) é que 1.794 municípios nos nove estados do Nordeste precisam de novos ou complementares serviços de água para não entrarem em colapso hídrico até 2025.

Outra questão é vender a ilusão da irrigação para todo o semiárido.
O projeto Áridas, realizado ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, concluiu que apenas 5% dos solos do semiárido são aptos para a irrigação -e, mesmo assim, temos água para irrigar apenas 2% deles.
Portanto, 95% do semiárido sempre serão semiárido.
É inevitável desenvolver um olhar sistêmico sobre a região, algo que chamamos de convivência com o semiárido. São necessárias propostas de atividades econômicas adequadas a esse ambiente específico.

O semiárido tem solução. O pouco que foi feito contribuiu decididamente com a diminuição da mortalidade infantil na região, fato que surpreendeu inclusive os técnicos do IBGE. Temos apenas 400 mil cisternas -projetadas para períodos de seis meses sem chuva- e poucas adutoras, insuficientes para suportar períodos de longa estiagem.
Quem sabe a geração nordestina que vai viver a seca em 2042, agravada pelas mudanças climáticas, possa estar melhor infraestruturada do que a geração atual.
[Autor de "Semiárido: uma visão holística" (Confea/Crea).
Artigo publicado na Folha de S.Paulo].

Roberto Malvezzi, Gogó
Equipe CPP/CPT do São Francisco. Músico. Filósofo e Teólogo
Adital

EXÉRCITO OCUPA A ILHA DO FOGO EM JUAZEIRO/PETROLINA



ILHA DO FOGO - MINHA SEGUNDA CASA

Por Lorena de Araujo Melo


Em que lugar foram pensadas estratégias pelo exército para acolher a comunidade frequentadora da Ilha do Fogo?

Enquanto se desenrola as matérias jornalísticas acerca da ocupação da Ilha do Fogo pelo Exército Brasileiro-72º Batalhão de Infantaria Motorizado  sediado em Petrolina, vai se traçando um outro sentimento distinto daquele que não aparece nas noticias e decisões institucionais.

Este sentimento, é, em particular, uma experiência de pertencimento do lugar vivenciada dentro de uma trajetória de vida, minha, e de tantos outros Amigos da Ilha do Fogo que ali se encontram diàriamente, à aproximadamente três décadas.  Busca-se nesses encontros além das práticas desportistas à articulação de uma rede de relações sociais e estratégias pela revitalização do rio, a defesa de suas águas e do ambiente.

O percurso da nossa existência na Ilha do Fogo pôde expressar, através de vários encontros os mais profundos sentimentos de bem estar, cuidados e afetos que foram se intensificando à dinâmica da vida dos Amigos da Ilha - banhados pelas águas do Rio São Francisco.

Todos esses motivos reúnem-se ao se materializarem as ações educativas que foram realizadas a aproximadamente 30 anos, o que nos credencia para ter a ilha do fogo como nossa segunda casa.

O pertencimento da Ilha do Fogo fez-se das inúmeras práticas desportistas, como natação, peteca e ações de preservação e pôde traçar os fios de uma relação de cuidado e amizade constituídos pelo amor a natureza e ao Rio São Francisco.

A explosão da notícia de ocupação pelo exército e as afirmações do Comandante James Corlet dos Santos- em que não vai permitir o acesso de civis a nenhum local da ilha e que a mesma será transformada em Centro de Treinamento Militar, da forma como estão sendo feitas, escapam indagações a propósito da expulsão das comunidades banhistas de Juazeiro e Petrolina.

Em que as diferenças de tratamento voltadas para as operações militares, a política das estratégias militares do exército seriam mais reveladoras na ocupação da “casa dos outros” do que a complexidade da existência das pessoas que frequentam a ilha?  Que intenções surgem nesse processo de territorialização?

Indagações semelhantes surgem para problematizar a ocupação já realizada pelo exercito do outro da ilha -base fluvial- remetendo todavia, ao desenrolar do sentimento de violação que nos arremessam para fora de um lugar que é nosso para abrigar espaços físicos, administrado sem a presença de um movimento vivo, sustentados a base do cadeado.

 Vale refletir que escolha de frequentar Ilha do Fogo surgiu da espontaneidade e do exercício livre de cidadania. Diferentemente de uma condição imposta institucionalmente, pela justiça federal de Pernambuco, e que certamente, está desconsiderando a implicação social e o dissabor que esta apropriação vai causar a população frequentadora, que tem a ilha como um lugar de fácil acesso ao lazer e intensos encontros. 

 Ao lado de todos os sentimentos elencados vamos nos remeter a Geraldo Azevedo quando canta: “Meu barco é meu coração que vai sem mágoas, nas águas desta paixão até o cais” ...
 Portanto queremos reafirmar que temos um compromisso histórico com a vida do rio da integração nacional e que foram construídos ao longo dos anos, numa distribuição equitativa de afetos e cuidados, e são percorridos pela singularidade dos Amigos que não pedem nada, a não ser viver a intimidade  da Ilha do Fogo com o acesso livre a toda comunidade, embunitecendo cada vez mais a luxuosa paisagem  viva da ilha, sem imposições e operações militares.


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