Produção do oeste baiano deve crescer mais de 40%


Fernanda Pressinott

A safra de grãos e de algodão na região oeste baiano, a principal do Estado e da região de Cerrado conhecida como "Mapitoba", localizada na confluência entre os Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, deverá alcançar 8,7 milhões de toneladas nesta safra


A safra de grãos e de algodão na região oeste baiano, a principal do Estado e da região de Cerrado conhecida como "Mapitoba" - localizada na confluência entre os Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia - deverá alcançar 8,7 milhões de toneladas nesta safra 2013/14, de acordo com projeção divulgadas na sexta-feira pela Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba) em conjunto com entidades e empresas do setor. Se confirmada, a colheita será 41% superior à registrada em 2012/13.

Apesar de a safra de soja ter começado a ser semeada com atraso, em consequência de uma estiagem, o plantio da cultura atingiu no oeste da Bahia cobriu até a semana passada 98% da área total estimada em 1,31 milhão de hectares - 4,4% superior a da temporada passada. A produção da oleaginosa deverá alcançar 4,4 milhões de toneladas.

O plantio de milho já foi encerrado, com uma ampliação de área de 6,9%, para 265 mil hectares. A colheita do grão tem potencial para alcançar 2,59 milhões de toneladas. Já a área destinada ao algodão deverá crescer 20,3% com os preços mais remuneradores da cultura. Assim, a produção da fibra no oeste baiano poderá chegar 1,234 milhão de toneladas.

INEMA CONTINUA COM A PRÁTICA do "ctrl C"

Bacia do Itapicuru - Ponte do Jorro (Foto Almacks Luiz)

O INEMA talvez para justificar a ANA - Agência Nacional das Águas e a sociedade, deflagou o processo de RENOVAÇÃO dos membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Itapicuru, que tem como seus principais rios o Itapicuru Açu, que nasce na divisa de Pindobaçu/Mirangaba e o Itapicuru Mirim que tem suas principais nascentes nos municípios de Jacobina, Miguel Calmon e Mirangaba.

O Órgão gestor das águas da Bahia lançou o processo eleitoral em pleno período que o Estado está em regime de CONTINGÊNCIA (caixa fechado), praticamente não fez nenhuma publicidade para mobilização e com isso menos de 15 entidades da sociedade civil se inscreveram para o processo de renovação do Comitê do Itapicuru, tudo isso faz parte do jogo político/econômico para que os grandes grupos da mineração e da irrigação tenham maioria e façam o que bem entender com águas que banham 53 cidades da Bahia. 

Enquanto a sociedade civil em pequeno número e principalmente o pequeno usuário faz parte do processo eleitoral, os grandes grupos como: Yamana Gold, que tem tem três Plantas na Bacia: Jacobina, Santa Luz e Barrocas; FERBASA, Distrito de Irrigação de Ponto Novo (leia-se Sítio Barreiras), Ponto Novo Fruticultura Ltda e Irmãos Pelegrini.

O governo do estado, através do INEMA releva tanto o problema que ao publicar em sítio http://www.inema.ba.gov.br/wp-content/uploads/2013/12/Lista-Preliminar-de-Habilitados-e-Inabilitados-para-participar-da-Plen%C3%A1ria-Eleitoral-de-Renova%C3%A7%C3%A3o-do-CBH-do-Rio-Itapicuru.pdf a 1ª lista dos habilitados, usa a lista o cabeçalho da lista de divulgação do Comitê Verde e Jacaré.

Como tem funcionários deste Órgão que lê os meus escritos tenho certeza de que vão fazer a correção, mas para não me chamarem de mentiroso após a correção no sítio, eis a prova:


MPF ajuíza ação para recuperar e conservar a APA Gruta dos Brejões, em Morro do Chapéu/BA!



O Ministério Público Federal (MPF) no município de Irecê propôs ação com pedido liminar contra o Estado da Bahia, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a União Federal, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o município de Morro do Chapéu/BA, com o objetivo de garantir uma maior preservação à área de proteção ambiental (APA) Gruta dos Brejões/Vereda do Romão Gramacho, localizada na região, a 384 km da capital.

