Código Florestal: nem toda a terra está disponível para o ser humano


01 Agosto 2012
Entrevista com Roberto Malvezzi, especialista em temas socioambientais da Comissão Pastoral da Terra do São Francisco

Fazendo o caminho inverso de muitos brasileiros que até hoje fogem da seca, o paulista Roberto Malvezzi (foto) migrou para o Nordeste nos anos 1980, onde mergulhou na realidade sertaneja na divisa da Bahia com o Piauí, na margem esquerda do São Francisco. Vivendo as lutas pela terra e pela água junto às populações pobres, descobriu que a opressão e o descaso das políticas públicas podem ser combatidos com mobilização social. Nessa entrevista concedida ao Comitê Brasil em Defesa das Florestas, o filósofo militante avalia a tramitação do novo Código Florestal, o papel de parlamentares e do Governo no desmonte da legislação ambiental brasileira e alerta que, no futuro, a avaliação desses governos pode ser bem diferente. Confira abaixo os principais trechos.

Comitê Brasil em Defesa das Florestas - Conte um pouco sobre sua trajetória.
Roberto Malvezzi –
 Nasci em 1953 na pequena cidade de Potirendaba (SP). Saí de lá com 14 anos. Fiz Filosofia, Teologia e Ciências Sociais. Fui seminarista durante anos. Em 1979, vim ao sertão da Bahia, na divisa com São Raimundo Nonato (PI). O pessoal que trabalhava na paróquia trazia gente do Sul de ônibus e ficávamos nas comunidades, alfabetizando as crianças. Estava terminando o Regime Militar, começando as greves do ABC, a ideia do PT e do sindicalismo. Em janeiro de 1980, decidi morar em Campo Alegre de Lourdes (BA) por três anos. Na época, estava sendo concluída a Barragem de Sobradinho, o que provocou a realocação de quatro cidades: Casanova, Remanso, Sento Sé e Pilão Arcado. Lá viviam 72 mil pessoas. Os prefeitos eram nomeados pelo presidente da República, não tínhamos partidos ou sindicatos na região. Foi a Igreja que assumiu esse papel de organizar a população, de tentar dar apoio diante do caos. Após esses três anos, larguei o seminário. Depois de cinco, me casei. Acabei ficando e já são mais de 30 anos.

A grande bancada ruralista, que tem poder no Congresso e já não tinha como evitar multas por seus crimes, partiu para o desmonte da lei.

CBDF - Em seu trabalho na Comissão Pastoral da Terra (CPT), o que você tem vivenciado no sertão do São Francisco?
RM -
 
Aqui a CPT surgiu em função das necessidades da população de Sobradinho. Com a construção da barragem, fomos entrando muito nas questões de pobreza, de água. Em Campo Alegre de Lourdes não tem rios. A única água lá é a de chuva. Então veio a seca de 1982, naquele tempo sem infraestrutura. O que a gente viu foi migração, sofrimento humano e mortalidade infantil. A gente pensou que podia levantar nomes de pessoas mortas pela seca. Em poucos municípios, foram mais de 7 mil nomes. Vimos que não conseguiríamos jamais fazer esse levantamento. A projeção à época foi é de que mais de 1 milhão de pessoas tenham morrido de fome, de sede, de inanição. Então, entrou muito a luta da água, a partir de uma necessidade concreta, que é a luta pela terra.

CBDF - O papel da sociedade civil é fundamental nessas lutas, inclusive na do Código Florestal. Você poderia relembrar o contexto da tramitação da lei no Congresso e as partes envolvidas nessa história?
RM -
 
