A Jacobinense Simone Alves bate recorde sul-americano dos 5.000m


Com a bandeira brasileira, Simone Alves comemora o novo recorde
A atleta Simone Alves da Silva quebrou o recorde sul-americano dos 5.000m na noite de ontem (20), na nova pista do Ibirapuera, em São Paulo (SP), aberta para o evento-teste Desafio Internacional Olímpico de Atletismo. Com o tempo de 15m18s85, a baiana superou a marca de Carmem de Oliveira, 15m22s01, que durava desde 1993.

"Venci com muita diferença. Já vinha tentando o recorde nesta prova e cheguei muito perto. Pensei em tentar o índice pro Mundial (15m12s02), mas no fim meu braço começou a travar", revelou a fundista.

"A gente estava na expectativa pelo recorde. A Simone tem 26 anos, uma idade muito boa. Ela está empolgada e vamos competir no exterior para ela ser mais exigida", contou o treinador Adauto Domingues. (Com informações do portal G1 -)



Veja também http://almacks.blogspot.com/2011/03/depoimento-de-simone-alves-no-tags-do.html

ANDANDO PELO SALITRE


Amigos e guardiães do Salitre, chegamos ontem após três dias andando pelo Rio, percorremos as nascentes (Boca da Madeira, Covão, Carro Quebrado, Jacarezinho e etc), que é a região de área de recarga das nascentes do Salitre em uma altitude de até 1062 metros em relação ao nível do mar, até a Barragem de Ourolândia, e na outra semana vamos fazer de Ourolândia até a Foz em Campos dos Cavalos, município de Juazeiro.
Temos recebido muitos recados de que o Rio não teve enchente neste ano que está sendo até agora um ano atípico aqui para o semiárido, Pernambuco, alagoas e a própria capital baiana estão derretendo em água, Salvador ontem foi o dia que teve a maior precipitação, passou dos 100 mm de chuva em um só dia.
Assim num trabalho extra Comitê (junto com o pessoal da CPT), resolvi como se diz na gíria dá um rolé pelo Salitre e constatamos que realmente a média de chuva na região do Salitre está sendo bem baixa, e segundo um morador do Tamburil (Morro do Chapéu), que tem pluviômetro este ano naquela localidade só choveu 62 mm.
É claro que é um problema mundial chuva de mais em um local e falta de chuva em outros, porém temos disponível até os nossos dias a mesma quantidade de água desde o tempo do Dilúvio que apareceu o salvador da pátria Noé (kkkkk). Más com as nossas práticas boas podemos atrair chuva para uma localidade, como também podemos expulsá-la de outras, e é isso que está acontecendo na área de recarga do nosso velho Salitre.
Enquanto efetuavam a transição de ingá para INEMA (coitada da Ingazeira espécie conhecida por nós beradeiros que confiscaram o seu nome para criar a sigla para representar a água e a biodiversidade do órgão ingestor baiano que foi  extinguido por falta de eficiência, enquanto a espécie resiste a secas e intempéries as margens dos nossos rios secos).
E nesta transição, orquestradamente as empresas de energia eólica têm acabado com a região de recarga das nascentes do Salitre (entorno do Parque Estadual de Morro do Chapéu). Como vamos ter água no rio se não temos precipitação? Como vamos preservar a pouca água do rio se não temos APPs? Temos mais de 40 barramentos irregulares, o que Ingá fez nos quatro anos para pelo menos mitigar esta situação? O que nos salvava eram os topos de serras que faz o divisor de água entre Salitre e Verde Jacaré que o INEMA está permitindo a instalação de 1800 torres de energia eólica, sem sequer discutir com o Comitê que está fazendo o seu Plano de Bacia.
Por falar em Plano de Bacia, a CODEVASF apesar dos convites feitos pelo Comitê, porque o Ingá nunca teve a ousadia de convidar este órgão para vir apresentar o Plano de saneamento que está em andamento nas cidades de Várzea Nova e Ourolândia que fica 100% dentro da bacia e as margens da Calha do Rio Salitre respectivamente, nunca foi apresentado. A pesar de que a CODEVASF é MEMBRO TITULAR representando o Governo Federal.
Como será o tratamento destes resíduos? Onde será lançado? Quando o Ingá deu a OUTORGA para lançamento? Quais os cuidados que devemos ter com lançamentos em rio intermitente? Como será a diluição?
Apesar de que a LEI Nº 11.445/07 diz que o Saneamento tem que se integrar com os Planos de Bacias e todos os municípios brasileiros até o final de 2012 terá que ter este instrumento cumprido para não ser penalizado, deixo a Pergunta: Vale a pena o governo gastar quase R$ 1.4 milhões para fazer o Plano de Bacia do Rio Salitre sem se interessar e preocupar-se com estas situações?
Será que o INEMA fará alguma coisa pelo Salitre?