A APA Gruta dos Brejões, sob gestão do Estado, corresponde, além da gruta dos Brejões, a uma área de 11.900 hectares, situada nos municípios baianos de Morro do Chapéu, São Gabriel e João Dourado, apresentando 15 cavernas ao todo. Possui, em seu interior, 32 painéis de pinturas rupestres, o que representa grande fonte de estudo e pesquisa sobre a pré-história. Pesquisas de paleontologia já resgataram, na gruta, fósseis de animais extintos há aproximadamente 11 mil anos, estando muitos deles hoje no Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais/BH. A Gruta dos Brejões apresenta, ainda, relevância religiosa e turística, recebendo intenso fluxo de visitantes, principalmente de romeiros.

A ação proposta pelo MPF destaca informações do relatório de vistoria do Iphan, que aponta variadas ameaças à conservação da gruta tanto pelo desgaste natural – menos prejudicial às pinturas rupestres –, quanto pela visitação turística descontrolada. Esta, no entanto, é apontada pelo instituto como o fator que mais contribui para a degradação, em função de “pichações, lixo, poluição, furtos para exploração comercial das rochas e danos ao material paleontológico”.

Segundo o procurador da República Samir Nachef, que atua no caso, “a ação civil pública busca, dentre outras medidas, o tombamento dos sítios de pinturas rupestres presente na unidade de conservação, a melhoria das condições de acesso e visitação turística à APA e, sobretudo, a reparação dos danos já causados a este patrimônio ambiental, histórico e cultural tão ímpar.” O procurador ressalta, ainda, que a ação visa disciplinar a visitação ao local sem, entretanto, interferir na prática do turismo religioso.

A Lei nº 9.985/2000 determina que o plano de manejo de uma unidade de conservação - documento técnico que estabelece o zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da unidade – deve ser elaborado no prazo de cinco anos a partir da data de sua criação. Segundo a ação, o decreto que instituiu a APA de Brejões é datado de 1985, mas apesar do prazo ter expirado há mais de trinta anos, o plano ainda não foi elaborado. Foi identificada, ainda, a necessidade de um plano de manejo turístico, para definição de infraestrutura e regras que ajustem a visitação, em busca da conservação da área.

Pedidos - na ação o MPF requer, liminarmente, que seja determinado: ao Estado da Bahia obrigação de apresentar, em noventa dias, um cronograma para a realização dos diversos estudos científicos necessários à elaboração do plano de manejo para a APA Gruta dos Brejões/ Vereda do Romão Gramacho e sua conclusão, incluindo plano de manejo turístico; à União, ao Ibama e ICMBio a adoção de medidas emergenciais de poder de polícia para coibir a depredação das cavernas e sítios arqueológicos; ao Iphan contratar, no prazo de trinta dias, profissionais aptos ou empresa especializada para efetuar a limpeza e restauração das pinturas rupestres presentes na APA e realizar o levantamento dos dados dos sítios arqueológicos necessários para o registro e o tombamento da Gruta dos Brejões como patrimônio histórico-cultural, dentro de 90 dias.

Nos pedidos finais, requer a confirmação dos pedidos liminares e a adotação de medidas de poder de polícia cabíveis para zelar pela integridade dos bens da União, pondo-os a salvo de quaisquer riscos ambientais, bem como a implementação de medidas de conservação e melhorias no acesso à área, no policiamento, na conservação ambiental e na sinalização.

Número para consulta processual: 0005267-86.2013.4.01.3312 - Justiça Federal em Irecê/BA.dourado

Governo Dilma firma compromissos com camponeses/as durante Audiência Popular do Semiárido



Uma reivindicação de diversos movimentos sociais populares e entidades que construíram a Jornada de Lutas no mês de outubro no Vale do São Francisco, aconteceu na última quarta-feira (27) a Audiência Popular do Semiárido, evento que reuniu mais de mil pessoas na sede da Codevasf, em Juazeiro (BA). Vindos de diversas regiões do Nordeste, estiveram presentes movimentos sociais do campo e da cidade que defendem lutas históricas como Reforma Agrária, Acesso à Água e Soberania Alimentar, considerando a viabilidade da Convivência com o Semiárido.

