PREPARATIVOS PARA A FEIRA SEMIARIDOSHOW 2015 ESTÃO EM RITMO ACELERADO




Na área de exposição da Feira SemiáridoShow 2015 a coloração amarronzada do solo começa a ser sobreposta por tons variados de verde: são as variedades de mandioca, espécies forrageiras, agroenergéticas e florestais, feijão e milho, um total de quase 80 variedades destes cultivos em fase de crescimento e que devem estar no ponto de colheita à época de realização do evento, no período de 20 a 23 de outubro.
Elias Moura Reis, engenheiro agrônomo da Embrapa Semiárido, revela que, ao todo, serão 12 hectares cultivados com as variedades e todas tem como característica comum a adaptação às condições climáticas da região, pesquisadas para ter ciclo curto de produção. Isto, afirma Elias, diminui os riscos de perdas das plantas com a irregularidade das chuvas.
De cima do mirante com quatro metros de altura se pode observar a feira tomando a forma de exposição de alternativas para as/os agricultores/as conviverem com o Semiárido. Além dos cultivos, alguns plantados individualmente outros em forma de consórcios, demonstrações de apriscos, galinheiros, criação de animais apropriados ao clima, variadas tecnologias de captação e armazenamento da água da chuva e muito mais possibilidades serão expostas durante os quatro dias da Feira.
Para o técnico da Embrapa, o que não vai faltar nesta sexta edição da Feira SemiáridoShow são inovações tecnológicas para os sistemas de produção da região. Algumas delas são construções e equipamentos de baixo custo que podem ser muito eficientes na criação de galinha caipira e produção de hortas comunitárias com até 500 m2, que têm sido instalados em propriedades assistidas pelo Programa Brasil Sem Miséria (PBSM).
A Feira demonstra e torna acessível para o/a pequeno/a agricultor/a pesquisas e experiências sobre produção agropecuária no Semiárido, com tecnologias apropriadas, que dialogam com a realidade das famílias que vivem na região semiárida do Brasil, afirma Josemário Gonçalves, colaborador do Irpaa. Ele diz ainda que a participação deste público ao longo das edições da Feira impulsiona o aperfeiçoamento destas pesquisas e ações expostas no evento.
Na área, será abordada também a regularização fundiária das comunidades tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto, assim como o manejo adequado da Caatinga e técnicos da Embrapa e do Irpaa estão concluindo, junto com o Ministério do Meio Ambiente, um sistema para aproveitamento de água salobra na criação de peixes e irrigação de espécie forrageira.
De acordo com Elias, até o início do evento tudo deverá está funcionando a contento e as/os visitantes poderão avaliar a adoção das variedades e dos sistemas de produção. Isso irá se somar a um conjunto de palestras, seminários, minicursos que poderão fornecer mais detalhes com relação às tecnologias.
Além destas demonstrações, as famílias também terão acesso a pesquisas desenvolvidas por 16 unidades da Embrapa, que irão demonstrar na prática os cultivos de variedades. A Feira SemiáridoShow acontece de 20 a 23 de outubro de 2015 deste ano, na Embrapa Produtos e Mercados, Petrolina (PE). A Feira é realizada pela Embrapa em parceria com o Irpaa. O evento será aberto ao público das 8h às 17h.
Texto e Foto: Ascom SemiáridoShow 2015

VOOS A PARTIR DE JACOBINA

Viajando no tempo
Uma passagem e diversas histórias 

  
  