Fui membro da equipe da CNBB que elaborou o texto base da Campanha da Fraternidade da Água, em 2004. E tivemos de recorrer ao Código Florestal, porque a Lei Brasileira de Recursos Hídricos, a 9.433/1997, não toca na proteção dos mananciais. No Código estava a proteção das nascentes, das matas ciliares em torno dos rios, das encostas. A gente dizia: ‘Isso já é lei, mas não funciona na prática. As matas ciliares, as nascentes e as encostas não estão sendo respeitadas’. Pelo Código Florestal que tínhamos, tinha que ter mata ciliar de 500 metros em cada margem do São Francisco. Hoje, ele tem apenas 5% de mata ciliar. Então, pode-se imaginar o que significaria hoje se a lei obrigasse os latifundiários a recompor as matas nas margens do rio. Estamos passando por um desmonte da legislação ambiental do Brasil em função de crimes ambientais que foram cometidos. É uma reação às exigências legais que começaram a pesar sobre quem cometeu esses crimes. A grande bancada ruralista, que tem poder no Congresso e já não tinha como evitar multas por seus crimes, partiu para o desmonte da lei. Mesmo com o veto parcial da Dilma e com as mudanças que ela propôs, o resultado final não terá mais nada a ver com o Código Florestal que tínhamos. 

O governo não só se omitiu, mas permitiu que o projeto dos ruralistas andasse com toda a tranqüilidade.


CDBF – No fim das contas, o código foi desfigurado.
RM - 
Absolutamente desfigurado, e sem que a gente saiba exatamente aonde vai chegar, porque a lei ainda está sendo alterada. Tem muita coisa nos detalhes, e é nos detalhes que o diabo mora.

CBDF - E quem são os atores chave que estão capitaneando esse desmonte?
RM –
 A bancada ruralista. Não é fácil detectar quem se alia a ela, mas há indícios, observando a última votação sobre o Código Florestal. O que chamávamos de esquerda acabou votando com os ruralistas. E o governo não só se omitiu, mas permitiu que o projeto dos ruralistas andasse com toda a tranquilidade. Depois, tentou adiar, postergar. Grande parte dos deputados, inclusive do PT, tem no caixa de campanha só financiamento de empresas do agronegócio.

Mais de 1.200 rios do norte de Minas, que são afluentes do São Francisco, morreram.

CBDF – Eles traíram as origens?
RM –
 
Sim, dá para usar essa expressão. 

CBDF – Quais seriam alguns desses partidos?
RM -
 
PT, PCdoB, todos esses partidos aí votaram na sua grande maioria com os ruralistas. Nem falo do PMDB e de outros, que já são do mundo das oligarquias.

CBDF – Os pequenos produtores têm sido usados como massa de manobra para reduzir a proteção das florestas. Que efeitos desse novo “Código Florestal” você vê justamente sobre os pequenos?
RM -
 
Lideranças com tradição entre os movimentos sociais tiveram uma atitude complicada na defesa dos pequenos agricultores com foco na ideia de que se você tem pouca terra e for colocar o que o Código exigia você reduzia a área produtiva dos pequenos agricultores. Mas, desde o começo, sempre foi possível fazer um discernimento entre os pequenos e os grandes agricultores. Para os pequenos, você abre casos especiais. Mas de forma geral, o que está acontecendo? Estamos inviabilizando a vida de milhares de pequenos proprietários em nome da produção, porque você solapa as bases naturais da pequena propriedade. Estivemos em maio em Januária (MG), na região do rio dos Cochos. O rio tinha morrido e as comunidades estavam indo embora. Mas eles mesmos fizeram trabalho de recomposição da mata ciliar e o rio voltou a correr e a abastecer outras comunidades que ficaram sem água. A gente tem notícia de que mais de 1.200 rios desse tipo, do norte de Minas, que são afluentes do São Francisco, morreram em função da agricultura comercial que tomou espaços que eram da água. Tem que colocar esse dilema para os pequenos agricultores.

O agronegócio já deixou para trás pelo menos 80 milhões de hectares de terras degradadas.

CBDF – A legislação em vigor amplia a possibilidade de uso da terra. Na prática, o que isso significa para os produtores?
RM –
 
O agronegócio já deixou para trás pelo menos 80 milhões de hectares de terras degradadas. Para esse grupo é mais fácil avançar sobre novas áreas, nem que seja para também degradá-las, do que recuperar o que foi degradado. Esse é o custo que eles não querem pagar - por isso mudaram a legislação para ter ‘segurança jurídica’. Não fosse o papel desenvolvido por inúmeras populações, a Caatinga não teria cerca de 50% preservados. Mas os grandes latifúndios do Nordeste, se quiserem expandir o desmatamento, estão autorizados por lei. Este ano secaram os aquíferos do Platô de Irecê, no semiárido baiano. Agora falta água até para beber. O mesmo pode acontecer no oeste do Estado, no chamado “mundo do agronegócio”, onde querem dispensar as outorgas que limitam o uso de água subterrânea. 