A pauta da audiência, construída por Movimentos que integram a Via Campesina (MPA, MAB, MST) em conjunto com outras organizações que vem se articulando em âmbito nacional e regional, como Articulação do Semiárido (Asa), Articulação de Fundo e Fecho de Pasto, Articulação Popular São Francisco Vivo, reivindicava quatro pontos centrais: 1 - Criação de Política específica de segurança hídrica para o Semiárido; 2- Assentamento de famílias acampadas e regularização fundiária de comunidades tradicionais; 3 - Estruturação das comunidades camponesas a partir da efetivação do Plano Camponês e programas como o Luz para Todos, em especial para comunidades atingidas por barragens; 4 - Soberania Alimentar, considerando a necessidade de medidas de conservação e uso da biodiversidade, levando em conta as particularidades do Semiárido, necessidade de produção de sementes crioulas, recaatingamento, proibição do uso de agrotóxicos, etc.
Durante a audiência, representantes dos movimentos reforçaram a pauta e ouviram de órgãos dos governos alguns compromissos. O Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em nome da presidente Dilma Rousselff, anunciou:

- Revisão da política de irrigação e modelo atual dos perímetros irrigados, uma vez que os recursos públicos brasileiros tem sido usados quase exclusivamente para o capital devem contemplar a agricultura familiar, inclusive fazendo assentamentos nas áreas dos perímetros;
- Assentamento de 600 famílias do Acampamento Abril vermelho (MST) em duas áreas a serem definidas e em uma área do Perímetro Irrigado Salitre, onde as famílias estão acampadas desde abril de 2012. Propôs uma mesa permanente de negociação.

- Retomar estudos para o Canal da Batateira, admitindo que muitos recursos públicos foram investidos, mas que um novo projeto será elaborado;
- Continuidade da construção de placas sob a coordenação da Asa. O ministro disse que o governo compreende a campanha contra as cisternas de polietileno, mas não há como extinguir a produção existente que contou com investimentos públicos. Propôs uma reunião posteriormente em Brasília para aprofundar a discussão acerca do assunto;

- Expansão do Programa Luz pata Todos para todas as comunidades em torno das hidrelétricas, com o compromisso de contemplar todas até o final desta gestão do governo Dilma;

- Reserva de área na região para produção de sementes crioulas, uma ação que será desenvolvida dentro do Programa Nacional de Agroecologia, lançado recentemente pelo governo federal;

- Continuidade e ampliação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que tem beneficiado agricultores/as familiares e contribuído com o consumo de alimentos saudáveis;
Por fim, o ministro sugeriu o monitoramento desses compromissos que se somam a outros anunciados pelo presidente da Codevasf, Elmo Vaz e pela vice-presidente do Incra, Érica Borges, que lembrou que os órgãos estão presentes neste momento apenas devido a mobilização popular.

Avaliação

De acordo com Leomárcio Araújo, da coordenação do MPA, a realização desta audiência foi uma conquista dos movimentos organizados, mas ainda há muito o que avançar, sobretudo no que diz respeito às comunidades tradicionais. Leomárcio avalia ainda que 80% dos compromissos firmados contemplam os assentamentos, o que faz parte de uma luta histórica do MST. Algo novo destacado pelo militante foi a garantia de área para produção de sementes crioulas, uma reivindicação que está diretamente relacionada à pauta central das comunidades camponesas que tem a agricultura como base de sua subsistência.

Como resultado fica ainda o fortalecimento da organização popular e a “necessidade da continuidade da articulação entre as entidades que construíram até aqui, temos o desafio de seguir de modo articulado”, comentou Leomárcio. Concordando na avaliação, o coordenador geral do Irpaa e representante da Asa no evento, Ademilson da Rocha (Tiziu), disse que o governo “deu respostas para uma parte significativa da pauta, mas isso não quer dizer que tá efetivado, precisa haver acompanhamento, ações de mobilização dos movimentos não podem parar, tem que ser visto como mais um passo”.

Alguns pontos de pauta continuam sem resposta, a exemplo de políticas estruturantes de acesso á água, como construção de adutoras, especialmente para as comunidades de sequeiro, e outras ações que vem sendo reivindicadas pela sociedade civil na perspectiva de uma Política Nacional de Convivência com o Semiárido, debate que vem sendo intensificado pela Asa desde 2012 e que já conta com a adesão de alguns estados.

Representatividade e diversidade de pautas

Na audiência houve ainda a “Fila do povo”, espaço em que organizações manifestaram-se quanto a alguns temas abordados, como a necessidade de discutir o Semiárido para além da irrigação e dos assentamentos, os usos das águas disponíveis, especialmente pensando a revitalização do Rio São Francisco, a construção de novas barragens na região, conflitos por água em comunidades ribeirinhas enquanto o governo segue com as obras da Transposição do São Francisco. Na ocasião também foi entregue um documento ao ministro com proposições para a Reforma Agrária no estado da Bahia.