DESCARTE DOS RESÍDUOS DOS SANITÁRIOS QUÍMICOS NO MICARETA ECOLÓGICO DE JACOBINA 2011



É sabido por todos que durante os dias 13 a 15 deste mês de maio, aconteceu em Jacobina a Micareta intitulada pela Prefeitura como “Micareta com ecologia, sustentabilidade na folia”, conforme material de divulgação da própria Prefeitura em cartaz, rádio, blg’s e Tv’s.


Porém a prática da Prefeitura e da Empresa (JILMÁRIO ESTRUTURAS, fone (74) 8815-0087, (75) 8170-7670 e (77) 9137-0790) por ela licitada ou contratada para instalação, manutenção e descartes dos resíduos sólidos dos Sanitários Químicos no percurso do Micareta, não cumpriram as normas especificas para o serviço que foram contratadas. Vale ressaltar que, estranhamente coincidência ocorreu, pois a mesma Empresa contratada pela Prefeitura prestou serviços para os Camarotes privados conforme se verifica no vídeo.
As recomendações elementares para a prestação de serviço envolvendo banheiro quimicos são:
a)     Segundo a Associação Internacional de Sanitários Portáteis, em um evento, é recomendado o uso de 01 banheiro químico para cada 200 pessoas, por um período de até 4 horas, o que não aconteceu em nossa cidade, que limpavam apenas uma vez no dia e não tinha sanitários químicos necessário para a quantidade de pessoas no circuito do micareta.
b)    Tanto contratante (Prefeitura) como contratado (Empresa) deve ter ciência de que esses parâmetros precisam ser respeitados, para não haver problemas com relação à manutenção dos banheiros.
c)     A Contratante deve ter controle ou no mínimo informes comprováveis do descarte dado pela Contratada aos dejetos coletados nos banheiros químicos, pois, se os dejetos forem descartados em local inapropriado, a contratante assume o risco de ser autuada como co-responsável pelo incidente, tendo que responder na justiça por crime ambiental.
d)    A manutenção e a higienização devem ser feita por equipe especializada em limpeza profissional, treinada e equipada com todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva, o que também não foi respeitado, pois os trabalhadores que fizeram esta operação não usavam tais equipamentos.
e)     Após a utilização dos banheiros todo o produto acumulado na caixa de dejetos deve ser recolhido com caminhão tanque, construído especificamente para limpeza de banheiros químicos com todos os equipamentos e dispositivos exigidos nas normas de segurança e certificação ambiental inerentes, conforme vídeo.
No Micareta de Jacobina, os dejetos foram recolhidos por um simples processo de sucção montado em um reboque puxado por um dos carros da Empresa Contratada, onde o descarte foi lançado diretamente na rede de captação de águas pluviais conforme vídeo, e a água para higienização era captada direto do já poluído Rio Itapicuru por funcionários da Empresa com um balde, como se verifica no vídeo.
O descarte do resíduo final deve ser feito nas estações de tratamento de esgoto doméstico com todos os documentos e certificados exigidos pela agência ambiental nas cidades que têm este tratamento e na falta deste será responsabilidade da Contratante indicar o melhor local para ser lançado, porém nunca deverá ser lançado próximo de um corpo d’água.
E tendo a consciência de que cabe ao pode público e à coletividade o dever de defender as Causas Ambientais enquanto imposição legal da Constituição Brasileira, assim, protocolei hoje dia 18/05/2001 OFERECIMENTO DE DENÚNCIA ao Ministério Público para que possa se inteirar desta prática e tomar as medidas cabíveis.