CBDF – Alterar o Código Florestal e ampliar o uso da terra não reduz a importância de economias que aproveitem as florestas em pé e não emperra a tramitação de legislações como a do pagamento por serviços ambientais?
RM –
 
Sem dúvida. E não podemos esquecer que nem toda a terra está disponível para o ser humano ou para a agricultura. O planeta tem exigências próprias, de respiração, de oxigenação, do ciclo do carbono. Mas é muito difícil levar esses valores a pessoas que enxergam pouco mais que os limites da propriedade. 

CBDF – O atual Código Florestal reduz de forma geral a proteção das matas nas margens de rios e córregos, especialmente dos de pequeno porte. Qual o risco para os mananciais do país?
RM –
 
As faixas entre 30 e 500 metros de vegetação na margem dos rios, dependendo de sua largura, já não eram respeitadas, mas se tinha por onde brigar. Agora, temos faixas de apenas 5 metros para os cursos menores. Sem a vegetação, a água penetra menos no solo e as enchentes ganham força e velocidade. Essa realidade geradora de tragédias foi esquecida na reforma do Código Florestal.

É um pessoal com uma visão meramente produtivista, que padece de "monocultura mental".

CBDF – A destruição da legislação florestal não é um fato isolado. Redução de áreas protegidas, descaso com indígenas e outras populações tradicionais e enfraquecimento de órgãos ambientais fazem parte de um quadro de franco retrocesso. O que está acontecendo com o Brasil?
RM -
 
Levamos décadas construindo uma legislação socioambiental, mas agora enfrentamos uma prevalência absoluta de uma lógica econômica que pretende derrubar tudo o que entende como obstáculo a seu projeto desenvolvimentista.  Como o próprio Lula declarou em 2006, ‘as questões dos índios, quilombolas, ambientalistas e Ministério Público travam o desenvolvimento do País’. Esse é o pano de fundo do projeto de desenvolvimento em curso.

CBDF – A campanha Floresta faz a Diferença foi um marco frente às mobilizações sociais da história recente do Brasil. A sanção parcial da presidente complicou ainda mais o futuro do Código Florestal. Qual a sua avaliação sobre esses movimentos?
RM –
 
Avalio que deslanchamos um processo que alcançou a consciência da sociedade brasileira. As pessoas sabem o que está acontecendo. Pesquisas de opinião pública e outros indicadores deixaram claro que a grande maioria da população era contra mudanças no Código Florestal. Por outro lado, ficou cada vez mais evidente o fosso entre o que a sociedade quer e o que a classe política faz.

Pode ser que, no futuro, a avaliação desses governos seja bem diferente.

CBDF – Qual seria a mensagem para a população entender um pouco desse momento do país?
RM –
 
É um momento de grandes adversidades. O povo brasileiro tem um contentamento muito grande com o governo Lula / Dilma porque muitas dessas políticas sociais foram e são muito importantes para a população, trazendo uma resposta mais imediata às questões da fome, da eletricidade, das moradias. Isso tudo é essencial. Mas o problema é o país que esse Governo está plantando para o futuro. Pode ser que, no futuro, a avaliação desses governos seja bem diferente.