Compareceram ainda representantes dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Ministério da Integração, Superintendências regionais da Codevasf, Câmara de Deputados da Bahia e de Pernambuco, Consórcio do Território Sertão do São Francisco, além de vereadores de municípios da região, sindicatos, ONG’s, associações, movimento estudantil, Levante Popular da Juventude, pastorais sociais, entre outros.


Érica Daiane Costa
Irpaa/Articulação Popular São Francisco Vivo
Texto e Foto: Comunicação Irpaa


Regiões de Jacobina, Irecê e Seabra discutem ZEE



O Governo da Bahia, por meio das Secretarias do Meio Ambiente (Sema) e de Planejamento (Seplan), iniciou no último dia 12, no município de Seabra, a primeira das 11 audiências públicas para apresentar o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), do Estado da Bahia. As audiências públicas têm o objetivo de apresentar e discutir a proposta preliminar do ZEE junto aos diferentes setores da sociedade e do poder público nos territórios.
A ação é um instrumento da Política Nacional e Estadual de Meio Ambiente (Lei Federal nº 6.938/81, Decreto Federal n.º 4297/02 e Lei Estadual nº 10.431/06) que visa orientar o planejamento, a gestão e as decisões do poder público, do setor privado e da sociedade em geral, considerando as potencialidades e limitações ambientais e socioeconômicas, tendo por objetivo maior o desenvolvimento sustentável.
O ZEE Bahia possibilita a incorporação das variáveis ambientais, nos projetos realizados pelo governo, por meio do diálogo com a sociedade, além de desenvolver alternativas de melhor uso dos recursos naturais e propor tecnologias sustentáveis.
De acordo com o superintendente de Estudos e Pesquisas Ambientais da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Luiz Antonio Ferraro, o encontro foi bastante produtivo. “O ambiente da audiência pública foi construtivo, com todos os presentes contribuindo com sugestões importantes para os territórios participantes", afirmou.
Já para o superintendente de Planejamento Estratégico da Secretaria de Planejamento (Seplan), Ranieri Barreto, o evento superou as expectativas. “Tivemos uma participação significativa e de muita qualidade”, disse. “Todas as sugestões foram devidamente anotadas e serão inseridas no nosso relatório final”, completou.
O diretor de Políticas Territoriais da Seplan, Thiago Xavier, também elogiou o nível das discussões. Para ele os territórios convocados para este primeiro evento demonstraram que realmente estão preocupados e interessados na discussão de políticas públicas, meio ambiente e desenvolvimento sustentável. "Ficamos felizes em perceber o sentimento de participação e preocupação das pessoas para com a região onde escolheram para viver", salientou.
Estiveram participando do evento que aconteceu no auditório da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), da cidade de Seabra, cerca de 200 representantes dos territórios de identidade de Irecê, Chapada Diamantina e Piemonte da Diamantina, entre eles prefeitos, vereadores, secretários municipais e outras lideranças da região. O município de Jacobina foi representado pelo secretário municipal do Meio Ambiente, Ivan Aquino do diretor de Turismo, Adroaldo Ribeiro e do técnico da Associação de Ação Social e preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (Aspaff). O Território foi representado pelo Agente de Desenvolvimento Territorial da Seplan, Gervásio Lima e pelo gestor ambientar, Almacks Luiz.
Mais informações sobre o ZEE e as datas e locais das próximas audiências, através do site: www.zee.ba.gov.br

GOVERNO DA BAHIA AUTORIZA INSTALAÇÃO DE TORRES DE ENERGIA EÓLICA EM PARQUE ESTADUAL NA BACIA DO SÃO FRANCISCO

EMENDA 01/2013 DO GOVERNO DA BAHIA AUTORIZA A INSTALAÇÃO DE TORRES EÓLICA NO PARQUE ESTADUAL DE MORRO DO CHAPÉU, QUE ABRIGA NASCENTES DOS RIOS SALITRE E VERDE E JACARÉ QUE PERTENCEM A BACIA DO SÃO FRANCISCO E DO RIO ITAPICURU, JACUIPE, PARAGUAÇU E UTINGA, CONTRARIANDO TODOS OS INSTRUMENTOS AMBIENTAIS - 

ZONEAMENTO ECONÔMICO E ECOLÓGICO.







Projeto de lei que altera limite do Parque Estadual Morro do Chapéu é apreciado na Assembleia!