Um bilhete de passagem aéreo datado de 18 de dezembro de 1967, da Varig (Viação Aérea Rio Grandense), de um voo que partiu às 8 horas, da Capital Capixaba, Vitória, com destino à Salvador, foi encontrado recentemente em um terreno baldio de Jacobina.
Para quem gosta de números; 573 meses depois, ou 47 anos e 10 meses após, a passagem que custou NC$ 67,50 (sessenta e sete cruzeiros novos e cinqüenta centavos), sendo equivalente nos dias atuais a R$ 144,00 (cento e quarenta e quatro reais), conforme o site ‘Calculadoras online’: (http://www.profcardy.com/calculadoras/atualizacao-monetaria-calculada.php). Um absurdo de dinheiro para a época. Com a valorização da moeda brasileira, quem pretender fazer o mesmo trecho no dia 18 de dezembro de 2015, adquirindo a passagem antecipadamente, terá que desembolsar cerca de 900 reais.
Um simples bilhete, apenas uma comprovação que alguém com alguma relação com a cidade do ouro tenha feito o trajeto ligando as duas capitais e que provavelmente, por na época ser algo não comum, sendo exclusividade apenas dos mais abastados, tenha sido guardado como um ‘troféu’, uma ostentação pessoal. Para se ter uma ideia, a hoje falida Varig, que foi durante muito tempo a maior empresa brasileira e uma das maiores companhias aéreas do mundo, ganhou destaque pelo seu serviço de bordo requintado em todas as classes de voo. O serviço de bordo chegava a oferecer caviar na primeira classe, e em alguns voos o jantar tinha churrasco no espeto.
Recordando - Naquele ano, 1967, em 19 de julho, um acidente aéreo matou o primeiro presidente do regime instaurado pelo Golpe Militar de 1964, o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. O avião que ele viajava chocou em pleno ar com um jato da FAB. No seu governo Castelo Branco promulgou vários decretos-leis e 4 atos institucionais, que, entres outras arbitrariedades, reprimiram as manifestações contrárias às atitudes à sua administração com severidade (através da bala e do cassetete), estendeu a eleição indireta também aos governadores e deputados, determinou que os prefeitos fossem nomeados pelos governadores locais, fechou o Congresso e aprovou uma nova Constituição, que dava legalidade ao regime ditatorial. Além de manter as eleições indiretas, diminuiu a autonomia dos estados.
Voos Jacobina x Salvador x Jacobina x Fortaleza – No início da década de 60 a empresa TAS (Transportes Aéreos Salvador) realizava vôos regulares aos sábados e domingos entre Jacobina a Salvador e Jacobina à Fortaleza, com ‘escalas’ em Feira de Santana e Petrolina, em aeronaves DC-3, com capacidade média para 20 passageiros. Conforme tabela de horários da empresa na época, o voo partia às 8 horas da manhã de Fortaleza (CE) e fazia escala em Jacobina às 13h40, onde a tripulação e os passageiros tinham um tempo para o almoço:
TAS 400 – Sábados
Salvador 08:30 08:55 Feira de Santana 09:15 10:05 Jacobina 10:25 11:15 Petrolina
Petrolina 12:15 13:20 Cariri 13:50 14:50 Quixadá 15:10 15:45 Fortaleza
TAS 401 – Domingos
Fortaleza 08:00 08:35 Quixadá 08:55 09:55 Cariri 10:25 11:30 Petrolina
Petrolina 12:30 13:20 Jacobina 13:40 14:30 Feira de Santana 14:50 15:15 Salvador
Liberação - Recentemente a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), liberou o aeródromo de Jacobina para vôos civis com renovação válida por dez anos. Interditado desde 2011, o Aeroporto 2 de Julho estava sendo utilizado clandestinamente por aeronaves de pequeno porte. A cidade está entre os 20 que participarão do Plano Aeroviário da Bahia (PAE/Bahia), com a expectativa de investimentos da ordem de R$ 800 milhões até o ano de 2033, em 20 aeroportos, por meio do poder público e de concessões. De acordo estudos, o país possui mais de 6 dezenas de destinos com demanda para receber vôos da aviação comercial regular, mas que não entraram ainda na malha das companhias aéreas por falta de infraestrutura adequada.
Tragédia – Por volta das 12h40, do dia 5 de junho de 1997, uma aeronave modelo BEM 820 C Navajo, da empresa Bahia Táxi Aéreo (Bata), decolou do Aeroporto de Jacobina com destino a Salvador e imediatamente, após a decolagem iniciou uma curva acentuada a baixa altura e em seguida colidiu com um poste de energia elétrica e logo depois com o solo e como conseqüência dos impactos os quatro ocupantes morreram no local. De acordo as investigações, a hipótese mais provável para o acidente foi uma falha no motor esquerdo por falta de combustível. “Foi iniciada a decolagem às pressas para Salvador, para que a carga (de ouro) fosse embarcada para São Paulo às 15h30”, diz um trecho do relatório da investigação.

A canção mais tocada no Brasil em 1967 era Gina, do cantor inglês, Wayne Fontana, seguida de Coração de Papel, do sertanejo Sérgio Reis.

“Se você pensa
Que meu coração é de papel
Não vá pensando, pois não é
Ele é igualzinho ao seu
E sofre como eu
Por que fazer chorar assim
A quem lhe ama...

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador

Minha água, minha vida

Escassez da água, problema de todo o mundo

Da Reportagem

Nasci e cresci com abundância de água. Não fui educado para economizar água. Em Moscou, capital do comunismo, não conheci escassez de água. Em Nova York, capital do capitalismo, não tive racionamento de água. E não comprava galão de água. A da torneira é potável, sempre.

Em Nova York, bebe-se água das montanhas (Catskill, do rio Delaware) de boa qualidade. Fruto de parceria com fazendeiros e proprietários de terra. Gente consciente de seu papel na sociedade. Não há estação de tratamento. Apenas filtragem da água que percorre 300 km por aquedutos para abastecer a cidade na qual acontece o maior evento brasileiro no mundo. Criei o Brazilian Day em 1985, na Rua 46, entre Quinta e Sexta Avenidas. O primeiro foi dedicado ao mineiro Tancredo Neves.