R. Malvezzi / Arquivo Pessoal

Maior parte dos estados e municípios não tem Plano de Gestão de Resíduos Sólidos


A maior parte dos estados e municípios brasileiros ainda não elaborou seu Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, apesar de o prazo para concluir o projeto – que deve indicar como será feito o manejo do lixo em cada localidade – estar próximo do fim. A partir de 2 de agosto, a cidade que não tiver o planejamento fica impedida de solicitar recursos federais para limpeza urbana. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, até o momento houve apenas 47 pedidos de verba para construção dos planos, entre solicitações de administrações municipais e estaduais.
Como não é obrigatório pedir auxílio da União para elaborar os planejamentos, pode haver projetos em curso dos quais o ministério não tenha ciência. Mas a avaliação do órgão é a de que o interesse pela criação dos planos de gestão é baixo, mesmo que se leve em conta estados e municípios atuando por conta própria. “O pessoal tinha outras demandas e foi deixando de lado. Agora o prazo está se esgotando e a maioria não elaborou [o projeto]”, diz Saburo Takahashi, gerente de projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.
As cidades e unidades da Federação tiveram dois anos para construir seus planos de manejo de resíduos, cuja criação está prevista na Lei n° 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. As consequências do pouco comprometimento com a exigência federal poderão ser sentidas cedo por estados e municípios. “De acordo com a legislação, até 2014 devem ser eliminados todos os lixões do Brasil. Para isso, será preciso implantar aterros sanitários, o que não se faz da noite para o dia. As cidades e estados que não tiverem plano de gestão não vão poder solicitar recursos para fazer isso”, destaca Takahashi.
O represente do ministério reconhece, porém, que a verba disponível para ajudar municípios e unidades da Federação a elaborar os planos é escassa. No ano passado, houve destinação de R$ 42 milhões para essa finalidade, dos quais R$ 36 milhões foram usados. Este ano não foi disponibilizado dinheiro, e o governo federal limitou-se a liberar os R$ 6 milhões que não haviam sido executados em 2011.
Saburo Takahashi ressalta, no entanto, que o ministério redigiu um manual de orientação para ajudar prefeitos e governadores na elaboração do plano, disponível no site do órgão (www.mma.gov.br). Além disso, a pasta firmou convênio com a e-Clay, instituição de educação a distância que pode treinar gratuitamente gestores para a criação do plano de manejo. Interessados devem entrar em contato pelo telefone  (11) 5084 3079.
A pesquisadora em meio ambiente Elaine Nolasco, professora da Universidade de Brasília (UnB), considera positiva a capacitação a distância, mas acredita que para tornar a gestão de resíduos uma realidade é preciso mais divulgação desse instrumento, além da conscientização sobre a importância do manejo do lixo. “Tem que haver propaganda, um incentivo para as pessoas fazerem isso [o curso]”, opina. Elaine acredita que a dificuldade para introdução de políticas de manejo – como reciclagem e criação de aterros sanitários – atinge sobretudo os municípios pequenos, com até 20 mil habitantes. “Faltam recursos e contingente técnico nas pequenas prefeituras”, destaca.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), João Zianesi Netto, também avalia que faltou capacitação e conscientização. “Alguns [Não criaram o plano] por ignorância, outros por desconhecimento técnico. Em muitos municípios de pequeno e médio porte, a destinação dos resíduos é gerenciada por pessoas que não têm a formação adequada. Além disso, há uma preocupação de que quando você começa a melhorar a questão ambiental você aumenta os custos”, afirma.
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziluldoski, reclama da falta de auxílio financeiro para que as prefeituras cumpram as determinações da Lei n°12.305. Segundo ele, são necessários R$ 70 bilhões para transformar todos os lixões em aterro sanitário, até 2014. “Isso equivale à arrecadação conjunta de todos os municípios do país. Quando acabar o prazo, os prefeitos estarão sujeitos a serem processados pelo Ministério Público por não terem cumprido a lei”, disse. De acordo com ele, a estimativa da CNM é que mais de 50% das cidades brasileiras ainda não elaboraram os planos de gestão de resíduos.
Reportagem de Mariana Branco, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 23/07/2012