Nesta terça-feira (12), o deputado estadual Bira Corôa relatou em sessão plenária da Assembleia Legislativa o projeto de lei n° 20.503/2013, que altera os limites do Parque Estadual Morro do Chapéu, significando uma ampliação de pouco menos de 6 mil hectares. Na oportunidade, houve um pedido de vistas pelo deputado de oposição, Carlos Gaban (DEM).

Segundo Bira Corôa, com a medida, o Governo do Estado ampliará a extensão da área protegida, de modo a garantir a segurança e a qualidade da fiscalização desta unidade de conservação, além da preservação da fauna e da flora, da regularização da situação fundiária e da ocupação humana e do pleno desenvolvimento das atividades econômicas nas áreas referidas.

“Com a aprovação do projeto o intuito é garantir a biodiversidade, promover o desenvolvimento de atividades de educação ambiental e o turismo ecológico em Morro de Chapéu. Sendo assim, trata-se de matéria de relevante interesse social, voltada para a preservação do meio ambiente, devendo ser aprovado pelos Parlamentares desta Casa, após vistas solicitadas pelo deputado Gaban,” afirmou Bira Corôa

ARRECADAÇÃO DO CFEM VAI A BANCARROTA EM JACOBINA E QUEBRA O MITO DA SUSTENTABILIDADE

Nova barragem de rejeito da Yamana - 17 ha de supressão de vegetação sem compensação

Nas repartições públicas, nos bancos, nos hospitais, clínicas, botecos e acima de tudo no “parlamento” sempre ouvíamos dizer que a Yamana Gold era o maior pagador de impostos da cidade e assim justificava o passivo social e ambiental gerados pela empresa, alegando que a mineração tem sustentabilidade.
A pequena marola que atingiu a mineradora canadense, que no ano de 2012 pagou aos cofres públicos referentes ao CFEM – Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Mineral (não é um imposto), o valor de R$ 4.443.770,19 referentes à exploração do ouro no ano de 2012.

Estamos em outubro de 2013, décimo mês do ano e até agora só foi recolhido pela Yamana aos cofres públicos, o valor de R$ 1.949.254,01. Quer dizer que, se continuar neste patamar só chegará em 31 de dezembro com R$ 2.599.005,34.

Diga-se de passagem que é a maior cobiça dos prefeitos das cidades que tem mineração, porque não sendo um imposto e sim uma compensação financeira, 65% do valor arrecado pelo Governo Federal vem para a conta da Prefeitura Municipal, em que é empregado? Kkkkkkk, pergunte ao seu vereador se ele entrou com um Projeto de Lei para destinar o CFEM para o Fundo Municipal de Meio Ambiente?

Perguntei a um morador do Itapicuru se o helicóptero que vem pegar o ouro também diminuiu as viagens e ele falou que acha até que as viagens aumentaram. Pergunta que não quer calar por que a arrecadação caiu tanto?
Ano :
2012
Arrecadação por :
Subs. Agrupadora
Ordenação por :
Operação
Regiao :
Nordeste
Estado :
Bahia
Municipio :
JACOBINA

Maiores Arrecadadores
Arrecadador (Subs. Agrupadora)
Valor
Operação
Recolhimento
CFEM
% Recolhimento
CFEM
1
MINÉRIO DE OURO
435.876.142,33
4.443.770,19
1,01%

2
ARGILA
94.027,65
1.887,09
2,00%

3
SILVANITA
42.020,42
84,45
0,20%

4
MÁRMORE
0,00
12.089,33
0,00%

Total
436.012.190,40
4.457.831,06
1,02%





Ano :
2013
Arrecadação por :
Subs. Agrupadora
Ordenação por :
Operação
Regiao :
Nordeste
Estado :
Bahia
Municipio :
JACOBINA

Maiores Arrecadadores
Arrecadador (Subs. Agrupadora)
Valor
Operação
Recolhimento
CFEM
% Recolhimento
CFEM
1
MINÉRIO DE OURO
194.925.402,00
1.949.254,01
0,99%

2
GRANITO
285.085,47
5.526,57
1,93%

3
MÁRMORE
164.992,30
13.731,16
8,32%

4
ARGILA
77.112,11
1.546,68
2,00%

Total
195.452.591,88
1.970.058,42
1,01%

DNPM - Departamento Nacional de Produção Mineral
S.A.N. Quadra 01 Bloco B - 70.041-903 - Brasília - DF
Tel: (61) 3312-6666 / Fax: (61) 3225-8274


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