URGENTE – População de Caetité está impedindo passagem de 13 caminhões com lixo radioativo vindos de São Paulo


De acordo com informações enviadas por Zoraide Vilasboas, do Movimento Paulo Jackson, milhares de pessoas estão agora na vigilia em Caetité, em frente ao Cemitério da cidade, conseguindo impedir a passagem do comboio radioativo, composto por 13 caminhões, que chegou na cidade, por volta das 19h, carregados de material atômico destinado ao distrito de Maniaçu, onde funciona a unidade unidade de extração e beneficiamento de urânio, em atividade no Pais.

A convocação para a manifestação foi feita pela rádio educadora e por carro de som, ao longo desta tarde, e a  população optou em peso por exercer a sua cidadania, impedindo a passagem do material.

Mais informações podem ser acessadas em notícia postada mais cedo, clicando aqui.


BA – Caetité faz vigília contra lixo do Programa Nuclear Brasileiro que pode chegar à cidade esta noite


Por racismoambiental, 15/05/2011 17:27

A Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité (Ba), a Comissão Pastoral da Terra e o Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania estão convocando as populações da região (Caetité, Lagoa Real e Livramento) para uma grande vigília contra o lixo atômico e em defesa da vida, logo mais, às 19:30h, na saída de Caetité para Maniaçu, onde funciona a unidade de mineração e beneficiamento de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

Antes cogitado para chegar na próxima semana, tudo indica que o comboio radioativo, possivelmente vindo de São Paulo, que chegaria à Bahia  na próxima semana, foi antecipado para hoje, revoltando a população local que está se mobilizando para rejeitar a carga nuclear, que deverá passar pela sede do município, rumo ao distrito de Maniaçu. Os sindicatos de trabalhadores do Rio de Janeiro e de Brumado estão questionando a insegurança com que este transporte está sendo feito e os riscos que isto representa para os trabalhadores, as populações e o meio ambiente.

Na última quinta-feira, a Rádio Educadora Santana de Caetité tratou do assunto, levantando a possibilidade da carga radioativa ser a mesma que saiu da cidade de Poços de Caldas (MG), na década de 1990, destinada a São Paulo para ser utilizada pela Marinha Brasileira em um projeto de submarino nuclear.  Ainda segundo informações extra-oficiais, depois de usado no projeto, esse material ficou confinado em algum lugar da capital paulista (Interlagos?), até ser liberado para voltar a Poços de Caldas.

Em 2000, quando a carga voltaria a Minas, o então governador, Itamar Franco, proibiu a entrada da carga radioativa no Estado, inclusive colocando um helicóptero para sobrevoar a área da INB, impedindo a entrada ou saída de caminhões com contêineres. Na quinta-feira passada, os microfones da Educadora de Caetité foram colocados à disposição da direção da INB e reservado o horário da sexta-feira para esclarecimentos, mas ninguém se pronunciou até o momento (http://www.icaetite.com.br).

Ficam os questionamentos: Qual o motivo desta carga vir para Caetité, uma vez que a mina aqui contida é tida como a sexta maior reserva do mundo e a maior da América Latina? O que a INB pretende fazer com esta carga perigosa? Quais os riscos ambientais para Caetité e quais os riscos de maior exposição à radiação para os moradores das localidades circunvizinhas da INB? O que pensa o poder público sobre a questão? Será que o Prefeito sabe desta manobra da INB?

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http://www.icaetite.com.br/?lk=4&id=7567, atualizada com  informações enviadas por Eliel Freitas Jr para a lista do CEDEFES.

BLOCO DOS CÃES MICARETA JACOBINA

Clique na foto para ver e baixar o álbum completo do desfile dos Cães no Micareta 2011 de Jacobina

Valdemar Pereira da Conceição, o popular 'Fecha Beco' ao chegar em Jacobina vindo de Cruz das Almas, recôncavo Baiano em meados dos anos 40, criou o Bloco Carnavalesco "Os Cão".