Analfabetos na universidade


19 de julho de 2012 | 3h 07

O Estado de S.Paulo
Sempre se soube que um dos principais entraves ao crescimento do Brasil é o gargalo educacional. Novas pesquisas, porém, revelam que o problema é muito mais grave do que se supunha. A mais recente, elaborada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, mostrou que 38% dos estudantes do ensino superior no País simplesmente "não dominam habilidades básicas de leitura e escrita".
O Indicador de Analfabetismo Funcional, que resulta desse trabalho, não mede capacidades complexas. Ele é obtido a partir de perguntas relacionadas ao cotidiano dos estudantes, como o cálculo do desconto em uma compra ou o trajeto de um ônibus. Mesmo assim, 38% dos pesquisados não atingiram o nível considerado "pleno" de alfabetização, isto é, não conseguem entender o que leem nem fazer associações com as informações que recebem.
Para os autores da pesquisa, resumida pelo Estado (16/7), os resultados indicam que o notável aumento da escolarização verificado nas últimas décadas ainda não se traduz em desempenho minimamente satisfatório em habilidades básicas, como ler e escrever, e isso num ambiente em que essas etapas do aprendizado já deveriam ter sido plenamente superadas, isto é, nas universidades.
A "popularização" do ensino superior, com a abertura indiscriminada de faculdades ávidas por explorar um público de baixa escolaridade - que não consegue ingresso nas universidades de prestígio, mas sabe que o diploma é uma espécie de "passaporte" para melhorar o salário -, é vista como um dos fatores principais do fenômeno. Essas escolas, concluem os especialistas, se adaptaram confortavelmente a um mercado consolidado, e só reagirão diante da exigência sistemática por melhor qualidade, que deve vir do governo e dos próprios alunos.
No entanto, o tempo para a reversão desse quadro é curto. O sentido de urgência se dá diante do desafio de colocar o Brasil entre os países mais competitivos do mundo, ante o encolhimento dos mercados por conta da crise. A situação de semianalfabetismo nos campi brasileiros - que contraria o discurso populista da presidente Dilma Rousseff segundo o qual seu governo, como o anterior, cuida mais dos jovens do que do PIB - talvez seja o indicador mais importante para medir o tamanho do fosso que nos separa do mundo desenvolvido.
Em primeiro lugar, a indigência intelectual compromete os projetos de aperfeiçoamento profissional, por mais bem-intencionados que sejam. Não se pode esperar que egressos de faculdades sem nenhuma qualificação possam acompanhar as mudanças tecnológicas e científicas cujo desenvolvimento é precisamente o que determina a diferença entre países ricos e pobres. A China, por exemplo, já entendeu que sua passagem de "emergente" para "desenvolvida" não pode prescindir da qualificação de seus trabalhadores, como mostrou José Pastore, em artigo no Estado (16/7).
Os chineses, diz Pastore, têm investido pesadamente no ensino superior, cujas matrículas foram multiplicadas por seis nos últimos dez anos. Agora, quase 20% dos jovens em idade universitária estão no ensino superior na China, enquanto no Brasil não passam de 10%. Ademais, a China demonstra há décadas um vivo interesse em enviar estudantes ao exterior, para uma preciosa troca de informações que encurta o caminho do país na direção do domínio técnico essencial a seu desenvolvimento. Só em 2008, diz Pastore, os chineses mandaram 180 mil estudantes para as melhores universidades do mundo, volume que se mantém ano a ano. O Brasil apenas iniciou o Programa Ciência Sem Fronteira, que pretende enviar 110 mil estudantes nos próximos anos.
O impacto do investimento chinês em educação aparece no cenário segundo o qual quase metade do extraordinário crescimento econômico do país resulta desse esforço de qualificação. Assim, se o Brasil tem alguma pretensão de competir com o gigante chinês, ou mesmo com países emergentes menos pujantes, o primeiro passo talvez seja admitir que é inaceitável entregar diplomas universitários a quem seria reconhecido como analfabeto em qualquer lugar do mundo civilizado.

Wagner intervém no Inema e demite presidente para facilitar liberação de projetos paralisados na Bahia

Se as queixas dos empresários que têm investimentos no Estado chegam aos montões nos gabinetes do Centro Administrativo da Bahia, pior ainda o que acontece por parta do Governo se vê às voltas com bilhões praticamente paralisados por força da ineficiência do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, órgão ligado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). Descontente a aborrecido com a situação, o governador Jaques Wagner exonerou Júlio Mota do comando do Inema, entregando-o à bacharel em farmácia bioquímica, Márcia Telles, funcionária de carreira do órgão. Outra mudança radical: o engenheiro agrônomo, Luiz Ferraro Junior, Doutor em DesenvolvimentoSustentável, com ênfase em Política e Gestão Ambiental, assume a Superintendência de Estudos e Pesquisas Ambientais  da Sema. Agora espera-se que sejam destravadas as licenças da Ferrovia Oeste-Leste, Porto Sul e a cabulosa linha de transmissão de energia da Chesf para o Complexo Eólico do Sertão I, recentemente inaugurado pela renova Energia. No rastro das boas pespectivas, centenas de outros investimentos que aguardam o carimbo de “aprovo” do Inema. Oficialmente, ” as modificações integram as ações necessárias para a modernização, agilidade e transparência na gestão ambiental da Bahia, que teve início, em abril de 2011, com a criação do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e ganhou força com a efetivação das alterações na Lei de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, no início de 2012″.