Na minha infância era tanta chuva, córregos, nascentes, que com as chuvas mixurucas de Moscou e Nova York, eu sonhava com os torós que desciam pelas ruas e calçadas em direção ao rio Cuiabá, atualmente recebendo, in natura, 70% do esgoto da cidade. Corixos, córregos, lagoas, olhos d’ água, do Pantanal, estão contaminados por agrotóxicos, vinhoto, pesca predatória, desmatamento, lixo.

Mas, para compensar e alegrar foi construída a Arena Pantanal da Copa eleitoral de Lula/Dilma. Com o over price poderíamos ter avançado na conclusão das obras do esgotamento sanitário.

Eu estava em Moscou quando os ucranianos Churyumov e Gerasimenko identificaram e batizaram o cometa Chury, atualmente, mais conhecido como 67P.

Chury tem gelo sobre rochas que irradiam luz quando ele está próximo ao Sol. E o gelo derretido produz filetes de água. E onde há água, há vida. Mesmo que em estado microscópico. Saberemos se a água do cometa é compatível com a nossa. Se for, avançaremos na teoria que a Terra recebeu extraterrestres. E a origem da “nossa” vida não estaria aqui.

Mas, os crentes em Deus não devem ficar furiosos. Há gente no Vaticano a dizer: “A possível descoberta de vida em outro planeta não colocaria a teologia cristã em crise. Nesse contexto, Deus é o criador de tudo, logo, também seria criador desses outros habitantes”.

Pacto com o Diabo: vendo a minha alma por cem anos - Desde que li Simone Du Beauvoir, não desejo ser eterno. Mas, assim como os siameses LD (Ela sou Eu), fazem acordo “até com o diabo pra ganhar eleição”, eu posso vender a minha alma, já impura, para o Capeta. Quero estar vivo e atuante, daqui a cem anos.

Pois, no ritmo das viagens espaciais, exitosas, como essa de Rosetta e seu Philae, conhecerei um ET, de carne e osso. E faria tudo para, daqui a cem anos, ver o que restou dos rios de Mato Grosso (ou Mato Fino). Como estará o rio Araguaia, Tocantins, Madeira, S. Francisco? Ver o que sobrou da Amazônia.

E no dia do Juízo Ecológico quero ver a cara dos Caras que governaram e que levaram rios, fauna, flora, água, ao estado de calamidade e tragédia. Para ver esse dia vendo a minha alma ao Satanás.

Ideologia X Tecnologia - Desde “em se plantando tudo dá” recorremos aos recursos naturais abundantes, porém, finitos. Desperdiçamos, usamos mal, inventamos mitos, heróis, desculpas: “Deus é brasileiro”. “Rezando, chove”.

“Vá, derrube a mata, e fique rico. Grila, invade, assenta, depois vende. Para a olaria e o carvão do churrasco, corte árvores. Não tem gás? Derrube a arborização próxima. Jogue o lixo no rio, no mato”. A cultura do coitadinho tudo permite: invadir, desmatar, construir, em área de preservação ambiental.

Quem está derrubando a Amazônia? - Por acaso, são suecos, finlandeses, canadenses, russos, belgas, os que continuam queimando, desmatando, destruindo, fauna, rios, do Nordeste, Sudeste, Amazônia? “Todos os rios do Brasil estão desprotegidos”.

O fanatismo religioso ensina: “O sangue da hóstia (da beata) é o sangue de Cristo”. “O mar vai virar sertão”. Se, por causa da seca, o nordestino da caatinga é um forte, o que dizer dos beduínos, de caravanas milenares pelo deserto, dos africanos das savanas desmatadas, dos esquimós, dos russos das geleiras siberianas? Seriam eles fortíssimos? Semideuses? A ideologia, outrora libertadora, agora a serviço de uma nova elite, a PPC: político pilantra corrupto perpetua o atraso. E dependência e atraso dão voto.

Água do mar - Em Israel, tecnologia, criatividade, seriedade nacional, vencem a escassez de água. Mais da metade do território de Israel é desértica. Do mar Morto, com dez vezes mais sal, não é possível produzir água potável (por enquanto). A solução está no Mediterrâneo. 80/% das casas do país recebem o “milagre” da água salgada/doce. Israel exporta a sua tecnologia para 40 países.

Recuperação e transposição do S. Francisco - A recuperação toma tempo. Não dá voto. A transposição dá voto e muito dinheiro extra. “Água do velho Chico é sonho antigo que eu transformei em realidade”. Como a segunda Copa do Mundo no Brasil passando a bolada de cinco bilhões para empreiteiras amigas. As da propina, do caixa 2.

O rio S. Francisco com os seus 2,8 mil km2 passa por sete estados. Das obras com orçamento (inicial) de 7 bilhões, informam que o Eixo Leste tem 67% de conclusão. E o Eixo Norte 47%.