Hoje o Grupo “Os Cão” faz parte da nossa cultura e é presença marcante na Micareta de Jacobina tendo se apresentado também de eventos em Salvador. Adenor Gondim da revista FFW Mag! Fotografou e fez uma bela matéria com os título “Carnaval dos Diabos! Conheça o Bloco Os Cão de Jacobina” lançado no Brasil e no exterior.

O grupo é uma manifestação única no mundo e que teve início em Jacobina por volta da década de 20. "O grupo era forma de protesto ao fim do Carnaval e início da Quaresma, quando as festas eram proibidas pelos católicos durante esse período". O grupo cultural estava desaparecendo, quando a Coordenação de Cultura de Jacobina resgatou a manifestação e realizou diversas apresentações em eventos da cidade. A apresentação do grupo é de uma criatividade única.

São cerca de 40 homens que se pintam de preto com uma mistura feita à base de óleo comestível e tinta xadrez, batom vermelho, chifres e dentes artificiais. Existe ainda o anjo Gabriel, a alma e a única mulher do grupo, a Pelada, que é a mulher dos Cão. Toda uma história é contada. O anjo Gabriel vem salvar a alma, que está sendo assediada pelos Cão (que simbolizam a tentação do Carnaval) e uma batalha é travada de maneira muito divertida e animada. (TEXTO RETIRADO DE: http://blogdeourolandia.blogspot.com/2011/01/jacobina-morre-o-popular-fecha-beco-o.html)

Só que do meu tempo de criança para cá, algumas pessoas que tem contribuído para o não desaparecimento deste Bloco que representa uma das Culturas de Jacobina, têm se aproveitado e incluído novos “elementos” ao Grupo dos Cão. Até quando estes vão entenderem que culturalmente não é válido o acréscimo destes “elementos” estranhos a Entidade?

ASPAFF VAI A PASSARELA DO MICARETA "ECOLÓGIO E SUSTENTÁVEL" DE JACOBINA PARA FAZER PROTESTO CONTRA A ALTERAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL E A YAMANA GOLD



Clique na foto para ampliar e baixar (fotos Almacks Luiz, ao usá-las dê o crédito)

ASPAFF – Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte, em parceria com a SOS MATA ATLÂNTICA que vem fazendo a nível nacional protestos sobre a FLEXIBILIZAÇÃO do Código Florestal Brasileiro, usou a passarela do Micareta “Ecológico e Sustentável” de Jacobina neste dia 14 de maio (sábado), para fazer o protesto em nossa cidade. Vários membros da Associação e simpatizantes a causa ambiental usaram várias faixas e cartazes para registrar a posição da entidade quanto ao problema nacional e foi pontuado a nível local a mineradora Yamana Gold que vem destruindo as nossas serras e as nossas águas.

Durante a manifestação o Secretário de Cultura, Sr. Arilson Teixeira, colocou o nariz de palhaço como a maioria dos manifestantes usava e incorporou-se aos manifestantes que em um momento relâmpago quando um dos manifestantes passava com um cartaz por traz do Secretário este fez um gesto para pousar para os fotógrafos Almacks Luiz e Stell Braga o que resultou na foto apresentada no início desta nota.


NOTA - TEXTO PROVISÓRIO ENQUANTO SAI A NOTA OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO

TRÊS RIOS E UM DESTINO


João Bosco

É óbvio que se Jacobina fosse uma cidade industrial, sua situação ecológica seria bem pior que a atual. Imagine que sem indústrias ou fábricas, conseguimos quase exterminar nossas nascentes e mananciais. Somos incapazes de revitalizar três pequenos cursos de água que cortam a cidade: os rios do Ouro, Canavieiras e Itapicuru-Mirim.

Como se não bastassem os esgotos da cidade jorrarem para dentro dos rios, se ver de dia tamanho, indivíduos inconsequentes despejarem nos leitos dos rios, o lixo acumulado de suas lojas e moradias, como se lá fosse o depósio destinado a este fim. Pessoas que agem desta maneira, deveriam encontrar primeiro, uma fórmula de como viver sem água. Animais mortos e lixos hospitalares não deviam serem jogados no rios.
Porque se formos analisar bem a questão, chegaremos a conclusão de que poderemos sobreviver sem qualquer outro tipo de líquido. Menos sem a água.