Fonte: http://www.bahianegocios.com.br/destaques/wagner-intervem-no-inema-e-demite-presidente-para-facilitar-liberacao-de-projetos-paralisados-na-bahia/

FÉRIAS

Parece um absurdo ser aposentado e está de férias. É uma realidade que estou vivendo, rumo a Machu Picchu, Linha de Nasca, Lago Titicaca, Deserto de Atacama e Vale del Condor.

http://www.ecoexpedicoes.com.br/proximos_passeios_machu_pichu_julho_2013.html

Deputado renuncia em protesto ao PT

Deputado renuncia em protesto ao PT

O deputado federal Maurício Rands (PT-PE) oficializou nesta sexta-feira (6) seu pedido de renúncia. Em documento lido pelo deputado João Caldas (PSDB-AL), no exercício da presidência da sessão, Rands declara que sai da vida pública e desfilia-se do partido para exercer “mais plenamente” a cidadania. Rands argumenta que abre mão do seu cargo motivado pela postura da direção nacional do PT em relação à candidatura para prefeitura de Recife, quando a disputa interna foi suspensa em benefício do senador Humberto Costa (PT-PE). “Depois da decisão da direção nacional do PT, impondo autoritariamente a retirada da minha candidatura e a do atual prefeito [João da Costa], recolhi-me à reflexão. Concluí que esgotei por inteiro minha motivação e a razão para continuar lutando por uma renovação no PT”, escreveu na nota intitulada Carta ao Povo Pernambucano. No documento, o parlamentar considera um “grave equívoco" a Executiva Nacional do PT ter imposto, a partir de São Paulo, um candidato à prefeitura da capital pernambucana. O congressista acredita que a medida provocou danos na relação com o partido.  “Diante da minha discordância com essa ruptura provocada pela direção nacional do partido, concluí que cheguei ao fim de um ciclo na minha vida de militante partidário”, pontuou. De acordo com o Regimento Interno da Casa, a renúncia ainda precisa ser publicada Diário da Câmara dos Deputado para ser efetivada, o que deve ocorrer na próxima segunda (9).

CADÊ O RIO QUE PASSAVA AQUI?


Terras que servem de especulação imobiliária na cidade é transformada em Loteamento com o nome de Condomínio Morada Real. Pela falta de fiscalização da Prefeitura e por abuso de poder, por ser do irmão do diretor do INEMA – Instituto de meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, o especulador imobiliário dá uma aula de como matar uma nascente urbana do Rio itapicuru Mirim, com a conivência da maior autoridade do Meio Ambiente da Bahia.
A nascente que tinha aqui com uma grande área alagada conforme vegetação característica ficou assim:
Antes

Depois

Veja no detalhe as duas árvores nas fotos, é a mesma imagem, antes e  depois. Para dar vazão a quantidade de água que corre neste rio que faz a drenagem de todas as águas que cai no morro que separa a Caeira da Vila Feliz passa por este loteamento e deságua no rio Itapicuru por esta galeria que o DER-BA há trinta anos na construção da rodovia dimensionou.

Galeria construída pelo DER-BA por baixo da rodovia

O especulador imobiliário reduziu o ria a esta manilha

Ao adquirir um terreno neste loteamento saiba que ele está sendo questionado no Ministério Público e como o proprietário tem usado o Diretor do INEMA, que é seu irmão, que deveria fiscalizar o empreendimento e não fez por ser da família. Temos a certeza que o Ministério Público se pronunciará a respeito do grave crime ambiental.

Não adquira terreno onde por baixo corre um rio reprimido por dreno. Zele pelo seu investimento. Cadê o rio? Cadê a APP – Área de Preservação Permanente? O especulador comeu! Saiba o que está por baixo de seu lote!

Rio drenado





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