Sete anos se passaram (conta de mentiroso). A previsão para o final da Transposição é 2016/2017. Ou em julho/agosto de 2018, ano das eleições presidenciais. O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, segue por Bahia e Pernambuco, mudando de curso chega ao oceano Atlântico pela divisa Alagoas/Sergipe.

A insegurança aumenta enquanto o rio encolhe. Há que se perguntar, sempre: Transposição de quê? O rio já está com vazão reduzida. Poderá perder, drasticamente, o volume de água? Há que pensar, sempre: os estados banhados pelo velho Chico estão no litoral. E com tecnologia, como a de Israel - não com ideologia do atraso - o Nordeste pode combinar soluções para a escassez de água. O sertão poderá usar água do mar.

“Lula ignorou o Atlas Nordeste de Abastecimento” - Há controvérsias. João Suassuna, autor do livro “Transposição do Rio São Francisco na perspectiva do Brasil Real” diz: “Ninguém é maluco de ser contra um projeto que pretende levar água para 12 milhões de pessoas. Os canais irão abastecer o agronegócio, as fazendas de criação de camarão e os projetos irrigados. O povo continuará abastecido por caminhão pipa na caatinga e não vai ver a água da transposição”. “O governo Lula ignorou o Átlas Nordeste de Abastecimento, que tem todas as fontes de água, e se implantado, beneficiaria 30 milhões de pessoas do semi-árido com metade do custo previsto para a transposição”.

95% da energia elétrica nordestina saem das águas do S. Francisco que irrigam 340 mil hectares com o cultivo crescendo a 5% ao ano. Não há proteção, arborização, limpeza. Todas as cidades banhadas pelo rio jogam seus esgotos, agro tóxico, lixo, no velho Chico mal usado, alquebrado. Com a sua nascente e afluentes, secando.

“Fala-se em sudestino com dinheiro no exterior. Mas há muito dinheiro nordestino em bancos suíços, nos paraísos fiscais” (P. Anderson, banqueiro em NY).

A indústria da seca continua faturando. Há o nordestino forte, em desviar recurso de açudes, irrigação, poços artesiano, caixa d’ água, caminhão pipa. Há o nordestino sofredor nas mãos de coronéis, usineiros, religiosos, políticos safados, esse sim é forte, na resistência passiva e na dependência.

Péssimo no manejo de águas e florestas - Deus já mostrou que está cansado das mentiras e safadezas brasileiras. O seu representante na Terra é argentino. O manejo e o uso da água, mais que uma questão de engenharia, números, obras, no Brasil, é uma questão de comportamento, atitude, de cultura. Dilma tem que falar e governar para a nação. Não somente para o eleitorado dela/dele. Ou ela governa para o país, ou para a eleição de Lula em 2018.

A mulher reeleita para cuidar do país deveria ter lucidez, coragem, para não liberar recursos para o Minha Casa, Minha Vida, em margens de represas, áreas de preservação ambiental. E fazer mutirão nacional para retirar predadores (pobres e ricos) das margens de reservatórios.



Criança bebendo água, arte de Luiz Pinto 

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=477731

HOJE 21/07/2015 FICO SEXY, SEXAGENÁRIO!

Almacks Jr., Catiuscia, Almacks e Maria Aparecida


Em julho do ano passado (2014), uma grande fração dos 200 milhões de brasileiros passou a conhecer melhor os alemães, pois 7 X 1 não dá para esquecer tão facilmente, principalmente para os jovens. Mas, enquanto os jovens conheciam melhor os alemães na Copa de 2014, nós, sexagenários, lutamos contra os alemães há algum tempo. Desta data em diante começa a preocupação com os alemães Alzheimer e Parkinson. Isso acontece porque estas são doenças responsáveis pela falta de memória nos idosos. Além destas, há também a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), Encefalopatia Espongiforme Transmissível, que acomete normalmente pessoas com idade entre 60 e 80 anos, com uma idade média de morte de 67 anos.

Chego aos 60 anos bem mais amparado do que os meus avôs Francisco e Cipriano, e até mesmo que meu pai Nicanor Carneiro. Aposentado há 5 anos por tempo de serviço (35 anos e 6 meses de contribuição paga ao INSS), atualmente busco o instrumento jurídico da desaposentação  (direito a uma revisão no valor do benefício, reconhecido através do Recurso Especial nº 1.334.488/SC), por enquadrar-me na nova Lei, 95/90 (60 anos de idade e 35 de serviço). E ainda tem um medi-cú que me chama de “vagabundo”, o que me leva a deduzir que deve ser ainda pela ascendência que o FHC exerce sobre a vida do dito cujo.

Aos 60 anos faço o que quero, com quem quero e aonde quero. Ah se na minha mocidade pudesse ter exercido essas prerrogativas. E por falar em prerrogativas, posso também relembrar que apesar de estar completando 60 anos hoje, já passei por situações difíceis junto com meus familiares.