Não se conhece uma só pessoa em Jacobina, empresários, donos de oficinas, marmorarias, madeireiras, gráficas, políticos, açougueiros, lavradores, fazendeiros, etc., que tenham um mínimo de preocupação para com a preservação do meio ambiente. Imagina aonde eles jogam seus esgotos e lixos? A Prefeitura Municipal, tem sua oficina mecânica praticamente no meio do rio do Ouro; o depósito de lixo da cidade é localizado nas margens de um riacho que desagua na Lagoa de Antônio Teixeira Sobrinho. Lagoa essa, que deveria ser preservada como uma reserva ambiental.  A Hila Transportes, no Bairro da Caeira e a urbanização da avenida Paulo Souto, vem contribuindo e muito na degradação da natureza, pois poluem e o soterram, maldosamente, o Itapicuru-Mirim. Porque tudo que não presta, que contamina, que entoxica, que mata... tem que ser jogado nas águas?

A ganância por dinheiro e a falta de planejamento urbano vem sendo as principais causas do crescimento desordenado das cidades.

Em leitos de rios, não são lugares de construir moradias. Se alguém falar em preservação ambiental em Jacobina, corre o risco de ser trucidado pelos empresários gananciosos e avarentos.

Uma fórmula bem simples e eficaz e que até uma criança seria capaz de exercê-la, é: Não soterrar os rios e nascentes, não jogar produtos químicos e derivados de combustíveis fósseis, nos rios, não jogar o lixo industrial, domésticos e hospitalares nos rios. Pois é. É fácil. Agora, a apegação e o fanatismo por dinheiro, os impede de ver que sem água, não há vida. Pode-se  até viver uns dias sem dinheiro, agora, sem água...

Leia o poema de cordel,  três rios e um destino, que compus no dia 04/02/2011

01
Nesses vales tinham rios
Onde a gente nadava.
Mulheres cantarolando
A roupa suja lavava.
Nos dias belos de sol,
Usando isca e anzol,
Peixes aqui se pescava.
02
Aqui viviam traíras,
Xique-xique, jundiar,
Corró, piaba, pilaque
Em cardume a negrejar.
Foi um tempo de bonança,
Hoje espanta até criança,
Ouvindo os velhos contar.
03
Viviam aves aquáticas:
Frango d'água, mergulhão,
O socó, o paturi,
Fazendo encenação,
Garça branca e jaçanã
Desfilavam de manhã
Nas margens do ribeirão.
04
Itapicuru-Mirim
Abraçava o rio do Ouro,
As águas se uniam
Com um sublime namoro,
Invadiram suas margens,
Não existem mais paisgens.
Só a solidão e o agouro.
05
Ocuparam os seus vales,
Mataram suas nascentes.
Com ajuda dos esgotos
Dizimaram os viventes.
Os homens sem corações
Deixam as destruíções
Pros seus pobres descentes.
06
O progresso é indomável,
Sai sempre na dianteira,
Pouco importa se destrói
A Natureza inteira,
Trabalham pra ver o fim
Do Itapicuru-Mirim,
Do Ouro e Canavieira.
07
Os tais dos homens modernos
Não pensam em meio ambiente,
Querem é juntar dinheiro
E viver tranquilamente,
Infelizes, sem amor,
Com seu rolo compressor
Leva quem estiver na frente.
08
Porém, os rios costumam
Seu espaço resgatar
E a fúria das águas
Só Deus pode aplacar
E os arrogantes choram,
Se ajoelham, imploram
Pro mundo não se acabar
09
O homem pensa ser esperto
Mas a si mesmo extermina,
Se preparem os algozes
Dos três rios de Jacobina.
Que hoje são depredados,
Poluídos, desprezados
Por essa corja assassina.
Por: João Bosco Silva Fernandes, poeta cordelista.
Jacobina-Bahia

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