Comecei a trabalhar com 6 anos de idade fazendo e vendendo Moreninha aos que não podia tomar um guaraná Fratellevita ou um guaraná Caçula. Em 1964, com apenas 9 anos de idade, fui processado a primeira vez pela 6ª Região Militar (golpe militar de 1964, documentos recuperado pelo Grupo de Estudos da UNEB, do Campus Jacobina, com a coordenação do prof. Fábio). É importante deixar claro que o que alguns insistem em chamar de revolução tratou-se de um golpe, porque revolução é a que muda o modo de viver de uma sociedade e não tivemos a verdadeira revolução, os militares não revolucionaram a educação, a saúde e as condições de vida de nosso povo.

Neste período citado eu tinha um primo que pertencia a um dos “Grupos dos 11, ou GR11”, células que se estabeleciam em determinados setores para discutir socialismo e ouvir a PRA-9, Rádio Mayrink Veiga, que tinha como carro chefe e líder de audiência o programa de Leonel Brizola, líder das esquerdas unificadas na Frente de Mobilização Popular. Fui processado porque o meu primo usava o meu nome para se corresponder com militantes da URSS e com o pessoal do Brizola, além de pedir para que fôssemos comprar em Nelson Dourado e em Benedito Gomes (os contemporâneos lembram-se de quais casas comerciais me refiro) “roxo-terra”, produto que pisávamos com uma pedra e diluíamos em água para a turma de maior idade pichar as esquinas da cidade com os temas e frases coordenadas pelo líder local, Dr. Ivanilton Costa. Na época, o Dr. Ivanilton Costa já questionava o funcionamento da mineração de ouro em Jacobina, os direitos trabalhistas e o monopólio da política da cidade. Ele se lançou candidato a prefeito e foi derrotado na “apuração dos votos”, daí veio o ditado tão popular para os que têm 60 anos: a “Prata é falsa”. Nesta época eu era um adolescente e nós não tínhamos nenhuma proteção, não tínhamos o Estatuto da Criança e Adolescente – ECA, ou seja, não tínhamos prerrogativas nenhumas.

Chego hoje aos 60 anos cheio de prerrogativas, amparado por várias Leis: 10.448/2000, 10.741/2013 e recentemente pela 13.146/2015. Será que os meus amigos que não conseguiram entender porque troquei o “ter pelo ser”, mesmo tendo um medi-cú que não entende isso e me trata de vagabundo e até ameaça de morte por ter optado por defender os interesses difusos e coletivos, têm conhecimento do que estas leis podem fazer por nós idosos, nos dando alguns direitos, muito mais do que prioridade nas filas deste país?

Celebrar 30, 40, 50 e 60 anos acontece uma vez, os anos passam e são sempre motivos para celebrar a vida, noite de gala, uma comemoração mais clássica, boa gastronomia, boa música, a ocasião merece porque ao completar 60 anos a vida continua. Continuam os sonhos, antes filhos, agora netos, viagens, e quem sabe, depois de ter conquistado uma graduação aos 50, eu possa pensar no mestrado aos 60 e doutorado aos 65 não é o melhor remédio para combater os alemães?

A História do CFEM em Jacobina - Reflexão para a Semana do Meio Ambiente


Mineração a céu aberto - João Belo
Foto de Amilton Mendes

A Compensação Financeira pela Exploração Mineral – CFEM foi criada pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral – DNPM através da Lei 7.990/89. A partir do ano de 2004, o DNPM transferiu para o município quase 20 milhões de reais até 31 de dezembro de 2014.
Pela foto exposta, deduz-se que jamais a Compensação Financeira seria capaz de recuperar a Serra do João Belo ou outra área impactada pela atividade minerária.
ANO
REPASSE
2004
R$ 40.605,20
2005
R$ 316.233,22
2006
R$ 1.042.677,21
2007
R$ 787.680,89
2008
R$ 1.059.302,69
2009
R$ 2.153.942,82
2010
R$ 2.451.523,34
2011
R$ 2.868.205,25
2012
R$ 4.457.796,68
2013
R$ 2.504.864,72
2014
R$ 2.215.630,28
TOTAL
R$ 19.899,462,30
Fonte: www.dnpm.gov.br
A Lei ambiental vigente no município é a Lei nº 1.116, de 20 de dezembro de 2012, aprovada às pressas, para satisfazer o Poder Executivo da época.
Para aprovar esta Lei, participamos de duas discussões e chamávamos atenção para o CAPÍTULO XII – Do Fundo Municipal de Conservação Ambiental – FMCA.
O Executivo da época tinha mandado o projeto da Lei para o Legislativo, achando que ganhava as eleições municipais e agiu de má fé neste Capítulo, especialmente na redação do Art. 123Constituem receitas do Fundo Municipal de Conservação Ambiental – FMCA” ...: Não citou a CFEM, bem como as receitas de possíveis Royalties e Compensações das energias renováveis (eólica).
Neste período de discussão as entidades ambientalistas me procuraram e juntos fizemos a crítica, porém as mesmas entidades ocuparam vaga no CONSELHO DE MEIO AMBIENTE e 2 (dois) anos depois nunca foram capazes de propor uma DELIBERAÇÃO pedindo a vinculação da CFEM e os Royalties e Compensações das energias renováveis ao Art. 123 da Lei 1.116/2012.
A nossa Câmara Municipal de Vereadores deve estar composta por vereadores de quase todos os “P” das siglas partidárias deste país. Por que nenhum vereador apresentou Projeto de Emenda da referida lei ambiental de Jacobina até hoje? Qual a conveniência em deixar esta Compensação sem ser anexada ao FMCA?
Só para clarear a mente dos Conselheiros de Meio Ambiente e aos vereadores de Jacobina, o Comitê da Bacia do São Francisco – CBHSF, através de Edital de Licitação Nacional, lançou um Projeto Hidroambiental para recuperação das nascentes do rio Salitre no município de Morro do Chapéu e Várzea Nova através do ATO CONVOCATÓRIO -13/2012, no valor de R$ 838.389,05 e conseguiu realizar:
Discriminação
Quantidade
Definição
Cercamento de nascentes
1.881 metros de cercas em arame farpado e estacas de eucalipto tratado

Barraginhas
930
Bacia de Contenção
Lombadas
930
Adequação de estradas vicinais
Terraceamento
190 ha
Área de intervenção

Assim, com R$ 19.899.462,30 arrecado em 11 anos, se estivesse sendo aplicado no meio ambiente, daria para ter recuperado praticamente todas as nascentes dos rios do Ouro e Itapicuru no município, implantado de fato e de direito o Parque Municipal Nilson Valois (Macaqueira), revitalizada a Lagoa de Antônio Teixeira Sobrinho e recuperada as Áreas de Preservação Permanente – APPs.
Almacks Luiz Silva
Gestor Ambiental
CRA-BA N° 2-00819
Extensão em Gestão Participativa de Bacias Hidrográficas - UFS/UFAL
Extensão em Ações de Gestão para Controle da Poluição em Bacias Hidrográficas - UFBA
Residência Agrária em Processos Históricos e Inovações Tecnológicas no Semiárido - PRONERA/INSA/UFPB/VIA CAMPESINA.

A seca épica da Califórnia: só resta um ano de água



As guerras pela água limitada que há na Califórnia já duram, no mínimo, um século. Guerras da água já foram temas de filmes de sucesso, dentre os quais “Da Terra Nascem os Homens” (The Big Country)com Gregory Peck, de 1958; “O Cavaleiro Solitário” (Pale Rider), de Clint Eastwood, em 1985; Waterworld, de Kevin Costner, 1995; e, de 2005, Batman Begins. O mais aclamado foi o vencedor do Oscar de 1975, Chinatown com Jack Nicholson e Faye Dunaway, uma trama entre um político corrupto de Los Angeles e especuladores de terra, para fabricar a seca de 1937 e forçar os fazendeiros a venderem suas terras a preços baixos. A trama baseou-se num fato histórico, mostrando as batalhas entre os fazendeiros de Owens Valley e as construtoras que erguiam Los Angeles, pelos direitos da água.

Hoje, a guerra da água prossegue, em escala ainda maior, com novos atores. Já não se trata só de fazendeiros contra os rancheiros ou os urbanites. Agora, é o povo contra os 
novos “barões da água”– Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Monsanto, a família Bush & sua gangue – que estão comprando água em todo o planeta num ritmo sem precedentes.

Uma seca de proporções épicas
Numa conferência de imprensa dia 19/3/2015, o presidente interino da assembleia estadual da Califórnia, Kevin de Leon, 
alertou que “Nenhuma crise é hoje mais grave, para nosso estado, que a falta de água.”

Jay Famiglietti, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em La Cañada Flintridge, Califórnia, escreveu, no 
Los Angeles Times, dia 12 de março:

“Nesse momento, o estado da Califórnia tem água para mais um ano em seus reservatórios, nossa reserva estratégica está sendo rapidamente consumida. A Califórnia não tem plano de contingência para uma seca prolongada como essa (muito menos para uma mega-seca de 20 anos ou mais), exceto, ao que parece, declarar estado de emergência e rezar pedindo chuva.”

Mapas indicam que as áreas da Califórnia 
mais duramente atingidas pela mega-seca são as áreas nas quais é cultivada uma grande porcentagem do que os norte-americanos comem. A Califórnia fornece 50% da comida do país, e mais alimentos orgânicos que qualquer outro estado. Western Growers estima que, no ano passado, 500 mil acres de terra agricultável foi deixada sem semear, área que pode aumentar em cerca de 40% esse ano. E na agricultura desapareceram 17 mil empregos, no ano passado; e mais, em 2015.

Fazendeiros com contratos com o Central Valley Project, um vasto sistema federal de irrigação, não receberão água pelo segundo ano consecutivo, 
segundo as previsões preliminares. Cidades e indústrias receberão 25% dos totais contratados, para garantir abastecimento suficiente para segurança e garantia da saúde pública. Além do racionamento, há o problema dos resíduos tóxicos lançados nas bacias de água, por empresas de petróleo que extraem pelo sistema de fracking. Economistas estimam o custo da seca, em 2014, em $2,2 bilhões.

Não há plano de contingência
O projeto Delta, de um túnel gigante de água, concebido para pôr fim aos problemas de fornecimento de água do sul da Califórnia, aspirando água do norte, foi adiado em agosto passado, em função de reclamações de residentes em Delta e de proprietários de terras. O projeto continua parado, enquanto o Departamento de Recursos Hídricos da Califórnia revisa cerca de 30 mil petições/manifestações. Quando ou se o projeto chegar a ser afinal implementado, demorará anos para concluir a construção, a um custo estimado de $60 bilhões, incluídos os custos de financiamento (mais altos que o da construção).
Enquanto isso, não se vê qualquer busca por alternativas que aumentem a oferta de água, além dos limitados recursos de água subterrânea. Por que não? Observadores céticos observam que a água já é chamada de “próxima boom-commodity”. Para Christina Sarich, escrevendo emNationOfChange.org,

“Numerosas empresas já se posicionaram para lucrar com a crise de falta d’água. Em vez de proteger as reservas existentes, implementar regulações estritas e trabalhar para inventar novos meios para captar água de chuva ou dessalinizar água do mar, a agenda empresarial corporativa está pronta, como cascavel enrolada, para ganhar trilhões com a nossa sede.

Essas cascavéis enroladas incluem Monsanto e outras empresas de biotecnologia, que estão desenvolvendo 
sementes resistentes a seca e resistentes ao alumínio, à espera para dar o bote quando os plantadores de produtos orgânicos jogarem a toalha. Pequenos e grandes produtores e de leite e derivados orgânicos foram os mais duramente atingidos pela seca, porque as pastagens certificadas onde as vacas têm de ser alimentadas estão desaparecendo.

Alguns críticos sugerem que, como em in Chinatown, a seca é obra humana, disparada não só pela quantidade jamais vista de emissões de carbono, mas também por “geoengenharia” – disparar alumínio e outros particulados nas nuvens, para, à primeira vista, bloquear a terra contra o aquecimento global (embora possa haver outros motivos). Dia 15/2/2015, Ken Caldeira, do Carnegie Institute for Science em Stanford observou que a geoengenharia é o único modo conhecido para resfriar rapidamente a Terra. Para ele, “uma pequena frota de aviões consegue fazer o que fazem os vulcões – criar uma camada de micropartículas na atmosfera, que reflete a luz do sol de volta ao espaço. Resfriar a terra por esse método pode ser rápido, barato e fácil.”

Mas a mesma técnica também impede a formação de chuvas. Segundo a patente EUA #6315213, registrada pelo exército dos EUA dia 13/11/2002, “O polímero é disperso dentro da nuvem e o vento da tempestade agita a mistura, o que leva o polímero a absorver a chuva. Essa reação forma uma substância gelatinosa que se precipita. O processo diminui a capacidade de a nuvem produzir chuva.”

Observadores mais desconfiados perguntam-se se tudo isso não seria parte de um plano maior. Christina Sarich observa que, enquanto o estado passa sede, alternativas para aumentar o suprimento de água permanecem na gaveta:

Engenheiros químicos no MIT já mostraram como é possível dessalinizar água do mar – eletrodiálise, com potencial para tornar potável a água do mar, 
mais depressa e a menor preço, sem remover contaminantes como sujeiras e bactérias; e há nanofiltros baratos que podem filtrar micróbios e produtos químicos da água para consumo humano. Para odesigner Arturo Vittori, a solução para a catástrofe da água não está em altas tecnologias, mas numa cesta gigante que coleta água potável do ar, por condensação.

Mobilizando águas subterrâneas

Outro recurso que permanece sem ser mobilizado é a própria água “primária” da Califórnia – água recentemente produzida por processos químicos no interior da Terra que jamais foram parte do ciclo hidrológico de superfície. Essa água é criada quando há condições adequadas para que o oxigênio possa combinar-se ao hidrogênio e é continuadamente empurrada para cima, sob grandes pressões do interior da Terra, e chega à superfície onde encontra fissuras ou falhas. Essa água pode aparecer em qualquer ponto do planeta. É a água que flui nos poços em oásis no deserto, onde não há nem chuvas nem nascentes de montanhas que os alimentem.
Estudo comentado na revista Scientific American de março de 2014 fala da presença documentada de vastas quantidades de água acumulada nas profundidades do planeta, gerada, não por chuva de superfície, mas por pressões ativas naquelas profundidades. O estudo confirmou que “há muito, muito grande quantidade de água retida numa camada realmente distinta, na Terra profunda (...), ali acumulada em quantidade que se aproxima da que há atualmente nos oceanos do mundo.”

Em dezembro de 2014, 
BBC News noticiou os resultados de um estudo apresentado na reunião de outono da American Geophysical Union, no qual pesquisadores estimam que há mais água retida na crosta profunda da Terra, que em todos os seus rios, pântanos e lagos somados. Pesquisadores japoneses já haviam  divulgado resultados de pesquisas, na Science de março de 2002,  segundo os quais o manto mais profundo pode conter cinco vezes mais água que os oceanos da superfície do planeta.

Provas dramáticas de que terremotos podem liberar água das profundezas da Terra apareceram em agosto passado, quando o vale Napa sofreu terremoto de magnitude 6.0. Solano County recebeu, repentinamente, 
um novo fluxo massivo de água em ravinas locais, inclusive um fluxo noticiado de 200 mil galões/dia, só de Wild Horse Creek. Esses fluxos aumentados permanecem ativos, intrigando pesquisadores que visitaram a área.

De onde estaria vindo aquela enorme quantidade de água? Se estava sendo liberada de algum aquífero raso, algo teria de preencher o volume da água que saía, à razão de mil galões/minuto – mais de dez vezes acima do fluxo de antes do terremoto. Seriam de esperar desabamentos massivos, mas não houve relato de qualquer desabamento. Evidentemente aquelas águas novas estavam subindo de fontes muito mais profundas, libertadas por fendas criadas pelo terremoto.

É o que diz Pal Pauer do Instituto de Águas Primárias, e dos maiores especialistas mundiais em mobilização de águas primárias. Depois de décadas de estudos de águas primárias, e 
projetos bem-sucedidos de perfuração, Pauer demonstrou que essa abundante fonte de água pode ser acessada, para suplementar nossa atual oferta de água. A água primária pode ser diretamente mobilizada, ou pode ser encontrada misturada a água secundária (e.g. aquíferos) alimentada por fontes atmosféricas. Técnicas novas e sofisticadas, que usam dados de satélites e aeronaves de pesquisa geofísica permitem localizar água subterrânea a água primária em rochas, por um processo chamado “fracture trace mapping,” pelo qual se identificam grandes fraturas mediante análise de dados recolhidos das aeronaves e satélites para perfuração exploratória.

Pauer insiste que é possível perfurar um poço suficiente para atender uma comunidade inteira, gerando grandes volumes de água, em apenas dois ou três dias, ao custo de cerca de $100 mil. Todo o estado da Califórnia poderia ser suprido por cerca de $800 milhões – menos de 2% do que custa o muito controverso projeto Delta de túneis de água – e esse resultado poderia ser alcançado sem roubar do norte, para dar de beber ao sul.

As Guerras da Água Continuam
Sucessivos governos da Califórnia têm-se mantido indiferentes a essas propostas. Em vez de qualquer pesquisa ou discussão complementar, o estado decidiu regular a água subterrânea. Em setembro, foram aprovadas três leis que estabelecem o quadro geral da regulação das fontes subterrâneas de água da Califórnia, evento que marcou a primeira vez na história do estado em que se faz algum manuseio em grande escala da água subterrânea. Até agora, a nova lei está considerando essa água como um bem protegido por direitos de propriedade. 
The Los Angeles Times noticiou:

Muitos interesses da agricultura continuam a fazer ferrenha oposição à nova lei. Paul Wenger, presidente da California Farm Bureau Federation, disse que as leis “podem vir a ser vistas como ‘históricas’ pelas razões erradas”, dado que agridem drasticamente a produção de alimentos. (...)

“Vai realmente começar uma luta de vale-tudo na disputa pela propriedade da água,” disse Patterson [deputado representante de Fresno na Assembleia], que previu que os planos da regulação vão disparar uma enxurrada de ações judiciais.

E assim prosseguem as guerras da água. O 
Banco Mundial adotou recentemente uma política de privatização da água, com fixação de preços para o comércio do recurso. Para Ismail Serageldin, um dos ex-diretores da instituição, “as guerras do século 21 serão guerras pela água.”

No filme Chinatown, os oligarcas corruptos levam a melhor. A mensagem parece ser que o direito nada pode contra a violência mais brutal. Mas, armados agora com essa poderosa ferramenta do século 21, a Internet, que pode gerar consciência nas grandes massas, e também pode produzir ação coordenada, talvez agora, afinal, o direito vença. *****

Tradução Vila Vudu

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